Publicado por Tht em 30/7/2010 (1144 leituras)
Everth Queiroz Oliveira
Ecclesia Una
O jornal português Público - que havia publicado a expressão "ordenamento", mas mudou para o termo correto - divulgou notícia acerca de um documento da Santa Sé. Mais tendenciosa impossível! É que o Vaticano atualizou as disposições sobre os delitos mais graves cometidos contra a fé, a Eucaristia, e a moral. O documento falava de delitos das mais diversas naturezas: heresia, cisma e apostasia (crimes contra a fé); profanação das espécies sagradas, assim como a simulação da ação litúrgica do Sacrifício Eucarístico (crimes contra o Santíssimo Sacramento); ordenação conferida a uma mulher (delitos cometidos contra o sacramento da Ordem); abuso sexual contra menor cometido por um clérigo e aquisição de material de pornografia infantil por um padre (crimes mais graves contra a moral). Enfim, vários delitos eram citados na Norma, disponível para leitura, em espanhol, no site da Santa Sé.
O fato de eles serem citados, todos no mesmo documento, não significa, no entanto, que os delitos estão sendo equiparados. Foi isso, porém, o que afirmou a notícia do Público. O título da notícia é: "Ordenação de mulheres é crime a par da pedofilia para o Vaticano".
A Igreja fez questão de responder às manchetes mentirosas que foram publicadas ao redor do mundo. “Estão no mesmo documento, mas isso não os coloca no mesmo nível ou lhes atribui o mesmo nível de gravidade”, disse Dom Charles Scicluna, que colaborou na redação das normas. A Agência Zenit publicou declarações interessantes sobre o assunto. É importante deixar bem claro que o documento enumerava os delitos mais graves cometidos em matérias específicas. A heresia é um crime contra a fé; a profanação das espécies sagradas, um crime contra a Eucaristia; a ordenação de mulheres, um atentado à dignidade do sacramento da Ordem; e a pedofilia, um delito cometido contra a moral. São naturezas diferentes. Em nenhum momento o documento colocou os delitos no mesmo nível, estabelecendo que a gravidade de todos eles fosse igual.
Acontece que a mídia mundial está contaminada por um terrível sentimento anticlerical, que adora mentir para difamar a Igreja. E como aquela já tem sua opinião formada sobre a ordenação de mulheres, tenta exercer pressão sobre a Santa Sé, de todas as maneiras, para formar, também, a consciência das pessoas.
Recomendo, para a compreensão dos motivos pelos quais a Igreja não aceita que sejam ordenadas mulheres para o ministério sacerdotal, a leitura da declaração Inter Insigniores, da Congregação para a Doutrina da Fé. “[O] sacerdócio – diz o documento – não faz parte dos direitos da pessoa; é sim algo que depende da economia do mistério de Cristo e da Igreja.”
Ecclesia Una
O jornal português Público - que havia publicado a expressão "ordenamento", mas mudou para o termo correto - divulgou notícia acerca de um documento da Santa Sé. Mais tendenciosa impossível! É que o Vaticano atualizou as disposições sobre os delitos mais graves cometidos contra a fé, a Eucaristia, e a moral. O documento falava de delitos das mais diversas naturezas: heresia, cisma e apostasia (crimes contra a fé); profanação das espécies sagradas, assim como a simulação da ação litúrgica do Sacrifício Eucarístico (crimes contra o Santíssimo Sacramento); ordenação conferida a uma mulher (delitos cometidos contra o sacramento da Ordem); abuso sexual contra menor cometido por um clérigo e aquisição de material de pornografia infantil por um padre (crimes mais graves contra a moral). Enfim, vários delitos eram citados na Norma, disponível para leitura, em espanhol, no site da Santa Sé.
O fato de eles serem citados, todos no mesmo documento, não significa, no entanto, que os delitos estão sendo equiparados. Foi isso, porém, o que afirmou a notícia do Público. O título da notícia é: "Ordenação de mulheres é crime a par da pedofilia para o Vaticano".
A Igreja fez questão de responder às manchetes mentirosas que foram publicadas ao redor do mundo. “Estão no mesmo documento, mas isso não os coloca no mesmo nível ou lhes atribui o mesmo nível de gravidade”, disse Dom Charles Scicluna, que colaborou na redação das normas. A Agência Zenit publicou declarações interessantes sobre o assunto. É importante deixar bem claro que o documento enumerava os delitos mais graves cometidos em matérias específicas. A heresia é um crime contra a fé; a profanação das espécies sagradas, um crime contra a Eucaristia; a ordenação de mulheres, um atentado à dignidade do sacramento da Ordem; e a pedofilia, um delito cometido contra a moral. São naturezas diferentes. Em nenhum momento o documento colocou os delitos no mesmo nível, estabelecendo que a gravidade de todos eles fosse igual.
Acontece que a mídia mundial está contaminada por um terrível sentimento anticlerical, que adora mentir para difamar a Igreja. E como aquela já tem sua opinião formada sobre a ordenação de mulheres, tenta exercer pressão sobre a Santa Sé, de todas as maneiras, para formar, também, a consciência das pessoas.
Recomendo, para a compreensão dos motivos pelos quais a Igreja não aceita que sejam ordenadas mulheres para o ministério sacerdotal, a leitura da declaração Inter Insigniores, da Congregação para a Doutrina da Fé. “[O] sacerdócio – diz o documento – não faz parte dos direitos da pessoa; é sim algo que depende da economia do mistério de Cristo e da Igreja.”
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