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A Proteção da Vida - Dom de Deus
Publicado por Marcia em 05/4/2008 (949 leituras)
A Proteção da Vida - Dom de Deus
Edna: A Escola da Fé e o Pastoralis convidaram o Pe Lodi e a Dra Dolly para tratar de um dos assuntos mais urgentes da atualidade “A proteção da Vida – Dom de Deus”.

Todos sabemos que o homem foi criado para ser feliz e por isto, antes de qualquer Lei Humana, nossa vida é pautada pelo que chamamos de Lei Natural, plantada no cerne do coração do homem para que ele alcançasse a felicidade plena. Desta forma, não é possível imaginar que uma lei, que não seja coerente com a Lei Natural, garanta ao homem a paz em sua consciência, porque indiscutivelmente esta permitirá a agressão ao que Deus viu que era bom ao homem.

Diante deste contexto, mesmo que haja, no âmbito do Direito Civil, possibilidades legais para deixar de proteger a vida, veremos nesta entrevista, que todo e qualquer atentado contra este Dom de Deus vai também contra a Lei Natural, fazendo que as pessoas que cometem este ato sofram conseqüências muito penosas.

Veremos também nesta entrevista, como nós católicos devemos agir para não só não pecarmos contra este mandamento de Deus, mas também promovermos e preservarmos a vida que dEle recebemos tão gratuitamente. O Pe Lodi e a Dra Dolly também nos apresentarão um panorama geral sobre como estão as iniciativas pró-vida no Brasil e nos darão dicas preciosas para que, dentro da caridade cristã, nós saibamos como agir com todas as pessoas que cometeram ou que sofrem tentações para cometer este ato de violência contra a natureza humana.

E, para darmos início a esta entrevista tão interessante, gostaríamos que o Pe Lodi e a Dra Dolly falassem um pouco sobre si, para que nossos ouvintes e leitores conheçam um pouco mais sobre os senhores. O senhor pode começar, Pe Lodi?

Pe Lodi: Boa tarde! Sou o Pe Luiz Carlos Lodi da Cruz – “procura-se vivo ou morto, de preferência morto (risos) pelos defensores do aborto”. Sou o Presidente do Pró-Vida de Anápolis e estou, desde 1996, à frente desta Instituição, subordinada à Diocese de Anápolis. E, nós cuidamos das gestantes que estão em tentação ou perigo de praticar o aborto; fazemos palestras educativas (e) programas de rádio; usamos a internet como meio de divulgação da cultura da vida; e também atuamos junto às Câmaras Legislativas para tentar impedir a aprovação de leis que venham atentar contra a Vida e a Família e a aprovar leis que venham a incentivar a cultura da vida, protegendo a dignidade humana. Estas são basicamente nossas frentes de atuação, sem falar, obviamente, da oração, sem a qual nós não podemos vencer esta batalha espiritual.

Dra Dolly: Boa tarde a todos, realmente é uma alegria nós estarmos aqui falando com vocês hoje. Eu venho de São José dos Campos, em São Paulo, e já desde 1987 que nós temos um trabalho na defesa da vida. São José dos Campos foi a Diocese primeira no Brasil que teve uma Comissão Diocesana em Defesa da Vida, por iniciativa do nosso então Bispo D Nelson Westrupp. E de lá nós fizemos todo um trabalho de conscientização, porque as pessoas não sabem – isto não aparece nos meios de comunicação – mas a vida nunca foi tão atacada como nesses últimos anos. Deste trabalho da Comissão Diocesana, nós saímos, para que pudéssemos estar à frente da Federação Paulista dos Movimentos de Defesa da Vida, que já é uma ONG, com personalidade jurídica, que agrega outras Entidades que defendem a vida no estado de São Paulo. O que nós queremos realmente é propagar a cultura da vida, porque a cultura da morte vem galgando passos enormes, e as pessoas não tomam consciência dessa situação. Todo nosso trabalho é em cima de formação; de conscientização; de atendimento às mulheres porque a única coisa que as mulheres grávidas que querem abortar, na verdade, é de alguém que lhes pergunte “Do que é que você precisa?”. Elas não vão ao aborto porque querem, porque desejam. Na verdade ninguém quer matar um filho. O que precisam realmente ou é de uma casa para ficar, ou de um emprego, ou de uma alimentação, ou alguém ainda que vá junto da família e que possa estabelecer um diálogo entre ela e a família e o pai da criança. Junto com este trabalho de conscientização, também temos uma atuação direta nas Casas de Leis: nas Câmaras Municipais; na Assembléia Legislativa; mesmo aqui em Brasília, junto ao Congresso, onde nós queremos que hajam legisladores que defendem a vida.

Edna: Muito interessante o trabalho que os senhores desenvolvem! Gostaríamos de saber quais foram as motivações que os levaram a abraçar o ideal de defesa da vida? O senhor poderia começar nos falando, pe Lodi?

Pe Lodi: Pois não! Em 1995, quando estava em pauta o Projeto de Lei 20/91 que pretendia obrigar os hospitais públicos à prática do aborto. E, quando parecia que não havia nenhuma reação à altura, eu fiquei literalmente em pânico e conversei com meu Bispo, que na época era D. Manoel Pestana Filho, sobre a situação grave e sugeri que fizéssemos uma caravana até Brasília. Esta caravana foi feita em 1996, em outubro, reuniu 3.000 pessoas na Esplanada dos Ministérios e este foi o pontapé inicial para que nós freqüentássemos o Congresso, quase que semanalmente, para impedir a aprovação do aborto e para que nós iniciássemos com mais dinamismo uma assistência às grávidas, aos bebês nascidos dessas grávidas, e que nós nos propuséssemos a educar a população e, sobretudo os jovens e adolescentes nas escolas. Tudo começou a partir daí, desse grande perigo que nós sentimos. Daí surgiu o Pró-Vida de Anápolis, com personalidade jurídica a partir de março de 97.

