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Re: Diário Espiritual de João Batista
#26
Espírito Franciscano
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Mais um poema básico e fora de hora

Se todo o meu cansaço fosse fruto de muito fazer,
Não sentiria eu nenhuma culpa em descansar.
Mas me canso mesmo é de nada fazer e me culpo
Por querer descançar por estar cansado de nada fazer.

Passa o preciso tempo, valioso que só ele e não me importo,
Sempre espero melhor tempo para fazer algo que precisa ser feito
mas que não será.
Faço pra mim o meu tempo e o meu tempo ocioso faz para mim
A Minha culpa. Insensato ou insensível.

O que se esconde atrás de meus olhos que parece ver tudo
E não me faz interessar em tocar em nada.
Deixe estar as coisas como estão.
Nada ha de tão importante que precise ser mudado?

me parece que nada precisa ser mudado. A teoria do caos
se faz existente no meu não fazer nada.
Não quero, nada desejo, nada me é feliz e assim parece
estar bom para quem não deseja nada fazer.

Ando e penso, ando e penso e somente ando e penso.
Mas tudo se esvai no ar. Que o vento carregue os meus pensamentos
Se bons, foram desperdiçados, se ruins, um bem ao mundo.
Que falta me faria realizar as coisas e não realizá-las?

Uns hão de pensar "ele desanimou de tudo"
Mas lhes digo não. Apenas procuro amor ao que é essencial.
Difícil missão para um cego que não quer ver ou que não vê
Por nada existir de útil mesmo, de real e verdadeiro no que vê.

Quero deixar de me conduzir pela vaidade
Quero amar o que faço mesmo que seja pouco
Quero fazer da vida um caminho que seja apenas um caminho
Sem pavimentação, mas que me leve em algum lugar.

Não quero mentir, não quero fingir, quero sim a sinceridade
de meus olhos me olhando no espelho, das minhas palavras
invadindo os meus ouvidos e que meu coração possa me ver e me ouvir
Assim como sou, não como eu quis ser.

Deus um dia me falou que seria interessante eu ocupar-me de mim
da forma como Ele um dia sonhou que eu fosse, não um alguém,
Mas eu mesmo, um eu para mim que me foi dado por Graça.
Não ser bonito e nem feio, mas ser eu como sou eu mesmo.

Há, um poema fora de hora que nada quer dizer para mim e nem para ninguém
Vaidade ou amor me faz querer inventar soluções para a minha falta de amor
A vida, a morte, o sono e um novo dia, são elementos contrastantes de uma mesma
criação. Espero acordar e estar em vossos braços, amando estar em vossos braços.
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Enviado em: 11/02/2010 23:21
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Re: Diário Espiritual de João Batista
#25
Espírito Franciscano
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Em que consiste a Fé Católica: A pessoa de Jesus



Por João Batista Passos

A Fé é mais do que um sentimento humano, é uma adesão do homem em relação ao seu Criador e um comprometimento com os seus desígnios e à sua Revelação. A Fé Católica consiste totalmente em crer nas Palavras de Jesus, crer e seguir esta pessoa que viveu entre nós, sendo um de nós, que em tudo era como nós, com exceção no pecado (Cf. Hb II, 17).

Então a nossa fé não é algo vindo apenas de um desejo do homem de se voltar rumo ao seu criador desconhecido, mas é a adesão da busca empreendida pelo próprio Criador de se revelar e de nos encaminhar a nossa plena realização. Ele nos criou e Ele nos indica como devemos proceder para que Nele encontremos o nosso fim último, a nossa plena realização e a nossa plena liberdade.

Resumindo, devemos compreender que a nossa fé é a adesão das Palavras reveladas pelo próprio Deus. A Fé católica consiste em uma pessoa, o Kyrios, o Cristo, o Messias, que afirmamos com o coração todo, ser Jesus Cristo de Nazaré, Filho de Deus, nascido do ventre da Santíssima Virgem Maria, descendente de Davi, Rei e Salvador, Senhor de todas as coisas (Cf. Mt XVI, 16).

Por isso, a Fé não é um sentimento pessoal que ganha contornos conforme nossas conveniências e se trata de adesão a Fé proclamada pela Igreja. A Igreja acolhe a Revelação contida nas Sagradas Escrituras, na Sagrada Tradição e nas determinações provenientes do Sagrado Magistério, instituído pelo próprio Cristo, na pessoa dos Apóstolos e seus sucessores, sobretudo na pessoa do Apóstolo Pedro, chamado a confirmar os irmãos (cf. Lc XXII,32) na Fé e aos seus sucessores, os Papas.

Se já falamos que a nossa Fé é a adesão as Palavras Divinas e principalmente as que foram reveladas pelo homem Jesus, pois se tratam da plenitude da Revelação e confirmação de todo o Antigo Testamento, agora precisamos compreender este Homem, quem é Jesus ao qual depositamos toda a nossa Fé, toda a nossa confiança.

Seria impossível ser Cristão se não pela adesão da nossa Fé e razão ao que Cristo vem nos dizer, nos revelar do Pai (Jo I, 18). Então, fica-nos a pergunta: Quem é este Jesus, Filho de Maria, em quem eu deposito toda a minha esperança?

Passamos agora a mergulhar em um horizonte novo, em uma compreensão completa do sentido de nossa existência, vamos além da esperança e passamos a pisar em fatos concretos da proximidade e cumplicidade de Deus em nossa existência, em nossa caminhada rumo ao Bem Eterno, da plena realização do que podemos chamar vida, mas muito mais que apenas vida, mas sim vida em abundância (Jo X, 10).

