Publicado por Dudao em 14/11/2010 (3016 leituras)
Eduardo da Costa, LC¹
edacosta@legionaries.org
A homossexualidade existe e não pode ser ignorada. Além do mais, parece que esta prática contradiz princípios antropológicos, morais e religiosos importantes e por este motivo se trata de um tema delicado e que preocupa não somente a Igreja Católica, mas a muitos outros grupos.
Em primeiro lugar, recordemos que a homossexualidade não é um fenômeno novo. Era já praticado pelos Romanos e Gregos na antiguidade, até mesmo no Antigo Testamento encontramos testemunhos deste comportamento (Cf. Gn 19, 1-19). O Apóstolo Paulo também menciona e condena os que se entregam a homossexualidade (Cf. Rm 1, 24-27; 1Cor 6, 9-10; 1Tm 1, 10).
O que, sim, é novo neste fenômeno homossexual contemporâneo é que os seus promotores buscam fazer da homossexualidade um “direito”, chegando ao ponto de exigir que os legisladores redefinam o matrimônio tradicional para favorecer a homossexualidade. Nem mesmo os romanos no auge do seu paganismo ousaram legislar tal prática.
Isso indica que não se trata, agora como antes, de simplesmente tolerar a homossexualidade, mas de querer transformar um comportamento objetivamente desordenado em algo bom. Este é o panorama com o qual nos deparamos hoje no Brasil e em muitos países ocidentais.
A partir do momento que a legislação de um país nivela o “matrimônio gay” com o tradicional, todos os demais absurdos sequem como consequência lógica, exemplo é a adoção de crianças por um casal do mesmo sexo. Uma vez que se concedem os mesmos direitos de um casal tradicional a um homossexual, que lhes impediria a adoção de filhos? Nada!
Agora, a maioria dos brasileiros não quer que isso aconteça no nosso país, para isso, temos que tratar de conhecer objetivamente o fenômeno da homossexualidade para assim poder dialogar, assumir uma atitude, formar uma opinião madura sobre este tema e para saber julgá-lo de acordo com a caridade cristã, a qual busca sempre defender e promover a verdade e o bem íntegro da pessoa humana.
Distinções e definições: Para começar devemos aclarar que não é o mesmo homossexualidade e atos homossexuais. Homossexualidade designa a condição do homem ou mulher que experimenta uma atração sexual exclusiva ou predominante a pessoas do mesmo sexo (Cf. CIC 2357). Atos homossexuais é um ato sexual entre pessoas do meso sexo.
Mitos sobre a homossexualidade: Em torno a este tema giram muitos mitos, ou falsas opiniões sem nenhuma ou pouca base científica, vejamos os três mais importantes.
Primeiro mito: “Os homossexuais nasceram desta forma”. Este se trata de um mito difundido pelo determinismo biológico. É inaceitável do ponto de vista filosófico porque não faz justiça a liberdade humana. Apesar de todos os esforços para estabelecer uma causa genética ou fisiológica à homossexualidade, não existem evidências suficientes para atribuir a homossexualidade a estes fatores. Pelo contrário, mais de cem anos de estudos e investigações mostram uma conexão clara entre homossexualidade e causas psicodinâmicas, ou seja, o processo dinâmico do desenvolvimento psicológico.
Segundo mito: “A homossexualidade é uma escolha”. Esta ideia é difundida por filosofias existencialistas, que afirmam a liberdade absoluta do sujeito humano. É esta ideologia que está por detrás de slogans como: “A homossexualidade é uma preferência sexual” ou “É uma escolha alternativa de um estilo de vida”. É importante dar-se conta que na realidade, as tendências homossexuais não se escolhem, a escolha está em como a pessoa lida com esta tendência.