Edna: Dra Dolly?

Dra Dolly: Sim. O nosso trabalho em defesa da vida foi iniciado, particularmente, quando lá na Câmara Municipal de São José dos Campos e lá também no Executivo começou-se a levar dentro do Conselho Municipal de Saúde a questão do aborto como sendo a questão da saúde da mulher. Quando nós vimos que tudo isto já estava entrando dentro de nossa cidade como uma questão de direito da mulher, saúde da mulher – e nós sabemos que o aborto nunca trata da saúde da mulher, pelo contrário, quando se fala em aborto, nós estamos falando em controle populacional. Nós sentimos que precisávamos então ter uma organização, ter uma estrutura para que pudéssemos ir até o Prefeito Municipal, os Vereadores; para que pudéssemos colocar também a população ciente daquilo que estava ocorrendo. O que nós sabemos é que o povo brasileiro não deseja o aborto como um direito. Aliás, a última enquete que foi feita aqui no Brasil detectou que 97% dos brasileiros são contrários ao aborto. E nós sabíamos que isto já era uma pressão de grupos muito pequenininhos que não expressam realmente a população brasileira, no sentido de estar, em cada município, em cada local, liberando o aborto, fazendo com que o aborto fosse algo muito simples, como desligar uma lâmpada: apaga aqui e acende ali. E nós sabemos que não é assim: quando se fala em abortar é realmente extinguir uma vida. Então a partir daí nós decidimos a fazer um trabalho sistematizado em relação a toda esta cultura da morte que vem avançando sobre o nosso país: em cada cidade e em cada estado. E também avança fora do Brasil: nós vemos hoje o Uruguai, a Bolívia, a Argentina, o Chile, vemos todos os países sendo atacados por esta cultura da morte. Então, nós queremos defender a vida do ser humano, a vida do homem, não só a vida da mulher, mas a vida de todos, inclusive a do bebê.

Edna: E, quais são as principais iniciativas Pró-Vida que temos no Brasil?

Dra Dolly: Veja, hoje no Brasil, graças a Deus, existem entidades, associações e grupos que fazem a defesa da vida, que fazem a formação, que fazem este trabalho para atingir a população através de todos os meios de comunicação. Então hoje nós podemos falar que do Rio Grande do Sul até lá na Paraíba, até lá em Rondônia existe um trabalho em defesa da vida. Mas ainda é preciso caminhar muito porque ainda nós não fazemos um trabalho sistematizado, único. Ainda é um trabalho pulverizado. Mas nós sentimos, de uma maneira muito forte, que cada vez mais as pessoas se conscientizam deste ataque à vida que está havendo aqui no nosso país. Então, hoje nós estamos aqui realizando o Encontro Nacional dos Movimentos em Defesa da Vida. Temos representantes de muitos estados brasileiros. Todos estamos discutindo estes ataques, discutindo as estratégias, vendo realmente quais são os nossos planos para este ano eleitoral, para os próximos anos, enfim, nós estamos nos unindo e esta nem é uma questão de religião. Nós temos que dizer que esta é uma questão da pessoa humana. Então, ali podemos dizer que há pessoas católicas, evangélicas, espíritas... sabemos também que hoje existe também uma frente parlamentar em defesa da vida que une também espíritas. Sabemos também que a cada pessoa que a gente consegue levar esta mensagem: “olha, o homem está em perigo”. “A vida humana está em perigo”, a gente sente que há uma reação e uma adesão. Então, o principal movimento que nós temos hoje é: “informar, informar”, e como diz o prof. Humberto Vieira: “continuar informando”.

Edna: Que bom! Dra. Dolly e como está a Campanha “Brasil sem Aborto”?

Dra Dolly: Veja, esta é uma campanha que nós esperamos que atinja todos os estados do Brasil. É uma campanha em que nós pretendemos fazer que haja uma conscientização muito grande do povo, através de adesivos, de eventos que iremos realizar, de modo que se veja quem no Congresso Nacional fez e faz um trabalho de defesa à vida. Porque infelizmente nós sabemos que o Parlamento age sob pressão: quando há grupos promorte que fazem pressão, então eles votam neste sentido; quando há grupos Pró-Vida que fazem também pressão para que a vida vença, eles também agem desta maneira. E existe um grupo grande de setenta e tantos deputados inscritos neste movimento que nós vamos fazer com que esta renovação da Câmara dos Deputados, seja uma renovação para melhor. Onde nós possamos colocar lá dentro, pessoas que defendam a vida, porque pessoas que defendem os interesses da morte, há muitas também. Então nós queremos através desta campanha “Brasil sem aborto”, mostrar para o povo brasileiro quem defende a vida; quem ataca a vida.

E a partir daí, do ano que vem, pois este ano nós já não esperamos votação de nenhum projeto de lei significativo, nós realmente podemos ter um Parlamento que defenda a vida e quem sabe, nós consigamos colocar na nossa Constituição Federal que a vida deve ser preservada desde a concepção, o que até hoje nós não conseguimos.


Edna: Pe Lodi, considerando a existência de uma Frente Parlamentar em Defesa da Vida, como o senhor avalia este trabalho?

