Publicado por Vborges em 13/12/2009 (1747 leituras)
Sem. Jauri Strieder, LC
jstrieder@legionaries.org
Ah! Se o silêncio fosse mais barato... No fim do ano, há muitas ofertas nos mercados e nas lojas, mas um desconto especial no preço do silêncio é raro hoje em dia.
Quem der uma volta na cidade comprova que adolescentes e jovens andam com música a todo volume nos ouvidos, os alto-falantes anunciam as ofertas e os bailes de dezembro. O Natal fica pertinho, mas o silêncio, longe demais.
A verdade é que o silêncio está fora de moda. Enche-se a boca e o ouvido de palavras para não aparecer o vazio interior, simplesmente por temor a esse próprio vazio. Hoje, se exterioriza da maneira mais rápida possível tudo o que acontece no mundo. Procura-se intensificar a comunicação com qualquer notícia emocionante, uma bela paisagem e tantas propagandas. O barulho, porém, não parece garantir a felicidade. Se assim fosse, não teríamos tantos jovens frustrados na segunda-feira. É o sabor do silêncio...
Saborear o silêncio não é coisa fácil e econômica. As numerosas oportunidades de relação e de informação que a sociedade moderna oferece correm o risco de roubar espaço ao recolhimento, até fazer com que as pessoas sejam incapazes de refletir e rezar. Assim, o cristão facilmente faz greve no Advento, fugindo da preparação espiritual para a Celebração do Nascimento de Jesus.
Ao ver as ruas e praças de nossas cidades adornadas com luzes resplandecentes, recorde que estas luzes evocam outra Luz, invisível aos nossos olhos, mas não ao nosso coração. Não se preocupe com a compra de vestidos luxuosos, melhor revestir-se com boas obras e com a Confissão! É o que a Igreja recomenda no Advento. Os vestidos podem cobrir o corpo, mas não adornam a consciência.
Deus age na história de modo surpreendente: Ele Se torna criança no silêncio de uma estrebaria. Para nascer, Jesus escolheu o silêncio e é, por isso, que tão grande evento aconteceu numa cidadezinha insignificante. Também hoje, a Palavra de Deus descende ali onde encontra um pouco de recolhimento, pois só deste modo o homem consegue escutar, no íntimo da consciência, a voz de Deus.
Silêncio não é um simples calar; é maravilha, estupor, adoração. Abra o seu coração para acolher o Menino Jesus que já está às portas.
jstrieder@legionaries.org
Ah! Se o silêncio fosse mais barato... No fim do ano, há muitas ofertas nos mercados e nas lojas, mas um desconto especial no preço do silêncio é raro hoje em dia.
Quem der uma volta na cidade comprova que adolescentes e jovens andam com música a todo volume nos ouvidos, os alto-falantes anunciam as ofertas e os bailes de dezembro. O Natal fica pertinho, mas o silêncio, longe demais.
A verdade é que o silêncio está fora de moda. Enche-se a boca e o ouvido de palavras para não aparecer o vazio interior, simplesmente por temor a esse próprio vazio. Hoje, se exterioriza da maneira mais rápida possível tudo o que acontece no mundo. Procura-se intensificar a comunicação com qualquer notícia emocionante, uma bela paisagem e tantas propagandas. O barulho, porém, não parece garantir a felicidade. Se assim fosse, não teríamos tantos jovens frustrados na segunda-feira. É o sabor do silêncio...
Saborear o silêncio não é coisa fácil e econômica. As numerosas oportunidades de relação e de informação que a sociedade moderna oferece correm o risco de roubar espaço ao recolhimento, até fazer com que as pessoas sejam incapazes de refletir e rezar. Assim, o cristão facilmente faz greve no Advento, fugindo da preparação espiritual para a Celebração do Nascimento de Jesus.
Ao ver as ruas e praças de nossas cidades adornadas com luzes resplandecentes, recorde que estas luzes evocam outra Luz, invisível aos nossos olhos, mas não ao nosso coração. Não se preocupe com a compra de vestidos luxuosos, melhor revestir-se com boas obras e com a Confissão! É o que a Igreja recomenda no Advento. Os vestidos podem cobrir o corpo, mas não adornam a consciência.
Deus age na história de modo surpreendente: Ele Se torna criança no silêncio de uma estrebaria. Para nascer, Jesus escolheu o silêncio e é, por isso, que tão grande evento aconteceu numa cidadezinha insignificante. Também hoje, a Palavra de Deus descende ali onde encontra um pouco de recolhimento, pois só deste modo o homem consegue escutar, no íntimo da consciência, a voz de Deus.
Silêncio não é um simples calar; é maravilha, estupor, adoração. Abra o seu coração para acolher o Menino Jesus que já está às portas.
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