Então, para confiarmos em Jesus e Nele depositarmos todas as nossas forças e fraquezas, alegrias e sofrimentos, enfim, o nosso respirar e o nosso viver, precisamos compreendê-lo de forma inequívoca e isto se dá de maneira dinâmica e permanente, não adianta querermos compreendê-lo apenas estudando ou lendo sobre Ele, mas é preciso que a cada dia nos relacionemos com Ele, pois Ele abre a nós esta possibilidade (Lc X, 22). Se nos abrirmos a Ele, então o compreenderemos, mesmo que se não de forma completa (pois se trata de um Mistério maior que a nossa capacidade de compreendê-Lo integralmente), o conheceremos e então, com o coração cheio de vigor e coragem poderemos afirmar a verdadeira face de Jesus ao mundo, ao nosso próximo (Jo XV, 26).

Jesus é verdadeiro homem. E assumindo a nossa humanidade em tudo ele é igual a nós. Porém Jesus, como dissemos, assume a nossa inteira humanidade, mas Jesus, o Verbo de Deus já existia antes da criação do mundo, por Ele o mundo foi criado e sem Ele nada foi feito. Ele é a Luz que ilumina a nossa vida (Cf. Jo I) e muitas vezes a tratamos com indiferença e até desrespeito, então, logo não poderemos conhecê-lo, ouvi-lo e muito menos seguir no Caminho, na Verdade e na Vida, que Ele nos propõe seguir, sendo Ele mesmo o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo XIV, 6).

Jesus é verdadeiro Deus, conforme o texto do Credo Niceno-Constatinopolitano. Portanto, as Palavras de Vida Eterna (cf. Jo 6,68) que Jesus nos diz derivam não apenas de um entendimento das coisas divinas, mas de Nele estar contido todas as coisas divinas. Jesus é Deus.
Jesus, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. Esta é a nossa profissão de Fé, na qual devemos avançar em compreensão. Profissão de Fé esta inalterada, intacta desde os princípios, portanto não descuidemos de compreendê-la, recorrendo a Fé e a nossa própria razão, que certifica que a nossa Fé não é inválida ou vã. Pois se não nos sentirmos tocados por e para esta realidade divina de Jesus, nunca poderíamos chamá-lo de Cristo, Senhor, Filho de Deus, Salvador e Rei.

Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. A esta realidade da pessoa de Jesus chamamos de Hipóstase, Dogma de Fé, compreensão irrevogável da natureza de Jesus. Sem esta compreensão, a Fé Cristã se resumiria em mais uma teoria religiosa e não uma experiência de fato e tangível do Divino com o humano. Jesus é uma única pessoa com duas naturezas, completas, únicas e inseparáveis. Isto explica duas coisas, uma a pessoa de Jesus é adorável, por isso os reis do oriente que seguiram a estrela, ao encontrá-lo em um presépio se ajoelharam e O adoraram (Mt II,11).

Outra é que Maria é sim, Mãe de Deus, pois seu Filho Jesus é Deus, Filho de Deus e que existe desde sempre. Jesus, Filho de Maria é o Verbo encarnado em seu ventre e ao mesmo tempo um de nós no ventre de Maria, sem perder a sua essência divina Ele é concebido como homem.

Maria, Mãe de Deus. Nisso também consiste a nossa Fé. Maria recebe o título já na era primitiva da Igreja de Theotokos, ou seja, Mãe de Deus. Afirmamos com Fé firme nisto, não com a intenção de aumentar as glórias de Maria (a ela foram atribuídas as honras por parte do próprio Deus), mas nos faz sim, compreender o maravilhoso Mistério da encarnação. Maria encontrou graça diante de Deus, Maria transborda da Graça Divina (Lc I, 28), é a Arca de Deus, é a escolhida, a eleita e merece todo o nosso amor, toda as nossas honras, como seguindo verdadeiramente o 4º Mandamento da Lei de Deus.

Para confirmarmos isto, de forma Bíblica, basta ouvirmos a saudação de Isabel, sua parenta ao dizer com um maravilhoso e inequívoco impulso “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?” (Cf. Lc I, 42-43)

Não é de menos importância entrarmos no Mistério da Encarnação com vistas na participação fiel e obediente da Santíssima Virgem neste Mistério da Salvação. Se obscurecermos o papel de Maria, sem dúvida resultará num obscurecimento da pessoa do próprio Cristo. A Revelação não se resume nas Palavras de Jesus, mas se fundamenta na pessoa inteira de Jesus. Jesus é o Verbo Divino, a Palavra de Deus encarnada, a Palavra personificada em nós, entre nós. Por isso, é preciso caminhar com Maria, é preciso ir até ela para que compreendamos no que consiste a Fé Católica na pessoa de Jesus Cristo.

Em Maria, o Verbo de Deus se faz homem, um de nós, é Deus conosco. Este um de nós, no ventre de Maria é a nossa única esperança, única possibilidade de alcançarmos a redenção e a liberdade para a qual fomos criados. Por isso, podemos pensar que Maria cuida de cada um de nós Cristãos, cuida da nossa redenção, carrega o Justo em seu ventre maternal, puro e imaculado e nos relaciona com Ele.
A nossa Fé consiste em seguir os passos e ouvir as Palavras do Filho de Deus e de Maria.