Pe Lodi: Pergunta difícil, não é? Eu acho que é uma ótima idéia, mas o mundo não vive só de idéias, não é? Uma coisa é você ter os parlamentares que estão juntos dizendo que são contra o aborto e defendem a vida; outra coisa é ver se eles efetivamente propõem Projeto de Lei; comparecem nas horas das votações; se eles emitem pareceres favoráveis quando nomeados relatores; se não tomam atitudes dúbias; se não utilizam, por ventura, isto é só uma eventualidade, a frente como um meio de projeção, mas sem estar de fato em consonância com o pensamento da Frente. Tudo isto deve ser avaliado.

Em suma, é uma coisa que vejo com bons olhos; não existia até hoje e foi criado, e foi criado com um nome bom: “Em Defesa da Vida – contra o aborto”, porque até as feministas dizem que são a favor da vida – da vida delas, de outros, mas não das crianças. O “da Vida – Contra o Aborto”, então foi bem explícito. Mas, eu estou esperando e estou esperando para poder dar a nota depois e ver a coerência dos políticos que compõem esta Frente. (risos)


Edna: Pe. Lodi, em relação aos valores vigentes na sociedade, tem-se a impressão de que a “Defesa da Vida” é uma causa que está na contra-mão, pois vivemos em um contexto anti-cristão de extensão global. O senhor poderia nos sugerir algumas ações práticas para conseguir uma maior adesão das pessoas a esta bandeira?

Pe Lodi: Olha a gente pode fazer a cada dia qualquer tipo de ação prática: até um aconselhamento, uma conversa para sua vizinha, para sua colega de escola ou de trabalho, ou para seus próprios pais, ou seus amigos. A gente constrói a cultura da vida no dia-a-dia. Estas pequenas ações, por exemplo: você dar os parabéns porque a sua amiga teve um teste positivo de gravidez, enquanto as outras amigas – da onça – estão dizendo “que pena! Por que você ficou grávida?”; este “parabéns” que você está dando para ela, para que ela se alegre com isto, porque é mais um ser que está sendo gerado, por meio dela, mas por obra direta de Deus, não é? Que coisa linda! Tudo isto serve para que a mentalidade vá mudando!

Você sabe escrever? Manda uma cartinha para um jornal. Você tem uma voz boa? Use a Rádio Maria ou outra para promover a cultura da vida. Você tem uma turma de catequistas (catequese)? Fale sobre este assunto com seus catequisandos. Você é professor? Fale na sala de aula. Você sofre? Ofereça o seu sofrimento a Deus, pedindo a Ele pela vida humana, porque Nosso Senhor sofreu e morreu para que tivéssemos vida e vida em abundância.

Portanto, nenhum de nós pode dizer “eu não vou fazer nada”, né? Ou melhor “eu não posso fazer nada”. Se não quiser fazer nada é porque realmente não quis (risos) , mas não, de fato, porque não pôde.

Edna: É verdade! Dra Dolly, ao mesmo tempo que, muitas pessoas lucram com a venda dos fármacos e anticoncepcionais, vemos também outras pessoas que acabam vivendo momentos de impasse ao ter de fazer escolhas que podem, inclusive, comprometer sua posição profissional ao ter de optar pela Defesa da Vida. Como a senhora analisa esta situação?

Dra Dolly: Eu vejo que a classe médica foi uma das primeiras classes a sofrer o lobby da cultura da morte. Há mais de 15 anos aqui no Brasil são investidos milhões de dólares ao ano para que se faça uma conscientização da classe médica, da classe política, dos meios de comunicação... Porque na verdade se parte de uma posição de cima para baixo, se pega toda liderança, aqueles que estão à frente, que têm alguma forma de poder. Faz-se então uma conscientização às avessas dessas pessoas, para que elas possam implementar toda esta cultura da morte. Então nós vemos que o Ministério da Saúde no Brasil está implementando, já há alguns anos, toda esta questão da Norma Técnica em que se pode fazer o aborto em caso de estupro ou em caso de risco de vida da mãe; a questão da distribuição da pílula do dia seguinte; mesmo a distribuição de camisinha nas escolas, dentro realmente de uma ética utilitarista. O que nos falta, eu entendo, são pessoas que possam estar falando não da ética utilitarista, mas da personalista, da pessoa humana como centro do mundo. E realmente colocar que todas estas questões fazem parte de um programa muito bem gedrado, muito bem arquitetado em mega-escritórios: existem planejadores, existem os executores, existem aqueles que depois vão rever todo o planejamento, de modo que se faça um grande controle do número da população mundial – nós não estamos falando só do Brasil, estamos falando do mundo.

É claro que nós também somos a favor de uma paternidade responsável; do casal, a seu tempo, ter um controle do número de filhos que pode ter dentro das suas circunstâncias, dentro da sua vida – claro que contando sempre com a graça de Deus – mas sem nunca interromper, de uma maneira drástica, com qualquer outro meio, a sua abertura à vida. Então, por um lado nós sentimos que o povo não sabe do que se trata da pílula do dia seguinte, por exemplo, que é uma bomba atômica hormonal no corpo da mulher; ela corresponde a uma quantidade muito grande de hormônio, além daquela pílula anticoncepcional que ela tomaria ou toma normalmente dia-após-dia dentro de um ciclo menstrual. Mesmo esta pílula anticoncepcional, essa “boazinha” e “simplezinha”que já é comum para todo mundo, que se pega em posto de saúde como se fosse uma balinha que se chupa todo dia, nos Estados Unidos para um médico fazer a prescrição dessa pílula anticoncepcional, ele pede à paciente que assine um termo de responsabilidade com duas folhas frente e verso de efeitos colaterais e de conseqüências do uso dessa pílula que vai desde aneurisma cerebral, trombose, ataques cardíacos, cânceres diversos, falência renal, problemas de fígado, enfim o paciente nos Estados Unidos tem que assinar esse termo de responsabilidade para tomar esta pílula comum, enquanto que aqui no Brasil se distribui como balinha. E o povo não sabe. O povo está ainda sem a consciência do que é que está acontecendo com ele.

