Publicado por FelipeSilva em 15/5/2009 (3001 leituras)
Felipe Silva do Nascimento
(Sacramentum Caritatis)
Este artigo escrevi no dia 12 de maio de 2009 para o meu blog.
O objetivo do texto é fazer uma reflexão do conflito entre essas duas vocações.
Depois de muitas discussões sobre o assunto, o escândalo do presidente do Paraguai e ex-bispo Fernando Lugo e também o tema da 47ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, "Formação do Clero", que aproveitou a ocasião pra falar sobre o celibato, agora eu trago uma reflexão do Papa Bento XVI, (nesta semana em visita ao Oriente Médio) na sua exortação apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis.
A partir de agora, farei uma série de matérias sobre a "Sacramentum Caritatis e..." qualquer assunto explicitado ou insinuado na mesma. Hoje vamos falar sobre o celibato.
Todos nós sabemos o quanto é penoso, principalmente no mundo atual, viver na solidão. Falo solidão, porque ao olhar estes "casais, namorados e outras coisas do gênero" naturalmente, no subconsciente sentimos vontade de fazer a mesma coisa. No entanto, a vida matrimonial não se resume somente ao prazer e ao sexo, e no caso do namoro, o beijo. Essas coisas são apenas expressão da vida conjugal e do amor pelo outro. O ato sexual não esgota o matrimônio. Como dizia um certo padre catequista do nosso Brasil, cujo nome não me recordo: "o sexo é a Liturgia do amor". Assim, a vida conjugal se dá não somente pelas relações, mas também pelo dia-dia que é o lado difícil da moeda! É no dia-a-dia é que o amor conjugal forma as suas bases, a sua vida, os seus sonhos. Da mesma forma, é no dia-a-dia é que o Sacerdote, a Igreja, constroem o Reino de Deus.
O Concílio Vaticano II nos ensina, que a "Liturgia não esgota todo o mistério da Igreja, mas é sua fonte e seu ápice". E ainda: que a norma da oração é a norma da fé. Aquilo que professamos é aquilo que vivemos. De nada adianta fazermos uma liturgia solene, bela e sacra, se nosso coração não corresponde pelos atos. Assim mesmo é o matrimônio: hoje, mais do que nunca, a Igreja deve ensinar os noivos a viver a vida matrimonial. Casamento significa compromisso, amor, construção, partilha e submissão. Da mesma forma o Sacerdócio, mas de forma distinta.
Os sacramentos da Ordem e do Matrimônio são os "Sacramentos do Serviço da Comunhão" como ensina o Catecismo da Igreja Católica. Cada um ao abraçar um desses serviços deve estar consciente da sua missão, das privações e de todas as suas consequências. Enfim, o próprio Santo Padre Bento XVI, na sua exortação sobre a Eucaristia "Sacramentum Caritatis" confirma a tradição latina da obrigatoriedade do celibato. Os Bispos nas Igrejas orientais são escolhidos só dentre os presbíteros celibatários. O celibato abraçado por numerosos presbíteros nas Igrejas Orientais comprovam o carácter espiritual do celibato e não uma coisa meramente disciplinar. Pois Cristo até a Cruz viveu a sua virgindade de forma integral, e "outros se fazem eunucos por amor do Reino dos Céus" (Evangelho de São Mateus). Este é o maior referencial de conformação a Cristo. O Sacerdote "in persona Christi" se entrega à esposa (a Igreja). Por último, o celibato se torna uma fonte de bênçãos para a Igeja e a sociedade. Quem quiser ler este parágrafo da Exortação é só ler o parágrafo 24.
Bibliografia:
Bento XVI. Exortação Apostólica Pós-sinodal Sacramentum Caritatis. São Paulo: Ed. Paulinas, 2007
Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Edições Loyola, 2000, p. 420.
(Sacramentum Caritatis)
Este artigo escrevi no dia 12 de maio de 2009 para o meu blog.
O objetivo do texto é fazer uma reflexão do conflito entre essas duas vocações.
Depois de muitas discussões sobre o assunto, o escândalo do presidente do Paraguai e ex-bispo Fernando Lugo e também o tema da 47ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, "Formação do Clero", que aproveitou a ocasião pra falar sobre o celibato, agora eu trago uma reflexão do Papa Bento XVI, (nesta semana em visita ao Oriente Médio) na sua exortação apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis.
A partir de agora, farei uma série de matérias sobre a "Sacramentum Caritatis e..." qualquer assunto explicitado ou insinuado na mesma. Hoje vamos falar sobre o celibato.
Todos nós sabemos o quanto é penoso, principalmente no mundo atual, viver na solidão. Falo solidão, porque ao olhar estes "casais, namorados e outras coisas do gênero" naturalmente, no subconsciente sentimos vontade de fazer a mesma coisa. No entanto, a vida matrimonial não se resume somente ao prazer e ao sexo, e no caso do namoro, o beijo. Essas coisas são apenas expressão da vida conjugal e do amor pelo outro. O ato sexual não esgota o matrimônio. Como dizia um certo padre catequista do nosso Brasil, cujo nome não me recordo: "o sexo é a Liturgia do amor". Assim, a vida conjugal se dá não somente pelas relações, mas também pelo dia-dia que é o lado difícil da moeda! É no dia-a-dia é que o amor conjugal forma as suas bases, a sua vida, os seus sonhos. Da mesma forma, é no dia-a-dia é que o Sacerdote, a Igreja, constroem o Reino de Deus.
O Concílio Vaticano II nos ensina, que a "Liturgia não esgota todo o mistério da Igreja, mas é sua fonte e seu ápice". E ainda: que a norma da oração é a norma da fé. Aquilo que professamos é aquilo que vivemos. De nada adianta fazermos uma liturgia solene, bela e sacra, se nosso coração não corresponde pelos atos. Assim mesmo é o matrimônio: hoje, mais do que nunca, a Igreja deve ensinar os noivos a viver a vida matrimonial. Casamento significa compromisso, amor, construção, partilha e submissão. Da mesma forma o Sacerdócio, mas de forma distinta.
Os sacramentos da Ordem e do Matrimônio são os "Sacramentos do Serviço da Comunhão" como ensina o Catecismo da Igreja Católica. Cada um ao abraçar um desses serviços deve estar consciente da sua missão, das privações e de todas as suas consequências. Enfim, o próprio Santo Padre Bento XVI, na sua exortação sobre a Eucaristia "Sacramentum Caritatis" confirma a tradição latina da obrigatoriedade do celibato. Os Bispos nas Igrejas orientais são escolhidos só dentre os presbíteros celibatários. O celibato abraçado por numerosos presbíteros nas Igrejas Orientais comprovam o carácter espiritual do celibato e não uma coisa meramente disciplinar. Pois Cristo até a Cruz viveu a sua virgindade de forma integral, e "outros se fazem eunucos por amor do Reino dos Céus" (Evangelho de São Mateus). Este é o maior referencial de conformação a Cristo. O Sacerdote "in persona Christi" se entrega à esposa (a Igreja). Por último, o celibato se torna uma fonte de bênçãos para a Igeja e a sociedade. Quem quiser ler este parágrafo da Exortação é só ler o parágrafo 24.
Bibliografia:
Bento XVI. Exortação Apostólica Pós-sinodal Sacramentum Caritatis. São Paulo: Ed. Paulinas, 2007
Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Edições Loyola, 2000, p. 420.
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