A Santíssima Trindade

Deus é uno e Trino. Eis o Mistério da Santíssima Trindade. Um Deus em pessoas três. Aderir a este mistério da Fé é um fundamento basilar de tudo o que temos conhecido, vivido.
“Cremos firmemente e afirmamos simplesmente que há um só Deus eterno, imenso e imutável, incompreensível. Todo-poderoso e inefável, Pai, Filho e Espírito Santo: Três pessoas mas uma só Essência, uma Substância ou Natureza absolutamente simples.” (IV Concílio de Latrão)

Pequena e última reflexão

Bom, passamos rapidamente pelo que consiste a adesão da Fé. Agora paremos um instante e façamos uma reflexão. Jesus é o ponto de partida e de chegada da minha Fé Católica? Ele realmente tem sido o centro das minhas buscas por aumentar a minha Fé, amadurecê-la a ponto de sentir-me alimentado por ela?

É bem verdade que neste pequeno espaço e tempo em que desejamos passar um mínimo dos fundamentos da Fé Cristã, única e santa, não foi possível entrar em tantos outros pontos fundamentais de nossa Fé, mas desejamos que este texto possa significar um pouco de tudo o que é maravilhosamente lindo da Fé que salva. Tudo o que cremos e professamos origina-se e tem sua completude em Jesus Cristo, princípio, meio e fim. Tudo está fundamentado em Cristo. A vida, o amor, a justiça, o perdão, a Fé.

“Vós conheceis a bondade de nosso Senhor Jesus Cristo. Sendo rico, se fez pobre por vós, a fim de vos enriquecer por sua pobreza.” (II Cor VII, 9)
Passos, João Batista. Apostolado Sociedade Católica: ”Em que consiste a Fé Católica: A Pessoa de Jesus”. Disponível em http://www.sociedadecatolica.com.br. Desde 29/06/2009.
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Re: Diário Espiritual de João Batista
#24
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“a espiritualidade beneditina, bem conhecida por vocês, propõe um programa evangélico sintetizado no lema: ora et labora et lege, a oração, o trabalho e a cultura. Antes que nada a oração, que é a mais bela herança deixada por São Bento aos monges, mas também à sua Igreja particular”. S.S. Bento XVI - Homilia - Montecasino - Solenidade da Ascenção de Nosso Senhor - Maio de 2009

Ore, trabalhe e leia. Estas são as chaves para o desenvolvimento e compreensão do homem de seu meio e que possam reforçar a compreensão de si mesmo e que possa alcançar as virtudes através de seus esforços, mas sempre fundamentando o seu caminhar numa relação com Deus, por isso o “ora” vem em primeiro lugar para que todas as demais coisas estejam fundamentadas na vontade e no amor de Deus e em suas leis, que já nos abre a dimensão de valorização e amor ao próprio Deus e os comportamentos que devemos cuidar para que saibamos e nos orientemos a amar os nossos semelhantes. Tudo logo se baseia na relação entre, primeiramente, Deus e nós, homens. Orar é um ato um ato de confiança, se confiamos em Deus e se cremos em sua escuta, então oramos e neste contexto de multipla confiança, passamos das comuns perspectivas para uma perspectiva ampla, nisto cabe sempre em primeiro lugar reconhecer a Divindade e a defendê-la, não por opinião, mas por amor a Deus e ao nosso próximo. Muito mais traz-nos uma vida de oração, como a reconciliação, a fé, a caridade, a esperança e a justiça. Porém, pouco ou nada disso terá efeitos práticos se não confiarmos em Deus e aceitar as condições que a relação de confiança entre o Criador e nós, seus filhos resgatados pelo Sangue de Jesus Cristo.

Se não devotarmos a oração, mesmo que oremos pouco sabemos muito bem disso, não afirmaremos com a devida prudência e coragem a Fé que recebemos e acolhemos, sem rezar pouco afirmaremos ou nada, ou mesmo até abandonariamos a Fé na Igreja de Deus, não acolheremos com profundo desejo os frutos dos Sacramentos, não compreenderemos os Mistérios Sagrados que Deus nos revela para mostrar-se próximo de nós. Sem a devida relação de confiança, o Mistério do Santo Mistério do Altar passará a não ser um mistério no qual devemos piamente e filialmente crer, mas passará a ser um mistério envolto a sombra de dúvidas, o qual a nossa vida sem oração será insuficiente para dispersar tais nuvens. Se no Mistério há dúvidas, logo a confiança em tudo mais está abalada e ai com muito zelo precisamos reatar estes laços de confiança, ou seja, retomarmos o caminho da oração, da relação intima com Deus e que nos orientará em todas as demais atitudes nossas, decisões e afirmações necessárias para que tudo contemple Deus em primeiro lugar, para que todas as coisas Sagradas tenham para nós valores Sagrados, Igreja, Sacramentos, Palavra de Deus, Sacrificio, Altar, Autoridade da Hierarquia da Igreja e o seu Magistério, o Papa, O Verbo de Deus, nós mesmos e o nosso próximo.

Labora, ou seja, o trabalho é uma segunda via para que alcancemos os frutos da oração, que na oração o próprio trabalho seja santificado e tenha a perspectiva de que ao próximo devemos o nosso melhor. O trabalho pode ser visto como meramente uma fonte de renda, claro que é, mas primariamente deve ser visto como um serviço ao próximo, ou seja, de plena e multiplas relações para com o próximo. Nesta via do trabalho podemos ver que os dons e os frutos deste trabalho deve estar voltado no sentido no qual a oração nos incita, ou seja, ver a importância de se fazer o melhor ao próximo, seja por ato de benevolência ou misericórida, ou pela via do trabalho, ao qual todos que trabalham mereçam a sua devida recompensa. Imaginemos o trabalho sem a oração e sem os frutos dela, se tornaria em algo que ao invés de nos levar a Deus possa nos afastar Dele e nos conduzir a idolatria do dinheiro, do sucesso, a própria auto-idolatria, que transforma o trabalho que deveria dar frutos ao próximo em um ato de dominio ao próximo, deixa-se de servir ao próximo com o seu trabalho para dominá-lo de forma que se angarie a sensação de poder. Aos que trabalham, orem pedindo a Deus por si mesmo, para que o trabalho seja santificado e que elimine desta obrigação os mesquinhos atos que possam nos afastar de Deus e desonrar ao nosso semelhante.