Por outro lado, a classe médica foi e tem sido alvo desses grupos que procuram fazer com que sua consciência seja anestesiada e existe este “anestesiamento”. Então, o que falta? Acho que faltam profetas, profetas da vida, faltam evangelizadores da vida, que possam mostrar para o povo que a solução não está numa pílula anticoncepcional ou numa pílula do dia seguinte que mata uma vida humana. Mas a solução está sim, de nós começarmos a falar do método natural, do método Billings; começarmos a falar de castidade para o jovem. Começarmos a falar da qualidade de um casamento, da força e do valor do casamento, da fidelidade conjugal. Estão faltando realmente evangelizadores da vida e é onde esperamos conscientizar, falando, falando e realmente quem sabe, começaremos a mudar esse jogo.



Edna: Pe Lodi, o senhor poderia comentar um pouco sobre o uso da pílula à luz da Doutrina da Igreja?

Pe Lodi: A Doutrina da Igreja diz que é imoral e deve se excluir qualquer tipo de ato que, em previsão do ato conjugal, durante o ato conjugal ou depois da realização de suas conseqüências naturais tenha como fim ou como meio tornar impossível a procriação. Ou seja, antes do ato conjugal, o que seria isto, por exemplo? Preservativo ou diafragma. Durante o ato conjugal, o que seria isto? O coito interrompido ou onanismo. Após o ato conjugal, talvez a lavagem vaginal. Qualquer tipo de coisa que você use para tornar este ato sexual infecundo é um pecado chamado: anticoncepção. O que não é pecado é você praticar o ato sexual em dias que você já sabe de antemão que são provavelmente inférteis. O casal não tem a obrigação de praticar no dia fértil ou no dia infértil: ele pode praticar em qualquer dia. Mas mesmo quando ele pratica em dias inférteis, ele tem que dizer consigo mesmo “eu posso – posso – me tornar pai”... “eu posso me tornar mãe”... “eu tenho que ter uma abertura, ainda que implícita, à vida. Então o casal mesmo quando se utiliza dos períodos infecundos para praticar a continência periódica, vulgarmente conhecida como “método natural”, esse casal não ofende a Deus se fizer isto primeiro por motivos graves, quais sejam: dificuldades de ordem financeira, ou dificuldades de ordem de saúde, ou dificuldade genética com grande possibilidade de gerar crianças com deficiências. Se o casal tem motivos graves para espaçar o nascimento do outro, né? Se o casal assume também a possibilidade de, caso ocorra uma gravidez, apesar disso, acolher esse filho com amor e com alegria, né? Então, esta continência periódica passa ser uma virtude. Continência é uma virtude, parte da temperança. O casal assim demonstra que se ama porque sabe se abster. O amor se prova pelo tempo, pelo sacrifício, se prova pela abstinência. Então a continência periódica, ao invés de ser um “método de se evitar filho”, palavra muito grosseira que às vezes se usa: “Ah, eu evito filhos usando o método natural”... puxa que coisa horrorosa, não é? A continência periódica passa a ser “não... eu pratico a continência periódica a fim de sempre que houver alguma necessidade grave, espaçar o nascimento do outro, né? Mas os filhos são sempre benvindos, né?”.. “Quantos filhos você quer ter?”... “bem, eu penso grande, né? (risos) Eu quero aqueles que Deus quiser me dar. Nem mais e nem menos, porque eu sempre rezo no Pai-Nosso ‘Seja feita a Vossa vontade na Terra, como ela é feita pelos anjos no céu’”.

Por isto a Igreja considera e sempre considerou imoral qualquer tipo de método que fosse anticoncepcional. O que o Papa Paulo VI escreveu na Humanae Vitae não tem nada de novo, o Papa Pio XI havia escrito na encíclica Casti Connubii e nós já podemos ver isto nos primeiros séculos do cristianismo. E também os protestantes eram contra. Até a década de 30 não havia nenhuma igreja protestante que fosse a favor de métodos anticoncepcionais, depois é que eles mudaram de posição. E com maior razão a Igreja se opõe aos anticoncepcionais quando eles além disto são abortivos. É bom lembrar, como lembrou bem a Dra Dolly, que a pílula anticoncepcional “boazinha” (entre aspas): essa pílula de estrógeno e progesterona que se compra nas farmácias para evitar a procriação além de provocar enfarto do miocárdio, trombose cerebrais, trombose da veia hepática, cânceres de mama, obesidade, problemas psicológicos como depressão, frigidez, envelhecimento precoce, ela também causa aborto, porque quando ela não consegue impedir a ovulação, e são muitos os casos que ela não consegue por causa da reduzida dose e são cada vez mais reduzidas que os fabricantes usam. Quando ela não consegue impedir a ovulação e quando a mulher ovula apesar de usar tal pílula, então se ela tiver relação sexual naquele dia, ela concebe. E o ser humano concebido na trompa, no terço distal da trompa não consegue se aninhar no útero, porque por efeito da pílula o útero está sem aquela camada fofinha para receber a criança. Então a mulher aborta sem saber que está abortando. Aborto que pode ser confundido com algo parecido com o sangramento menstrual. Portanto a pílula anticoncepcional atualmente, nas doses em que ela é utilizada, ela é cada vez mais abortiva dos que as pílulas mais antigas, que eram sobretudo anticoncepcionais que tinham uma dose maior de hormônio para evitar a contracepção. Então a anticoncepção deve ser abominada e varrida da face da terra por muitos motivos, o maior deles é a ofensa a Deus, outro é a possibilidade de aborto, e um terceiro a devastação da saúde da mulher e um outro é impedir o amor, porque não existe amor contraceptivo. Não existe amor entre dois, só entre três. O Pai ama o Filho, o Filho ama o Pai, mas o amor de ambos, das duas Pessoas Divinas não permanece egoisticamente fechado entre Eles: dos dois procede uma terceira Pessoa. Qual é Ela? O Espírito Santo. O Espírito Santo é o fruto do amor entre o Pai e o Filho. O que vale para a Santíssima Trindade, vale para o casal cristão também. Nenhum dos dois pode dizer “eu te amo”, se um dos dois, voluntária e decididamente, quiserem se tornar estéreis, né? A sua união conjugal não passa de um ato de egoísmo, praticado a dois, mas egoísmo.