A afirmação que algumas pessoas escolhem ser homossexual requer uma clarificação importante: a distinção entre sentir e consentir. Sentir uma atração: “per se” sentimentos são anteriores ao uso da liberdade. Consentir com uma ação implica o uso da liberdade. Esta distinção nos mostra que a homossexualidade é um fenômeno complexo com diferentes níveis, vejamos com mais detalhe:
No nível dos sentimentos, em alguns casos a atração homossexual pode ser um sentimento momentâneo, ou que dura um período curto. Este tipo de atração comumente se dá entre adolescentes, quando o mundo afetivo da pessoa esta em desenvolvimento. Sentir uma atração sexual por uma pessoa do mesmo sexo em uma ocasião ou outra não faz uma pessoa ser homossexual. Em outros casos, a atração pode durar mais tempo e pode ser mais ou menos estável e, ou mais ou menos exclusiva. Neste caso lidamos com uma desordem psicológica e emocional chamada SSA (sigla em inglês que significa Same Sex Attraction). Esta é uma condição que requer a atenção de um bom psicólogo.
No nível da ação, podemos distinguir três grupos:
Nunca: São aqueles que sentem atração homossexual porem não cometem atos homossexuais.
Raramente: Outros cometem um ou poucos atos homossexuais. Isto geralmente acontece na adolescência como resultado de um desejo de experimentar algo novo. Desde um ponto de vista psicológico, um único ato homossexual não define uma pessoa como homossexual.
Frequentemente: Outros praticam a homossexualidade de forma habitual juntamente com um estilo de vida, que implica participar em uma subcultura “gay”.
Terceiro mito: “10% da população é homossexual”. Estudos cérios mostram que somente 1% das mulheres se identificam como lésbicas e 3% dos homens como gays. A propaganda gay justifica estes 10% dizendo que: “Nem todo mundo diz a verdade nas pesquisas. As pessoas têm medo da cultura homofóbica dominante”. Pode até ser verdade que muitas pessoas não digam a verdade nos levantamentos estadísticos, porem isso não justifica inventar um número sem base científica.
Então, quantos homossexuais existem? A resposta depende de como se formula a pergunta e de como se define a homossexualidade. Qual é o critério para julgar quem é homossexual e quem não é. Deve-se incluir aqueles que simplesmente sentem atrações homossexuais? Ou somente aqueles que já cometeram algum ato homossexual? Deve-se levar em conta e estabilidade da atração homossexual? Que dizer sobre a habitualidade dos atos?
Do visto até agora podemos propor a seguinte tipologia:
Nunca sente atrações homossexuais, nunca atua homossexualmente.
Algumas vezes sente, nunca atua.
Algumas vezes sente, algumas vezes atua.
Habitualmente sente, algumas vezes atua.
Habitualmente sente, habitualmente atual (1% das mulheres e 3% dos homens).
Causas da homossexualidade:
De maneira geral, várias causas colaboram no desenvolvimento das tendências homossexuais, pois, como vimos, trata-se de um fenômeno complexo. Entrevistas clínicas com homossexuais mostram a presença de um ou mais dos seguintes fatores:
Causa Primária: Identidade de gênero frágil, que pode ser originada por uma relação pobre com o pai do mesmo sexo ou uma relação demasiado estreita com o pai do sexo oposto. Neste caso, poderia tratar-se de uma família instável ou de famílias fragmentadas onde a criança cresce com somente um dos pais. Baixa auto-estima ou falta de aceitação entre os colegas que brota de uma falta de habilidade atlética, ou algum trauma sexual durante a infância, estudos estadísticos demonstram forte relação entre violência familiar ou abuso sexual com o desenvolvimento da homossexualidade.
Causas relacionadas podem ser: raiva consigo mesmo (auto-rejeição) ou contra outros (comportamento de rebelião). Falta de confiança e medo de vulnerabilidade em uma relação heterossexual. Desordens aditivas como o ser extremamente compulsivo, altamente temerário e auto-destrutivos. Narcisismo, um desejo infantil de permanecer com poucas obrigações, e tentativas de fugir de excessivas responsabilidades.