Lege. E leia. Esta palavra “leia” deve ser vista de forma mais ampla do que propriamente ler, mas que se coloque em estado de aprendizado permanente, pois de fato, nunca sabemos de todas as coisas e devemos por estudos conscienciosos, aprender os traços das virtudes, da capacidade de ensinar aquilo que aprofundamos no ato de “lege”. Hoje em dia, no mundo da comunicação, precisamos possuir além d estado permanente de aprendizado devemos estar vigilantes ao que estamos lendo, estudando ou aprendendo. Muita informação, que podemos definir como séria e capaz de induzir em nós um espírito crítico correto e benigno, mas também pode haver naquilo que absorvemos que tenham imprescisões, falhas, desvios desfarçados de virtudes. há toda espécie de informações e em todas elas precisamos saber “ler” e pensar que nem tudo o que absorvemos tem necessidade ou nos convém.

É preciso saber que não podemos nos vangloriar de aprender, muito menos de aprender as coisas que “aparentemente se mostram honestas”, isto dizia Santo Agostinho. Santo Agostinho ultrapassou os seus limites sobre o que é de fato aprender, só se aprende o que é correto, o resto é contribuir para a própria cegueira, cheia de soberba e incha a vaidade. Lege aqui também tem o sentido de contribuir para a cultura e seu desenvolvimento, comunicar é associar o conhecimento, a pesquisa, os estudos ao desenvolvimento de uma mentalidade apoiada sempre no bem presumido pela verdade Cristã.

Lege. Definindo aqui um pouco sobre estes temas, falemos da leitura das Sagradas Escrituras, esta que definitivamente vem a nos introduzir de forma bastante ampla o sentido do que devemos aprender, sempre compenentrados no que ensina a Santa Igreja. Ler a Sagrada Escritura, ou seja, possuir contato com o Verbo de Deus ou com as palavras que a Ele dirigem, nos transformam substancialmente, nos fortalece tanto no espírito da fé, no “ora”, no “labora” e no próprio “lege”. Além da leitura é preciso intuir a escuta que devemos prestar a Deus, seja pela Sagradas Escrituras, pela Pregação Apostólica ou pelas ações retas que a oração e a intimidade com Deus venha a nos despertar, que faz acordar em nossos corações os sentimentos devidos a Deus e ao nosso próximo, procurando assim, em plena confiança a Deus, realizar a verdade em nosso meio, torná-la acessível, benéfica.

Leia também: O Papa em Montecassino

Paz e Fé!

Fonte: http://blog.ventania.org
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Re: Diário Espiritual de João Batista
#23
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Ser forte no Amor


O que eu quero nessa vida e na outra é poder sentir a presença de Jesus, sentir seu Amor e contemplar a vossa Face. Quero poder ser fiel, quero poder ser forte, quero poder ajudar os meus irmãos pelo Caminho, quero me sentir Cristão, sinto que não posso mais me sentir triste, pois estou com Jesus, a tristeza nesse mundo, no coração de um Cristão é não sentir a presença de Jesus ou estar caido nas tentações dessse mundo que passa. Mas sinto que como Cristão e como Católico Apostólico Romano, tendo recebido o Batismo na Igreja de Cristo, não podemos desfalecer, o coração as vezes se entristece, mas nada pára um Cristão apaixonado por Cristo, assim eu quero ser e dessa forma quero crescer, seja no meu entendimento, seja na minha inteligência, e principalmente na minha dignidiade, que um dia eu seja digno de ser chamado Cristão, de ser um verdadeiro Católico Apostólico Romano. Quanta generosidade de Deus, permitir um pobre pecador receber o seu Sinal na Santa Igreja, quanta generosidade de Jesus ainda ouvir o seu pobre pecador, depois de tantas vezes caído e moído pelo mundo e pelos próprios olhos. Quero ser forte no amor, quero ser digno no meu caminhar, quero ser fiel ao meu Senhor e meu Deus, quero estar sempre ao lado de Jesus Cristo, o Redentor dos homens.

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Editado por joaobatista em 22/03/2009 00:19:40

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Re: Diário Espiritual de João Batista
#22
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O mundo contra a Igreja


Depois da Igreja ter por mais de 4 décadas se disposto a dialogar com o mundo, vemos que o mundo em nada quis dialogar com a Igreja. Enquanto a Igreja mostrava-se num desejo de estabilizar a consciência humana num mundo que evoluía tecnicamente sem ser necessário que a Fé fosse abolida do pensamento humano. O que assistimos neste dialogo foi a tentativa de imposição de um mundo frio, onde os problemas e pecados deixaram de existir e que a culpa dos erros não pertenciam aos seres humanos e seus erros. Assistimos ao monologo do mundo.

Vemos uma humanidade cravada em si mesma, numa realidade monocromática, cheia de desvios e sem nenhuma saída, sem nenhuma real esperança de sobreviver aos próprios riscos. Uma humanidade que se abandona a própria sorte, onde uns não crêem e outros que crêem diz que era a obrigação de Deus salvá-los, mesmo que não fizessem por merecer, era definitivamente uma ordem do homem moderno a Deus.

A Igreja em sua brandura e disposição a escuta já quase não falava, não porque não quisesse dizer alguma coisa, mas porque a mídia silencia a sua voz e lança a voz de um mundo “liberto” de Deus. A Igreja está silenciada. Ora, silenciada por alguns grupos que monopolizam o discurso, embebido de ateísmo, materialismos, relativismos e muito, muito frio.