Edna: Padre, uma conseqüência disto também poderia ser a esterelização da mulher? Do anticonceptivo, no caso da...

Pe Lodi: Se ela ficar estéril permanentemente?

Edna: sim.

Pe Lodi: Não conheço, mas também não descarto esta possibilidade. Parece que a Dra Dolly conhece este caso.

Dra Dolly: sim, na literatura médica que nós já tivemos a oportunidade de verificar uma das conseqüências do uso continuado da pílula anticoncepcional é a esterelidade.

Edna: Nossa, que interessante! E, em sua opinião, para evitarmos a esterelização e o aborto, como poderíamos viabilizar ações Pró-Vida na rede pública de saúde?

Dra Dolly: Veja, hoje todo o nosso sistema de saúde já está contaminado por esta cultura da morte, como já falamos: distribuição de pílulas anticoncepcionais, distribuição de pílulas abortivas, distribuição daquele aparelhinho, o DIU, que também é abortivo, reconhecido pela literatura médica. Então quando nós vemos em nosso sistema de saúde, implementado pelo Ministério da Saúde e depois em nossos municípios (porque o SUS é municipalizado, né?), nós sentimos que existe já toda uma cultura implementada. Do que precisamos? Precisamos que o povo tome consciência dos objetivos desse grande controle populacional. O povo tomando consciência tem a possibilidade de pressionar os seus vereadores, deputados estaduais, deputados federais a elaborarem legislação que defendam a vida e que realmente suprimam estas questões. Da mesma forma, eu acredito que nós podemos, de uma maneira bem mais elaborada e sistematizada, começarmos já, inclusive é uma das discussões que eu gostaria de fazer hoje ou amanhã neste nosso Encontro Nacional (de Lideranças Pró-Vida) ações realmente que inviabilizem a distribuição desses produtos abortivos dentro de nosso território nacional, porque se a nossa Constituição defende a vida em seu artigo 5o, então não há como uma portaria do Ministério da Saúde começar a fazer valer a morte para o nosso povo. Então medidas judiciais devem sim ser tomadas. Mas nós vemos assim que existe uma reação do povo, como por exemplo: há uma ação no Supremo Tribunal Federal chamada DPF 54 (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental). Essa ação se encontra ainda no Supremo Tribunal Federal dependendo ainda de uma sentença de mérito onde se quer fazer valer a morte das crianças anencéfalas. A anencefalia, como nós sabemos, é uma patologia do ser humano que implica numa ausência maior ou menor do cérebro da criança. Isto não quer dizer que aquela criança que está dentro do útero materno, com anencefalia, seja um cadáver. Pelo contrário: ela respira, ela se movimenta, ela chora, ela deglute, ela tem circulação sangüínea, batimento cardíaco, enfim. Mas se quer com essa ação que essa criança seja morta, como se fosse uma antecipação terapêutica do parto. Gente, antecipar o parto nesse caso é abortar, é matar! E terapêutica para quem? Uma terapia é algo que vai trazer um benefício, e o benefício é de quem? Não há benefício. Então nós vemos que quando esta ação foi dada entrada no Supremo Tribunal Federal, houve toda uma mobilização da área jurídica brasileira: juristas de Brasília, de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul, enfim, todos se movimentaram no sentido que se fosse feito todo um trabalho para que não fosse admitida aquela ação. Em parte, nós tivemos o Procurador-Geral da República Cláudio Fontelles que deu um parecer totalmente contrário à procedência daquela ação, que fez então que uma liminar que o Ministro Marco Aurélio tinha deferido, sem ouvir ainda qualquer outra parte, fosse então caçada. E agora está para uma sentença de mérito. Não sabemos quando, não é verdade? Então o que é que nos sentimos? A base de tudo é isto que nós estamos fazendo agora: é levando para o povo, todos estes ataques à vida e a partir daí o povo realmente começar a se unir, a se juntar em torno desta questão. Porque, olha, é muito importantes realmente o povo se juntar em sindicatos, em associações, em agremiações esportivas, etc., mas antes de tudo vem a vida, porque se não há a vida, não há nada mais: não há dinheiro, não há política, não há clube, não há lazer, não há família, não há igreja, não há nada! Então é preciso mostrar ao povo que esta questão da vida é uma questão primeira que vem antes de qualquer outro interesse do ser humano.