Críticas à posição da Igreja:
Algumas pessoas dizem que a posição da Igreja é antiquada, baseada em prejuízos antigos que já não refletem a mentalidade moderna e os dados científicos, ao mesmo tempo, se argumenta que a doutrina da Igreja neste tema toma frases da bíblia fora de contexto conectando-as a normas morais absolutas.
No entanto, a doutrina da Igreja sobre a homossexualidade não se baseia sobre frases isoladas tomadas fora de contexto, pelo contrario, é construída sobre uma visão unificada da revelação, que inclui teologia da criação, uma visão teológica da relação entre homem e mulher nos planos de Deus, a uma doutrina sobre o pecado.
A doutrina da Igreja sobre homossexualidade se ajuda de dados oferecidos pelas ciências naturais e sociais, mas não se fundamenta sobre estes dados, mais bem, se constrói sobre a certeza que vem da revelação e da fé, confiante que esta visão mais amplia faz maior justiça a riqueza da pessoa humana criada a imagem de Deus, e chamada pela graça a herdar a vida eterna.
Tomando a Sagrada escritura como base, a Tradição da Igreja testemunha a um ensinamento universal que “atos homossexuais são intrinsecamente desordenados”. Esta não é uma visa unilateral, ciências médicas e psicológicas suportam a posição da Igreja.
Suporte das ciências médicas: Os atos homossexuais causam danos permanentes aos órgãos sexuais e outros tecidos. Eles também aumentam o risco de muitos outros problemas de saúde, inclusive doenças transmissíveis sexualmente.
Suporte das ciências psicológicas: Existe uma alta correlação entre homossexualidade, depressão clinica e tendência de suicídio. Mais inda, pesquisas psicológicas identificam alguns fatores que levam a condição homossexual, o que nos levam a pensar que as inclinações homossexuais são signos de feridas psicológicas e emocionais.
Valoração ética:
A Igreja não pode aceitar o reducionismo que tenta classificar as pessoas simplesmente como “heterossexuais” ou “homossexuais”. Ademais, a Igreja também rejeita as teorias que negam a liberdade das pessoas com tendências homossexuais. Embora seja verdade que eles normalmente não optam por ter a tendência homossexual, não é lícito concluir que eles não têm a liberdade de decidir como viver com essa tendência.
Uma vez que os atos homossexuais não são aptos para a procriação, representam sempre uma desordem moral objetiva, na medida em que falsificam a natureza das faculdades sexuais.
Com relação à dimensão unitária da sexualidade, as relações homossexuais não têm a necessária complementaridade dos sexos necessários para formar uma comunhão de vida saudável e de amor.
O verdadeiro amor busca o verdadeiro bem da pessoa amada. Atos homossexuais são contrários ao bem da pessoa em vários níveis (saúde física, saúde mental, saúde espiritual). Portanto, eles não são uma expressão apta do verdadeiro amor.
Possíveis soluções:
Em resposta à promoção agressiva da agenda gay "casamento gay", a Igreja deve defender a verdadeira natureza do casamento e da sexualidade humana. Mas, a defesa não é suficiente... A Igreja também oferece a cura para os afetados com SSA (Same Sex Attraction). A Igreja também trabalha para prever e prevenir o desenvolvimento dessa condição fomentando a formação de lares a exemplo da Sagrada Família.
A atração e atos homossexuais resultam de uma série de feridas emocionais muito específicas e de conflitos na infância, adolescência e idade adulta. As feridas emocionais que estão na origem da homossexualidade podem ser identificadas e tratadas com sucesso, através da oração, dos sacramentos, de uma terapia do perdão e com o auxilio de especialistas qualificados.
A Igreja, ademais, aconselha que se tratem estas pessoas com carinho e dignidade, evitando todo tipo de descriminação e aconselha a estas pessoas uma vida casta e de autodomínio (Cf. Catecismo da Igreja Católica, 2358 e 2359).