Quando pensaram em estar vencendo definitivamente a Igreja de Deus, não esperavam que o próprio coração humano falasse mais alto que a TV, o Rádio, a internet e tudo quanto há em serviço da ideologia anti-católica. O coração humano, ao ver-se em em mundo sem sentido, sem esperança e sem saída, procurou o seu refúgio e encontram abrigos nos braços de Deus e Dele dão testemunho.

É um momento de grande dor, não diferente de nenhuma outra época da história da Igreja, pois em Cristo a Igreja já se fundamentava no sofrimento e na perseguição. As chagas feitas pelas nossas mãos no Corpo de Cristo são para a nossa Salvação e consolo para a nossa peregrinação. Se nós sofrermos, lembremos, o Nosso Senhor também sofreu e sofreu para nos consolar dos sofrimentos que a sua Igreja sofreria e para nos definir como vencedores da Cruz.

Tomemos os devidos cuidados para que não deixemos nos
abater pelas tentações impostas pela mídia ideológica e parcial, cuidemos para que ela não nos envolva em seus escândalos. Se a mídia se escandaliza com as pessoas que tem Fé é porque ainda se sente fraca, limitada perante o sentimento humano com relação a Deus.

Devem se perguntar que Deus é este que as pessoas estão buscando? Depois de tantas tentativas em negá-lo e amenizar os efeitos de sua existência através da racionalização da existência humana? Como podem amar um Deus que não se vê? Quem será este Deus que tanto os encoraja a seguir em frente?

Não, não odiamos o mundo, antes o amamos. Porém é penoso pensar que é necessário tanta retaliação e falsidades ideológicas daqueles que por não crêem querem desfazer daqueles que crêem, querem impor as suas posições atéias e não respeitam o mínimo das convicções morais de toda uma cultura, de toda uma história.

Não lamentemos pelos devaneios da mídia, deste mundo que se levanta contra Deus e contra a Fé os sentimentos daqueles que Nele crêem. Antes, nos alegremos por este mundo estar padecendo diante da possibilidade de uma Fé vigorosa e de um povo destemido diante das situações impostas por um mundo de idéias absurdas, de uma existência abstrata e sem algo de definitivo.

Sigamos nossos caminhos, rezando pela vida e pela morte e pelo que há de vir, em Jesus Cristo nossa Esperança, por esta esperança somos salvos e por ela caminhamos em um caminho diferente dos caminhos do mundo. Sentimos os acontecimentos de forma diferente, nos relacionamos com tudo o que está a nossa volta de forma diferente, apreciamos um horizonte mais amplo, que somente a Fé e a Razão juntas podem nos proporcionar.

Católicos sempre, de corpo e de alma, sempre!
Que Jesus e Maria nos conduza por este vale de lágrimas, para que ao fim de nossa jornada possamos merecer a plenitude de nossa vida, que está escondida em Cristo Jesus, o Nosso Senhor.

Paz e Fé!

Editado por joaobatista em 07/03/2009 17:55:41
Editado por joaobatista em 07/03/2009 18:14:09

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Re: Diário Espiritual de João Batista
#21
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Leituras do Santo Evangelho

Anotação 2: Marcos 1,12-15



Resumo: Após o Batismo, Jesus é guiado pelo Espírito Santo ao Deserto, onde fora tentado por Satanás. Vivia entre os animais selvagens e os anjos o serviam. Depois da Prisão de João Batista, Jesus vai para a Galiléia pregar o Reino de Deus e a conversão.

Comentário: É até difícil resumir esta leitura do Evangelho, já que são apenas 4 os versículos, porém, sabemos que nestes 4 versículos bíblicos estão diversas chaves para compreendermos a Missão de Jesus.

Anotações do Evangelho de Marcos 1,12-15

“O Espírito do Senhor repousa sobre mim, porque o Senhor me ungiu.”(Lc 4,18; Is 61,1)

Após Jesus ter sido Batizado, “O Espírito levou Jesus para o deserto”. Porque o Espírito Santo teria conduzido Jesus ao Deserto? Jesus, o Verbo encarnado, assume a nossa inteira humanidade, e por isso, precisava mergulhar-se inteiramente nela, por isso é levado ao deserto. Jesus mergulha no deserto e o deserto parece mergulhar em Jesus, Jesus absorve em si mesmo o deserto da existência humana. O Espírito de Deus está com Jesus, repousa sobre Ele e O conduz. Ou seja, já no deserto, após o Batismo, Jesus assume a sua missão inteira.

Porque o Espírito O conduz ao deserto? Jesus sendo Deus não poderia conduzir-se a si mesmo? A verdade é que Jesus, assumindo a nossa condição humana, precisa também estar, mesmo sendo Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, estar subordinado a Deus e a sua própria Missão. Jesus é o enviado do Pai e conduzido pelo Espírito Santo. Aqui verificamos a ação da Santíssima Trindade que envolve toda a nossa humanidade, de forma próxima e intensa. A humanidade assumida pelo Verbo de Deus se torna o resumo de toda a história de toda a criação. Tudo e todos se resumem na pessoa de Cristo.

O Papa Bento XVI nos indica com claridade ao nos dizer “a missão (de Jesus) consiste em descer aos perigos do homem... ...penetrar no fundo da existência humana, atravessá-lo até o seu último fundo, para encontrar a ovelha perdida...” (Livro Jesus de Nazaré pág. 40)

Quais são os perigos do homem? Agora passamos para o que vem a ocorrer neste deserto. Marcos é bem sucinto ao descrever em seu Evangelho que Jesus ficou 40 dias no deserto e aí foi tentado por Satanás. Em Mateus 4, 1-11 e Lucas 4, 1-13 possuímos uma maior descrição maior sobre as tentações, porém nos fixemos nos escritos de Marcos.