Edna: Dra Dolly, e o aborto no caso de estupro, é permitida a sua prática?

Dra Dolly: Se nós estamos falando de leis, nós estamos falando de Código Penal e Constituição, nós podemos dizer que a nossa Constituição defende a vida. A vida é um direito absoluto, fundamental, cláusula Pétrea da nossa Constituição. Por outro lado, o nosso código penal de 1940 criminaliza o aborto. O aborto é um crime, mas ao mesmo tempo abre duas situações em que ele pode ser feito sem ser penalizado. É o caso do aborto decorrente de estupro e o aborto decorrente de perigo de vida da mãe. Vou falar rapidamente do perigo de vida, que hoje dentro da Medicina, esse perigo de vida é muito teórico, porque a Medicina avançou de uma forma tal de 1940 até hoje 2006, que praticamente não existe uma possibilidade de uma gravidez trazer um risco de vida à mãe. Então podemos dizer que quando falam que há necessidade de interromper a gestação por causa do perigo de vida, é uma questão que pode ser totalmente contornada pela Medicina hoje. Então nós percebemos que existem médicos que forçam uma situação para um aborto, sendo que hoje até mesmo câncer uterino, cardiopatias graves, etc são contornáveis dentro de uma gestação.

Quanto ao estupro. Existe também a possibilidade no Código Penal de que seja realizado este aborto por médico, desde que a gravidez seja resultante de um estupro. Mas da nossa experiência, de tantas mulheres que nós já atendemos, nós podemos sentir o seguinte: o aborto além de ser um mal para a criança, porque extermina a sua vida, este mal é ainda maior para a mãe. O aborto traz conseqüências trágicas para a mulher, tanto físicas, quanto psicológicas. Na parte física traz toda a questão do endométrio, da esterelidade, de infecções, de morte, de hemorragias. Quanto ao aspecto psicológico, esse vai muito mais além e talvez até o padre possa nos contar de experiências suas de confessionário, porque a culpa que a mulher traz de ter matado um outro ser humano, sendo este ser humano seu próprio filho, é tão grande (é tão grande) que a mulher tem n possibilidades: ou ela se torna suicida; ou deprimida; ou anoréxica; ou com bulimia; com transtornos psíquicos graves; ela tem uma rejeição física e emocional ao pai da criança que foi abortada; ela chega até mesmo a ser mais agressiva com os outros filhos; enfim uma mulher, que mata o próprio filho ainda dentro do útero materno, tem uma dificuldade muito grande de se perdoar. E por causa desta falta de perdão, ela tem conseqüências físicas e psicológicas gravíssimas. Dos casos atendidos, nós já chegamos a ter mulheres em que nós não conseguimos chegar antes do aborto realizado, mas somente logo depois, e a gente percebe tudo isto nelas pois percebe todas as conseqüências da falta de perdão. Ao passo de mulheres que nós já atendemos, mesmo meninas de 10 anos. Já são várias meninas estupradas que nós atendemos. Essas meninas tiveram seus filhos e hoje essas crianças, resultado de um estupro, são as pessoas mais amadas da família; parecem polarizar a família pois esta lhe dedica amor, atenção e carinho. Há um caso de uma mãe com filho de vinte e tantos anos, e que hoje ele é o suporte financeiro e material daquela mãe estuprada. Então nós podemos dizer que hoje a nossa lei ainda, o Código Penal e não a Constituição Federal,

Pe Lodi: não pune, né? (risos)

Dra Dolly: permite não punindo em caso de estupro. Mas na vida real o que acontece é o seguinte: se a lei não pune, a mulher vai se punir sempre. Então o aborto nunca vai ser uma solução para uma violência. Não podemos confundir a violência do ato do estupro com o estuprador e ao mesmo tempo a criança. Se o estuprador não recebe a pena de morte, porque aquela criança inocente vai receber?

Edna: Pe Lodi, em seu ponto de vista, que tipo de ações poderíamos desenvolver em nossos estabelecimentos de ensino para promovermos uma educação Pró-Vida?

Pe Lodi: Só observar o sexto mandamento: “Não pecar contra a castidade”, pois os castos não abortam. Quando a gente observa este mandamento e quando a gente respeita o nosso corpo como templo do Espírito Santo, a gente não vai fazer dele um simples brinquedo ou um objeto de prazer e nem vai fazer isto com o corpo alheio. E este respeito com o próprio corpo e o alheio tem como conseqüência o respeito pela vida gerada no encontro destes dois corpos – vida esta que só pode ser gerada dentro ou depois de um casamento, certo? Então, eu não acredito em uma mudança de mentalidade e que todos se tornem Pró-Vida de uma hora para outra sem que haja uma formação para a castidade. Isto a gente pode aproveitar, seja numa escola paroquial, seja numa escola pública, porque isto ai é de Direito Natural. Todos nós temos o direito e o dever de praticar a castidade, sem a qual a sociedade não subsiste e Deus não é glorificado e a vida não é honrada. Então, um dos assuntos preferidos para mim é este: a castidade. Se me perguntarem “você quer falar sobre o aborto ou sobre o namoro, por exemplo?” “Não, vamos falar sobre o namoro ou vamos falar sobre o matrimônio”, tudo isto aqui é muito mais importante, pois mais vale prevenir do que remediar.

Edna: Com certeza! Padre, qual a mensagem que o senhor deixaria para o ouvinte ou para o leitor que por ventura cometeu um aborto ou que conhece alguém que cometeu ou que venha a cometer. O que fazer nestes casos?

