Publicado por Vborges em 02/3/2010 (2902 leituras)
Sem. Geovan Kuba, LC
gkuba@legionaries.org
Certamente, todos nós alguma vez já escutamos aquela famosa música interpretada por Milton Nascimento: Canção da América. O principal verso nos trás à mente a ideia de que um "amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito...". Com essa pequena frase, já se fala muito sobre o que é um amigo. Não a qualquer um damos este lugar tão privilegiado no nosso coração.
Quando éramos pequenos dizíamos: “Mãe, vou sair com o meu amigo”. Considerávamos amigo aquele em quem confiávamos nossos segredos e vice-versa. Havia uma mútua confiança. Lembramos com grande estima desses amigos. Desde tenra idade, sabíamos muito bem o quanto valia uma boa amizade. Esses amigos guardávamos ou ainda guardamos “no lado esquerdo do peito”.
Pensamos em Jesus Cristo sempre com muito respeito. Mas, às vezes, não O imaginamos como uma pessoa normal que tinha amigos como todos têm. Porém, Ele mesmo sendo Deus quis vir ao mundo como cada um de nós. “Eu já não vos chamo servos, vos chamo amigos” (Jo 15, 15). Estas palavras ressoam frequentemente nos nossos ouvidos, mas não chegamos a compreender bem o que significam. No Antigo Testamento, as pessoas se consideravam servas de Deus. A dignidade divina era tão alta que nem se ousava levantar a cabeça quando se estava em oração à Sua presença.
Jesus, vindo a este mundo e se fazendo homem, quis, de certa maneira, quebrar este trato frio que tínhamos com Deus. Fez-nos compreender que verdadeiramente existe um abismo de dignidade entre Deus e nós, mas, mesmo assim, Ele quer ter um trato mais pessoal conosco. Quer ser nosso amigo íntimo. Podemos dizer que, sendo amigos de Cristo, fazemos parte deste grupo que está gravado no Seu Coração.
Cristo chamou os doze apóstolos pelos seus próprios nomes para estarem com Ele e ensiná-los (Mt 10, 1-4). Estiveram durante três anos sendo instruídos sobre o Amor a Deus, que depois transmitiriam a todos os homens. Aprenderam tudo sobre Jesus para depois anunciá-Lo ao mundo.
Ainda hoje, Cristo continua procurando amigos, para que percorram este mundo sedento de Deus e preguem a Boa-Nova do Evangelho. “Ide por todo o mundo...” (Mc 16, 15), essa é a convocação que Ele faz ao encontrar cada um de nós.
Para isso serve um amigo. Cristo, hoje, necessita mais do que nunca de um.
gkuba@legionaries.org
Certamente, todos nós alguma vez já escutamos aquela famosa música interpretada por Milton Nascimento: Canção da América. O principal verso nos trás à mente a ideia de que um "amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito...". Com essa pequena frase, já se fala muito sobre o que é um amigo. Não a qualquer um damos este lugar tão privilegiado no nosso coração.
Quando éramos pequenos dizíamos: “Mãe, vou sair com o meu amigo”. Considerávamos amigo aquele em quem confiávamos nossos segredos e vice-versa. Havia uma mútua confiança. Lembramos com grande estima desses amigos. Desde tenra idade, sabíamos muito bem o quanto valia uma boa amizade. Esses amigos guardávamos ou ainda guardamos “no lado esquerdo do peito”.
Pensamos em Jesus Cristo sempre com muito respeito. Mas, às vezes, não O imaginamos como uma pessoa normal que tinha amigos como todos têm. Porém, Ele mesmo sendo Deus quis vir ao mundo como cada um de nós. “Eu já não vos chamo servos, vos chamo amigos” (Jo 15, 15). Estas palavras ressoam frequentemente nos nossos ouvidos, mas não chegamos a compreender bem o que significam. No Antigo Testamento, as pessoas se consideravam servas de Deus. A dignidade divina era tão alta que nem se ousava levantar a cabeça quando se estava em oração à Sua presença.
Jesus, vindo a este mundo e se fazendo homem, quis, de certa maneira, quebrar este trato frio que tínhamos com Deus. Fez-nos compreender que verdadeiramente existe um abismo de dignidade entre Deus e nós, mas, mesmo assim, Ele quer ter um trato mais pessoal conosco. Quer ser nosso amigo íntimo. Podemos dizer que, sendo amigos de Cristo, fazemos parte deste grupo que está gravado no Seu Coração.
Cristo chamou os doze apóstolos pelos seus próprios nomes para estarem com Ele e ensiná-los (Mt 10, 1-4). Estiveram durante três anos sendo instruídos sobre o Amor a Deus, que depois transmitiriam a todos os homens. Aprenderam tudo sobre Jesus para depois anunciá-Lo ao mundo.
Ainda hoje, Cristo continua procurando amigos, para que percorram este mundo sedento de Deus e preguem a Boa-Nova do Evangelho. “Ide por todo o mundo...” (Mc 16, 15), essa é a convocação que Ele faz ao encontrar cada um de nós.
Para isso serve um amigo. Cristo, hoje, necessita mais do que nunca de um.
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