“Jesus ficou 40 dias no deserto e aí foi tentado por Satanás”: Jesus mergulha na nossa natureza, corre os nossos riscos e por nós e conosco é tentado. Logo, é preciso em nossas fraquezas, limitações e quedas pensar que Jesus viveu e sofreu tudo por todos todas estas nossas mesmas tribulações. Aí já vemos o sentido expiatório de toda a vida de Jesus, que sofreu tentação não somente no deserto, mas em todo o seu caminho. Vejamos o que nos explica a carta aos Hebreus 2,18 que nos diz:

“De fato, por ter ele mesmo suportado tribulações, está em condição de vir em auxílio dos que são atribulados.”

O povo de Deus foi e ainda é tentado pelo deserto, porém, muitas e muitas e muitas vezes nos deixamos vencer, as vezes nos deixamos ser vencidos. Deixamos de nos inspirar na obediência de Jesus, que como nós, sofreu as nossas tribulações.

Veja o que nos diz os Salmos sobre a nossa passagem pelo Deserto:

“Depressa, porém, esqueceram suas obras, e não confiaram em seus desígnios. Entregaram-se à concupiscência no deserto, e tentaram a Deus na solidão.” (Sl 105,14)

Depressa tomemos também a consciência de que Jesus sofreu por nós, foi ao fundo de nossa existência, ou seja, Jesus se compadece verdadeiramente e integralmente por nós e conosco. Compadecer-se de verdade e de forma inteira constitui-se na perfeição. Jesus sofreu como nós, mas sem cair. É preciso então que nós, homens feitos a imagem e semelhança de Deus, reconheçamos que é necessário compadecer-se com Cristo também e levar esta compaixão, sentimento que devemos atualizar também no nosso próximo. Se compadecemos com os sofrimentos de Jesus que sofre e vence todas as tentações, devemos de fato, nos compadecer também e verdadeiramente nos sofrimentos de nosso próximo.

Antes de terminarmos a anotação sobre a tentação, precisamos entrar no núcleo da própria tentação, no que ela consiste. Mais uma vez citamos as palavras do Santo Padre, o Papa Bento XVI em seu livro Jesus de Nazaré:

“O núcleo de toda a tentação...é colocar Deus de lado, qual, junto às questões urgentes da nossa vida, aparece como algo secundário, se não mesmo supérfluo e incomodo.”(pg. 41)

Simples e resumido, toda a tentação tem o objetivo de diminuirmos a ação de Deus em nossa vida, quando não anulá-lO de forma completa. Esta tentação está presente hoje no mundo, por isso, sejamos vigilantes para que o negacionismo de Deus venha a interferir em nossa Fé e em nossas convicções. Para combater a tentação a todo o momento, por convicção cremos, sim, Deus está conosco!

“Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam”: Este versículo(14) nos remete diretamente ao Salmo 90,11ss.

“porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra. Sobre serpente e víbora andarás, calcarás aos pés o leão e o dragão.”

Veja que o Salmo 90, o mesmo que o próprio enganador utilizou para tentar Jesus é tido como a realização plena do próprio Salmo. Por não estar citadas as tentações no Evangelho de Marcos, nos detenhamos entre o que o Salmo e o capítulo 5 do Evangelho de São Marcos nos diz. Veja a grande relação entre “vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam” com o que é expresso no Salmo 90, 11ss.

Viver entre os animais selvagens pode ter a designação de estar sujeito a um perigo ou podemos ter a mente o que nos diz Isaías 11,8 que a criança de colo brincará com a víbora. Ou seja, Jesus está no meio dos animais selvagens, porém estes não lhe causariam nenhum perigo.

“Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galiléia, pregando o Evangelho dizendo: “o tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo..””: Jesus anuncia o Reino de Deus e o delineia no tempo, dizendo “está próximo”. Podemos pensar de duas formas em relação a palavra próximo, ou seja, de algo que está se aproximando mas ainda não está definitivamente presente, ou algo que está definitivamente presente e está de fato próximo de nós, a ponto de podermos tocarmos, seguir, sentir, tornar-se parte, pois já não está longe e nem fora do alcance, tangível.

Jesus é o próprio Reino de Deus, o Reino de fato que submete todas as coisas a si. O Reino de Deus porém, sabemos que não possui fronteiras e é expansível, ou seja, ele atravessará todas as fronteiras e toda a história humana, até o seu desfecho final com a vinda gloriosa de Cristo.

O tempo já se completou e então, este Reino chega até nós, Jesus vem até nós hoje. Mas onde, como? Através de sua Igreja, seu Corpo cujo Ele próprio é a Cabeça que nos guia, através de seus enviados, que nos traz o mesmo Jesus até nós, tocável e sensível aos nossos sentidos através de seus Sacramentos, com especial louvor, no Sacramento da Santíssima Eucaristia, onde o mesmo Jesus que pregava na Galiléia está inteiramente presente entre nós e conosco.

[b]“Convertei-vos e crede no Evangelho”:[b] Claro, que Jesus não iria vir estar conosco para que tudo continuasse da mesma forma. Antes de tudo era nossa necessidade que Jesus viesse restaurar o Caminho, a Verdade e a Vida dos homens, se fazendo homem e sem perder a sua essência Divina, Jesus é de fato o Caminho, a Verdade e a Vida.