¹ Mestre em Filosofia do Conhecimento pelo Ateneu Pontifício Regina Apostolorum de Roma e é formado em Associate of Arts em Humanidades pela faculdade dos Legionários de Cristo em Connecticut, EUA.
edacosta@legionaries.org
A homossexualidade existe e não pode ser ignorada. Além do mais, parece que esta prática contradiz princípios antropológicos, morais e religiosos importantes e por este motivo se trata de um tema delicado e que preocupa não somente a Igreja Católica, mas a muitos outros grupos.
Em primeiro lugar, recordemos que a homossexualidade não é um fenômeno novo. Era já praticado pelos Romanos e Gregos na antiguidade, até mesmo no Antigo Testamento encontramos testemunhos deste comportamento (Cf. Gn 19, 1-19). O Apóstolo Paulo também menciona e condena os que se entregam a homossexualidade (Cf. Rm 1, 24-27; 1Cor 6, 9-10; 1Tm 1, 10).
O que, sim, é novo neste fenômeno homossexual contemporâneo é que os seus promotores buscam fazer da homossexualidade um “direito”, chegando ao ponto de exigir que os legisladores redefinam o matrimônio tradicional para favorecer a homossexualidade. Nem mesmo os romanos no auge do seu paganismo ousaram legislar tal prática.
Isso indica que não se trata, agora como antes, de simplesmente tolerar a homossexualidade, mas de querer transformar um comportamento objetivamente desordenado em algo bom. Este é o panorama com o qual nos deparamos hoje no Brasil e em muitos países ocidentais.
A partir do momento que a legislação de um país nivela o “matrimônio gay” com o tradicional, todos os demais absurdos sequem como consequência lógica, exemplo é a adoção de crianças por um casal do mesmo sexo. Uma vez que se concedem os mesmos direitos de um casal tradicional a um homossexual, que lhes impediria a adoção de filhos? Nada!
Agora, a maioria dos brasileiros não quer que isso aconteça no nosso país, para isso, temos que tratar de conhecer objetivamente o fenômeno da homossexualidade para assim poder dialogar, assumir uma atitude, formar uma opinião madura sobre este tema e para saber julgá-lo de acordo com a caridade cristã, a qual busca sempre defender e promover a verdade e o bem íntegro da pessoa humana.
Distinções e definições: Para começar devemos aclarar que não é o mesmo homossexualidade e atos homossexuais. Homossexualidade designa a condição do homem ou mulher que experimenta uma atração sexual exclusiva ou predominante a pessoas do mesmo sexo (Cf. CIC 2357). Atos homossexuais é um ato sexual entre pessoas do meso sexo.
Mitos sobre a homossexualidade: Em torno a este tema giram muitos mitos, ou falsas opiniões sem nenhuma ou pouca base científica, vejamos os três mais importantes.
Primeiro mito: “Os homossexuais nasceram desta forma”. Este se trata de um mito difundido pelo determinismo biológico. É inaceitável do ponto de vista filosófico porque não faz justiça a liberdade humana. Apesar de todos os esforços para estabelecer uma causa genética ou fisiológica à homossexualidade, não existem evidências suficientes para atribuir a homossexualidade a estes fatores. Pelo contrário, mais de cem anos de estudos e investigações mostram uma conexão clara entre homossexualidade e causas psicodinâmicas, ou seja, o processo dinâmico do desenvolvimento psicológico.
Segundo mito: “A homossexualidade é uma escolha”. Esta ideia é difundida por filosofias existencialistas, que afirmam a liberdade absoluta do sujeito humano. É esta ideologia que está por detrás de slogans como: “A homossexualidade é uma preferência sexual” ou “É uma escolha alternativa de um estilo de vida”. É importante dar-se conta que na realidade, as tendências homossexuais não se escolhem, a escolha está em como a pessoa lida com esta tendência.