Pe Lodi: Contar com a misericórdia divina, porque onde foi grande o pecado, diz São Paulo, superabundou a graça. Então tudo aquilo que nós perdemos em Adão, Cristo recuperou para nós com sobras. Por isto nenhum de nós pode fazer como Judas, que achou que o seu pecado era tão grande que já ultrapassava a misericórdia de Deus. Não! Não ultrapassa. A misericórdia de Deus é enorme. Procure seu confessor, vá e se ajoelhe diante daquele homem que é pecador como você, mas que recebeu um poder que você não recebeu de poder dizer “Eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, conte para ele o que foi que aconteceu, peça a ele a absolvição e uma penitência proporcional a este seu pecado. Se seu pecado foi de aborto, diretamente provocado, seguindo seu efeito então você tem além disto a sanção da excomunhão e talvez só possa ser levantada pelo seu Bispo Diocesano ou por alguém a quem o Bispo tenha dado esta faculdade, o Cônego Penitenciário talvez, mas tudo começa com o padre. Vá conversar com ele para expor o seu problema, para pedir a salvação. Só há um pecado que não tem saída: é o pecado contra o Espírito Santo. Por favor, não cometa este pecado. Se você já cometeu o aborto, que tem perdão, não cometa um outro pecado que não tem perdão: que é você não querer ser perdoado. Não queira se afastar da fonte da misericórdia.

Edna: Pe Lodi, o senhor poderia comentar sobre a vida de Sta Gianna Beretta Molla?

Pe Lodi: Santa Gianna Beretta Molla era uma médica italiana que deu a vida pela a da sua filha, que hoje é médica como a mãe: Gianna Emanuella. E ela foi aconselhada por amigos “da onça” a fazer um aborto, a fim de se livrar de um fibroma no útero. Ela disse “não, de jeito nenhum. Vou levar a minha gestação até o fim”. Ela sempre teve gestações perigosas e complicadas, mas como médica fiel ao juramento de Hipócrates, fiel a sua fé cristã, fiel a sua vocação natural à maternidade, nunca sequer passou pela cabeça dela de evitar filhos, quanto mais de matar um filho já concebido. Então ela disse: “olha, eu como mãe, tenho que dar a vida pelo filho e não tem nada a ver”. Então ela morreu, não em decorrência do parto diretamente, mas ela morreu uma semana depois. E o bonito é que a filha dela, quando esteve no Brasil em 1997 no Encontro Nacional do Papa com as Famílias, ela agradeceu à mãe por ter dado a vida a ela duas vezes: pela geração e pelo martírio. Então Santa Gianna Beretta Molla é invocada sob o título de Mãe e Mártir. E é um modelo e um exemplo para todas as mães, pois nós estamos aqui para dar a vida uns pelos outros, e com maior razão a mãe tem que dar a vida pelo filho.

Edna: Pe Lodi, como envolver mais efetivamente as igrejas, sendo esta uma oportunidade efetivamente ecumênica de ação evangelizadora?

Pe Lodi: É a gente precisava de unir as mãos, não só entre si, né? Dar as mãos, mas unir as duas mãos para rezar, né? (risos) para fazer a oração, a nossa voz chegar até Deus, que é o Autor e Senhor da vida e que pode tudo, inclusive pode contra os que se acham poderosos aqui na terra e deveríamos fazer isto com urgência, né? Quem não pode fazer nada além de rezar, não pode fazer apenas o máximo. A oração é aquilo que está na base e no fundamento de tudo. Então vamos também, e se você pertence à Igreja, chame os seus amigos para que eles possam rezar com você. E se você e ele já rezam juntos, então que dessa oração parta uma oração conjunta, por exemplo, de conscientização em quem você pode e em quem você não pode votar nas próximas eleições, porque terem defendido ou não a vida humana, por terem falado ou não em favor do aborto, da eutanásia, da prostituição e de outros atentados à vida e à família. Então isto é o que nós precisamos fazer.

Edna: E que conselhos, o senhor Pe Lodi, daria aos nossos jovens?

Pe Lodi: Olha, quando eu era jovem, não que eu não seja, quando eu era mais jovem (risos) um padre com quem eu me confessava constantemente dizia “Se você guardar a castidade, você vai ter uma grande alegria que os impuros não conhecem”. É a alegria da pureza. Esta alegria está acima do prazer da impureza, como o céu está acima da terra. Se os impuros soubessem da alegria de serem puros, desejariam ser puros nem que fosse por egoísmo, só para gozar dessa alegria (risos). Agora eu digo para vocês, “é verdade! É verdade!”, mas eu lanço a você jovem um desafio: não acredite em mim não. EXPERIMENTE! Faça a experiência da castidade. Experimente ser diferente de todo mundo. Experimente não ser “Maria vai com as outras”. Experimente vir e remar contra a maré e ir contra a correnteza. Diga: “Todos estão contra mim, mas eu estou com Deus. E eu e Ele somos maioria absoluta”. E a renovação de uma sociedade passa por uma juventude ousada. Uma juventude que diz assim: “olha, simplesmente todos são contra mas, eu sou a favor. Todos dizem ‘Barrabás!’, mas eu digo ‘Cristo!’. Todos dizem ‘Morte!’, mas eu digo ‘Vida!’. Todos dizem ‘preservativos’ e eu digo ‘Castidade’. E assim por diante. Nós não devemos nos envergonhar daquele que não se envergonhou de dar a vida por nós, pendurados numa cruz.