Logo, algo muda, não no sentido de transformação da nossa realidade, esta se mantém a mesma, pois Jesus sendo Deus não revoga a nossa liberdade, o nosso livre-arbítrio, mas muda no sentido de que algo novo é inaugurado na história do homem, o Caminho antes fechado é reaberto, a Verdade antes vista através dos véus que turvavam a nossa vista se torna luminosa, factível, real, está agora dentro das possibilidades humanas e a Vida se torna plena, abundante.

Mas para isso é preciso ouvir a Palavra de Deus, o Verbo de Deus, ou seja, é preciso estarmos atentos ao que Jesus nos diz, atento aos rumos que Ele nos aponta, atitudes demonstradas pelo próprio Cristo, ou seja, é preciso não continuar caminhando na antiga estrada humana e sim fazer esta mudança de rota, estar convicto de que é Jesus é o verdadeiro Caminho a ser seguido e que Nele poderemos estar seguros e confiantes de que Ele nos ama e nos quer bem, definitivamente no Bem Supremo.

Terminando as anotações, verificamos que Jesus se compadece com o homem a ponto de se fazer um de nós e como nós e por nós se compadecer de forma integra e verdadeira. Que nós devemos voltar a ter contato com este Jesus que sofre durante a sua caminhada, desde o deserto até o Calvário, porque isso nos faz ter contato com o Mistério de nossa Salvação. Se nos compadecemos com Jesus que sofre por nós porém consegue vencer todas as tentações, devemos igualmente nos compadecer de quem sofre nos desertos desta vida, compadecermos com o nosso próximo é verdadeiramente válido. E que o Evangelho não é uma forma de caminho para um bem qualquer, mas que é o Caminho Único da Salvação e que devemos nos voltar para ele e seguir buscando a fidelidade, com humildade e perseverança.

Paz e Fé!

Editado por joaobatista em 01/03/2009 23:51:39
Editado por joaobatista em 01/03/2009 23:58:05
Editado por joaobatista em 02/03/2009 00:21:40

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Enviado em: 01/03/2009 23:48
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Re: Diário Espiritual de João Batista
#20
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Palavras do Evangelho

Resumo: Jesus vê Levi, um cobrador de impostos sentado na coletoria e diz a ele “segue-me”. Levi, deixou tudo, levantou-o e o seguiu.

Levi prepara um banquete para Jesus. Estava presente no banquete um grande número de pessoas e cobradores de impostos.

Os fariseus e os mestres da Lei murmuraram e questionaram os discípulos por que comiam e bebiam com pecadores. Jesus responde a eles: “Eu não vim para chamar os justos, mas sim os pecadores a conversão ”.

Toda a Palavra de Deus contém em si tesouros impossíveis de serem medidos. Cada palavra presente é valiosa e em seu conjunto tem a capacidade de transformação, ou seja, de converter aos que com ela se relaciona.

Por isso, com a intenção de fazer anotações deste contato com a Palavra de Deus, vou passar a fazer algumas reflexões sobre as leituras do Evangelho do Dia.

Não tenho a intenção de estabelecer aqui pontos fundamentais e doutrinários, mas reflexões pessoais, que possam ser úteis em minha caminha de Fé.

Anotações do Evangelho de Lucas V,27-32

Na primeira anotação, o Evangelho nos traz-nos a história
do chamado que Jesus faz a Levi, também chamado de Mateus e que mais tarde tornara-se um dos 4 Evangelistas.

Levi, então um cobrador de impostos (publicano), antes de ser chamado, parece ter sido ordenado por Cristo que diz “segue-me”. Talvez aqui, como hipótese, já podemos perceber que Levi estava atento a pessoa de Jesus, as suas Palavras e estaria já convencido pela pregação ou ações de Jesus.

Algumas palavras que seguem, nos mostram a prontidão de Levi ao receber o chamado de Cristo. No versículo 28 nos diz que Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu.

Cada uma destas 3 ações de Levi mereceriam uma reflexão a parte, porém, não seria esta a nossa intenção, até porque as anotações tem a características de serem breves. Mas vamos observar um pouco de cada.

"Levi abandonou tudo": Abandonar tudo e seguir uma pessoa é uma decisão grave em nossa vida, não simples e que com certeza nos remeterá a um bem ou a um mau maior do que a situação que se encontra. Levi abandona o seu trabalho, o seu sustento, a sua profissão, talvez tivesse uma carreira a ser seguida. Porém, aos olhos de Levi, Jesus é para ele maior sustento, estar com Jesus e ouvi-lo seria a sua profissão, profissão de Fé.

"Levi abandonou tudo, levantou-se": Após abandonar tudo, e percebemos que este tudo é tudo mesmo, ele se levanta, não espera a hora de começar, não perguntou o que teria que fazer, mas responde ao chamado não com um sim pronunciado pela boca, mas um sim pronunciado com todo o seu ser. Decisão que nos leva a pensar que Levi era um homem de convicções firmes.

"Levi abandonou tudo, levantou-se e o seguiu": Este seguir é um entregar-se a Jesus. Para onde e o que teria que fazer? Jesus não havia, neste diálogo explicitado nada a Levi, apenas o convoca, “segue-me”. É realmente difícil pensar que Levi não tenha pensado por um instante sobre o que faria, o que seria dele dali por diante. Mas é possível pensar sim, que Levi estava seguro, sentindo-se seguro por estar com Jesus, até então não todo conhecido, mas que seu olhar e sua voz já o tinha cativado.

A palavra cativado aqui não é de ter apenas uma sincera simpatia, mas cativado no sentido de estar atado de forma que não mais se pode ser separado.