A afirmação que algumas pessoas escolhem ser homossexual requer uma clarificação importante: a distinção entre sentir e consentir. Sentir uma atração: “per se” sentimentos são anteriores ao uso da liberdade. Consentir com uma ação implica o uso da liberdade. Esta distinção nos mostra que a homossexualidade é um fenômeno complexo com diferentes níveis, vejamos com mais detalhe:
No nível dos sentimentos, em alguns casos a atração homossexual pode ser um sentimento momentâneo, ou que dura um período curto. Este tipo de atração comumente se dá entre adolescentes, quando o mundo afetivo da pessoa esta em desenvolvimento. Sentir uma atração sexual por uma pessoa do mesmo sexo em uma ocasião ou outra não faz uma pessoa ser homossexual. Em outros casos, a atração pode durar mais tempo e pode ser mais ou menos estável e, ou mais ou menos exclusiva. Neste caso lidamos com uma desordem psicológica e emocional chamada SSA (sigla em inglês que significa Same Sex Attraction). Esta é uma condição que requer a atenção de um bom psicólogo.
No nível da ação, podemos distinguir três grupos:
Nunca: São aqueles que sentem atração homossexual porem não cometem atos homossexuais.
Raramente: Outros cometem um ou poucos atos homossexuais. Isto geralmente acontece na adolescência como resultado de um desejo de experimentar algo novo. Desde um ponto de vista psicológico, um único ato homossexual não define uma pessoa como homossexual.
Frequentemente: Outros praticam a homossexualidade de forma habitual juntamente com um estilo de vida, que implica participar em uma subcultura “gay”.
Terceiro mito: “10% da população é homossexual”. Estudos cérios mostram que somente 1% das mulheres se identificam como lésbicas e 3% dos homens como gays. A propaganda gay justifica estes 10% dizendo que: “Nem todo mundo diz a verdade nas pesquisas. As pessoas têm medo da cultura homofóbica dominante”. Pode até ser verdade que muitas pessoas não digam a verdade nos levantamentos estadísticos, porem isso não justifica inventar um número sem base científica.
Então, quantos homossexuais existem? A resposta depende de como se formula a pergunta e de como se define a homossexualidade. Qual é o critério para julgar quem é homossexual e quem não é. Deve-se incluir aqueles que simplesmente sentem atrações homossexuais? Ou somente aqueles que já cometeram algum ato homossexual? Deve-se levar em conta e estabilidade da atração homossexual? Que dizer sobre a habitualidade dos atos?
Do visto até agora podemos propor a seguinte tipologia:
Nunca sente atrações homossexuais, nunca atua homossexualmente.
Algumas vezes sente, nunca atua.
Algumas vezes sente, algumas vezes atua.
Habitualmente sente, algumas vezes atua.
Habitualmente sente, habitualmente atual (1% das mulheres e 3% dos homens).
Causas da homossexualidade:
De maneira geral, várias causas colaboram no desenvolvimento das tendências homossexuais, pois, como vimos, trata-se de um fenômeno complexo. Entrevistas clínicas com homossexuais mostram a presença de um ou mais dos seguintes fatores:
Causa Primária: Identidade de gênero frágil, que pode ser originada por uma relação pobre com o pai do mesmo sexo ou uma relação demasiado estreita com o pai do sexo oposto. Neste caso, poderia tratar-se de uma família instável ou de famílias fragmentadas onde a criança cresce com somente um dos pais. Baixa auto-estima ou falta de aceitação entre os colegas que brota de uma falta de habilidade atlética, ou algum trauma sexual durante a infância, estudos estadísticos demonstram forte relação entre violência familiar ou abuso sexual com o desenvolvimento da homossexualidade.
Causas relacionadas podem ser: raiva consigo mesmo (auto-rejeição) ou contra outros (comportamento de rebelião). Falta de confiança e medo de vulnerabilidade em uma relação heterossexual. Desordens aditivas como o ser extremamente compulsivo, altamente temerário e auto-destrutivos. Narcisismo, um desejo infantil de permanecer com poucas obrigações, e tentativas de fugir de excessivas responsabilidades.