Edna: Pe Lodi, gostaria que o senhor deixasse uma mensagem para nossos internautas no Pastoralis, para os ouvintes da Rádio Maria, e também para nossos alunos e aqueles que tem acesso ao material da Escola da Fé. O que o senhor diria para eles?

Pe Lodi: Está certo! Acessem este site, leiam este material (risos). Ponham em prática aquilo que vocês tiverem lido (risos) e passem a diante, né? Para que não morra nas mãos de vocês, mas produzam frutos e produzam efeito em cascata. É o que eu tenho a dizer. (risos).

Edna: E a senhora, Dra Dolly, o que diria para o público que teve a grande oportunidade de ouvi-la?

Dra Dolly: Eu gostaria de dizer que, eu tenho muita esperança no nosso Brasil. Eu tenho muita esperança de que Nossa Senhora tenha assim um amor muito grande pela nossa Pátria. Que o nosso anjo da guarda é um anjo da guarda muito forte. E que nós como Nação e como Pátria, nós poderemos ser uma Nação que vai iluminar o mundo. Este mundo da cultura da morte, do aborto, da eutanásia, do homosexualismo, da prostituição do jovem. Eu tenho uma esperança muito grande que com a força de Deus, com a proteção de Nossa Senhora, nós teremos jovens que acatam aquele lema “quem ama, espera”; “quem ama é fiel”. Então eu tenho uma esperança muito grande que dentro de algum tempo, o nosso Brasil vai realmente florescer como o Papa já falava daquela primavera da Igreja, que um derramamento muito grande do Espírito Santo já está acontecendo, que vai se tornar cada vez mais forte no nosso país. Que nós poderemos no opor a todas estas forças do mal, que nós sabemos que atrás de tudo isto quem está é o demônio que odeia o ser humano, porque é a Imagem e Criatura do próprio Deus. Então, eu tenho esta esperança e eu conto com o jovem para que realmente não se deixe levar pela onda. Que o jovem realmente seja autêntico e veja o perigo que corre a nação, veja o perigo que corre toda a humanidade porque a humanidade está em risco. E que ele possa realmente dar uma resposta inteligente, uma resposta cheia de personalidade e cheia também da graça de Deus.

Edna: e se quisermos saber mais informações, termos mais esclarecimentos, tem algum site... como podemos entrar em contato?

Dra Dolly: Veja, há vários sites, o site aqui do padre Lodi: www.providaanapolis.org.br; o site www.providafamilia.org; valoresdavidafamilia; o mdv ... existem muitos sites que podem assim estar dando toda uma conscientização para as pessoas. E se necessário for, pode estar entrando em contato com a gente, mandando e-mail que nós estamos às ordens e estamos prontos para realmente aprofundar todas as questões porque na verdade, nós ficamos assim muito tranqüilos porque quem implementa toda esta cultura da morte, precisa mentir, precisa enganar. Nós que defendemos a vida, só precisamos falar a verdade. Então nós estamos abertos para quem quiser nos conhecer e para quem quiser vir conosco e nos ajudar nesta batalha.

Edna: Em nome da da Escola da Fé e do Pastoralis, agradecemos muito a sua presença. Realmente é uma graça de Deus, é um privilégio muito grande tê-los aqui. Sabemos que a senhora vem de longe para uma atividade do Pró-Vida em Brasilia, acho que não estava na sua agenda, mas agradecemos muito a disponibilidade. Ao Pe Lodi também agradecemos a sua presença e a sua generosidade em estar aqui conosco. Agradecemos também à assessoria da nossa professora da Escola da Fé a Lidiane, da nossa aluna da Escola da Fé e representante do Pastoralis a Márcia e do Paulo Fernando do Pró-Vida e Pró-Família, que estiveram aqui conosco neste bate papo, mas também agradecemos a Naite e ao Pe Marcos Hurtado LC que participaram da concepção desta entrevista, mas não puderam estar aqui hoje. Espero que seja muito proveitoso para os que nos escutam e para os que nos lêem. Lembramos também que Maria foi Mãe, e que Ela quis dar um sentido maior à vida.

Dra Dolly: e era mãe solteira!

Edna: e era mãe solteira.

Pe Lodi: foi uma gravidez inesperada, né? Ou não planejada, como hoje se diria, né? E dessa gravidez que salvou o mundo... né? Puxa vida! Então a gente percebe que coisa maravilhosa a vocação da mulher à maternidade. Que Maria Santíssima nos proteja. Ela que gerou o Senhor e Autor da vida que nos proteja nesta causa.

Edna: Pediria então que para finalizar, esta entrevista, este bate-papo, o senhor pudesse nos dar uma benção.

Pe Lodi: É uma honra. Não mereço, mas agradeço. (risos)

Então vamos juntar as mãos, e elevar os nossos corações aos céus, para receber esta benção.

O Senhor esteja convosco!

Todos: Ele está no meio de nós.

Pe Lodi: Pela imposição de minhas mãos sacerdotais, pela invocação da Bem-Aventurada da Sempre Virgem Maria, de São José seu castissimo esposo, de S. Miguel, S. Gabriel, S. Rafael, de S. Luis Maria de G. de Montfort, de S. Luis Gonzaga, de Sta Gianna Beretta Molla, de todos os anjos e santos, abençoe-vos, proteja-vos e guarde-vos com toda benção do céu e da terra, do Deus Todo Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.
Todos: Amém


Pe Lodi: Coração Imaculado de Maria,

Todos: livrai-nos da maldição do aborto!


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Contatos por email:

Dra Dolly: maria.dolly@terra.com.br

Pe Lodi: pelodi@providaanapolis.org.br

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