Bom, vamos para a segunda parte desta anotação, para recolhermos um pouco mais de palavras da Palavra.
Levi prepara então um grande banquete, Jesus é o convidado e estavam presentes publicanos e outras pessoas. Deter-se um instante em na expressão “preparou em casa um grande banquete para Jesus”. Daria muitas linhas a refletir se formos pensarmos nas palavras casa, preparar e banquete.

Estas três palavras na Bíblia tem sentidos que vão além do sentido próprio de cada uma. Porém, vamos refleti-las juntas. Levi teria preparado um banquete com tudo o que possuía, ou seja, com tudo o que poderia oferecer de melhor para Jesus, já que abdicara de seu emprego de cobrador de impostos.

Preparar um banquete é algo de fato especial, que geralmente se faz em datas especiais, como muitos fazem no natal, numa formatura, numa promoção no trabalho. O banquete que Levi fez foi o para festejar o seu estar com Cristo. Mais do que uma formatura ou um aniversário, Levi estava com Cristo, fora chamado por Ele e sabia que Nele teria a sua vida realmente plena. Sentia-se seguro, era bom estar com Jesus e por isso, um banquete, preparado, em sua casa.

Por último, gostaria de fazer uma reflexão na resposta de Jesus aos Fariseus e mestres da Lei: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. Eu não vim para chamar os justos e sim os pecadores.”

Sabemos que Jesus veio para justificar a todos. Estaria Jesus sendo irônico com os “auto-suficientes” fariseus e mestres da Lei? Claro que Jesus veio sim para os doentes, para os pobres, os indigentes, ou seja, veio para sanar o homem a frente de Deus.

Porém Jesus vê que enquanto os pecadores se voltam para Ele os doutores da Lei O negam. Então podemos pensar duas coisas, Jesus vem para todos e tende a ter maior compaixão dos que mais necessitam, mas nunca abandonando ninguém, seja rico ou seja pobre, Ele veio para todos, não pela condição social, mas pela própria condição humana. Ou pensar que realmente, Jesus estaria permitindo os fariseus abandonarem a sua própria sorte. Os sadios não precisam de médico e sim os doentes. Quem se acha sadio, mesmo sendo doente, também não procura médico e está se lançando a própria sorte.

Poderia um doente procurar a cura mais facilmente sabendo que estava doente, mais facilmente ainda se conhecesse a sua doença e os seu sintomas, procuraria então o remédio certo. Para a culpa da alma humana só um Médico e um remédio que possa curar, Jesus e a sua Graça.

Santo Agostinho soube disso e nos escreve: “O’ feliz culpa que nos fez receber um tão grande Salvador.”

Terminando as anotações, devemos pensar que é estar com Jesus o motivo de nos alegrarmos totalmente, de sermos capazes de sair de nossa posição e de realmente Nele confiar com o coração, com a mente e o coração, com um sorriso, com todo o nosso corpo e nossa alma. Talvez, não tenhamos as disposições mostradas por Mateus, mas certamente, se ainda não as temos é porque ainda não conhecemos Jesus ainda, talvez porque ainda não escutamos Ele nos dizer “SEGUE-ME”.

Paz e Fé!

Editado por joaobatista em 28/02/2009 21:08:51

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Enviado em: 28/02/2009 20:51
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Re: Diário Espiritual de João Batista
#19
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Que edifiquemos as palavras de Jesus

Essa é a verdadeira vontade de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que no passar dos séculos, edifiquemos a Santa Palavra do Evangelho. Para que tornemos aquelas Palavras em algo real e palpável. Temos a missão de executarmos os preceitos ensinados por Jesus, e transformarmos as palavras do Evangelho em Amor, Paz, Esperança, Felicidade, Verdade, Justiça e o Bem em sua plenitude. Não tomemos as Palavras do Mestre apenas para o conhecimento, ou pelo mero caso de hábito, mas que tomemos a Palavra do Evangelho para a construção do caminho para o Céu, não somente nosso, mas para todos aqueles que tem ouvidos e ouvem, a praticam e a edificam. Sejamos por completo de Jesus, para que o nosso ser se complete Nele e a nossa fé não seja abalada em momento algum.

Palavra do Evangelho de São Mateus (7,24): "Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha."

Jesus, Rei e Mestre, olhai para os vossos pobres servos, guardai-os em Vossas Mãos Poderosas, tornai-os prudentes e edificadores de vossa Palavra.

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Enviado em: 28/02/2009 08:35
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Re: Diário Espiritual de João Batista
#18
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Saudades...
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Enviado em: 23/11/2008 12:31
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Re: Diário Espiritual de João Batista
#17
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Caros,

há acontecimentos na vida da gente que não tem importância, outros mudam os rumos da própria vida, coisas acontecem e passam, outras ficam, outras nem percebemos e tudo deixa-nos traços de vida, coisas boas e coisas ruins, vitórias, derrotas, mas uma coisa nunca conseguimos esquecer, nunca, sempre está lá conosco, estes são os nossos irmãos da Fé que aprenderam a rir e a chorarem juntos, que vivem os mesmos anseios e expectativas, que possuem um único objetivo, comum e belo. Tão ligados que já não podemos esquecê-los, fazem falta, faz sentir saudades. Quantas vezes penso em um e outro destes amigos e desejaria ter imediata resposta ou contato com eles, saber como estão, nem preciso saber se ainda lembram de mim, mas por eu ainda lembrar deles. O Pastoralis é este carimbo, que marca a vida de muita gente, marcou a minha e mudou-me em muita coisa. é bom lembrar sempre de vocês, sempre lembrar do Pastoralis, do Pe. Rodrigo, dos primeiros membros, das conversas sempre boas.

A Caminhada continua... e vcs comigo.

Pax et Bonum!
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Enviado em: 22/11/2008 18:25
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