Críticas à posição da Igreja:
Algumas pessoas dizem que a posição da Igreja é antiquada, baseada em prejuízos antigos que já não refletem a mentalidade moderna e os dados científicos, ao mesmo tempo, se argumenta que a doutrina da Igreja neste tema toma frases da bíblia fora de contexto conectando-as a normas morais absolutas.
No entanto, a doutrina da Igreja sobre a homossexualidade não se baseia sobre frases isoladas tomadas fora de contexto, pelo contrario, é construída sobre uma visão unificada da revelação, que inclui teologia da criação, uma visão teológica da relação entre homem e mulher nos planos de Deus, a uma doutrina sobre o pecado.
A doutrina da Igreja sobre homossexualidade se ajuda de dados oferecidos pelas ciências naturais e sociais, mas não se fundamenta sobre estes dados, mais bem, se constrói sobre a certeza que vem da revelação e da fé, confiante que esta visão mais amplia faz maior justiça a riqueza da pessoa humana criada a imagem de Deus, e chamada pela graça a herdar a vida eterna.
Tomando a Sagrada escritura como base, a Tradição da Igreja testemunha a um ensinamento universal que “atos homossexuais são intrinsecamente desordenados”. Esta não é uma visa unilateral, ciências médicas e psicológicas suportam a posição da Igreja.
Suporte das ciências médicas: Os atos homossexuais causam danos permanentes aos órgãos sexuais e outros tecidos. Eles também aumentam o risco de muitos outros problemas de saúde, inclusive doenças transmissíveis sexualmente.
Suporte das ciências psicológicas: Existe uma alta correlação entre homossexualidade, depressão clinica e tendência de suicídio. Mais inda, pesquisas psicológicas identificam alguns fatores que levam a condição homossexual, o que nos levam a pensar que as inclinações homossexuais são signos de feridas psicológicas e emocionais.
Valoração ética:
A Igreja não pode aceitar o reducionismo que tenta classificar as pessoas simplesmente como “heterossexuais” ou “homossexuais”. Ademais, a Igreja também rejeita as teorias que negam a liberdade das pessoas com tendências homossexuais. Embora seja verdade que eles normalmente não optam por ter a tendência homossexual, não é lícito concluir que eles não têm a liberdade de decidir como viver com essa tendência.
Uma vez que os atos homossexuais não são aptos para a procriação, representam sempre uma desordem moral objetiva, na medida em que falsificam a natureza das faculdades sexuais.
Com relação à dimensão unitária da sexualidade, as relações homossexuais não têm a necessária complementaridade dos sexos necessários para formar uma comunhão de vida saudável e de amor.
O verdadeiro amor busca o verdadeiro bem da pessoa amada. Atos homossexuais são contrários ao bem da pessoa em vários níveis (saúde física, saúde mental, saúde espiritual). Portanto, eles não são uma expressão apta do verdadeiro amor.
Possíveis soluções:
Em resposta à promoção agressiva da agenda gay "casamento gay", a Igreja deve defender a verdadeira natureza do casamento e da sexualidade humana. Mas, a defesa não é suficiente... A Igreja também oferece a cura para os afetados com SSA (Same Sex Attraction). A Igreja também trabalha para prever e prevenir o desenvolvimento dessa condição fomentando a formação de lares a exemplo da Sagrada Família.
A atração e atos homossexuais resultam de uma série de feridas emocionais muito específicas e de conflitos na infância, adolescência e idade adulta. As feridas emocionais que estão na origem da homossexualidade podem ser identificadas e tratadas com sucesso, através da oração, dos sacramentos, de uma terapia do perdão e com o auxilio de especialistas qualificados.
A Igreja, ademais, aconselha que se tratem estas pessoas com carinho e dignidade, evitando todo tipo de descriminação e aconselha a estas pessoas uma vida casta e de autodomínio (Cf. Catecismo da Igreja Católica, 2358 e 2359).
¹ Mestre em Filosofia do Conhecimento pelo Ateneu Pontifício Regina Apostolorum de Roma e é formado em Associate of Arts em Humanidades pela faculdade dos Legionários de Cristo em Connecticut, EUA.
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