Doença de Peyronie, como tratar esse problema sexual

Doença de Peyronie é o nome que se dá à curvatura peniana exagerada que dificulta ou impede a penetração vaginal. Quase todos os homens têm um desvio leve do pênis, para cima, para um dos lados ou para baixo. As curvaturas podem ser congênitas, acompanhando o paciente desde criança ou adquiridas.  As curvaturas adquiridas geralmente se formam a partir de pequenos e repetidos traumas penianos. Evolui com placa calcificada facilmente perceptível pelo próprio paciente, provocando uma dobra do pênis naquele ponto.

O transtorno pode ser apenas uma questão de estética ou a impossibilidade total de penetração vaginal. Considera-se que a curvatura deva ser tratada quando dificulta, impede ou inviabiliza a relação sexual. A queixa pode ser tanto do paciente como também da sua parceira.

O tratamento que adotamos com melhor resultado é a cirurgia de correção da curvatura, sem a ressecção da placa. A indicação de cirurgia só deve ser feita depois que a placa estiver estabilizada, ou seja, sem piorar por pelo menos 6 meses. A rápida recuperação da atividade sexual, livre de curvatura, é o grande benefício que essa cirurgia traz aos pacientes. Ela exige uma internação de 4 horas, é feita em centro cirúrgico hospitalar, com bloqueio pudendo (local) e consiste em provocar um pregueamento contralateral de modo a retificar o eixo do pênis. Casos de curvatura mista ou complexa, podem exigir a substituição da placa calcificada por enxerto de pericárdio bovino.

Somente naqueles pacientes que tem uma disfunção erétil severa associada à curvatura peniana, é que recomendamos o implante de próteses penianas para o tratamento do Peyronie.

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O QUE CONTRA–INDICAMOS NO TRATAMENTO DA DOENÇA DE PEYRONIE:

Vários tratamentos clínicos já foram tentados para a Doença de Peyronie. Em geral seus resultados não são bons. O mais prescrito é o que recomenda os comprimidos de potaba associados ou não com a vitamina E. Esse tratamento, tal como injeções penianas de corticoides ou de bloqueadores de cálcio, litotripsia (ondas de choque à semelhança do tratamento para o cálculo renal), massagens ou extensores, em geral mostram-se improdutivos e frustrantes.

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