Publicado por Tht em 08/11/2010 (778 leituras)
Dom Orani João Tempesta
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro
Neste início de novembro celebramos a solenidade de Todos os Santos, que nos convida a contemplar o nosso fim último e, principalmente, a nossa vocação comum que é a santidade. Ser santo é ser bem aventurado, é ser feliz no Senhor! Nesta sociedade que busca encontrar seus caminhos ou mesmo que não se preocupa com o sentido último de sua vida, esta festa é um grande grito de esperança de vida e tempos melhores.
Buscar a santidade é lutar contra o pecado, pois ele é a grande muralha que nos separa de Deus e nos impede de ser santos. É também a raiz de todos os males e violências em nosso mundo. Basta olhar ao redor para ver para onde estamos sendo conduzidos pelo mal. O Catecismo da Igreja diz sobre a gravidade do pecado: “Aos olhos da fé, nenhum mal é mais grave do que o pecado, e nada tem consequências piores para os próprios pecadores, para a Igreja e para o mundo inteiro” (CIC nº. 1488). São Paulo é muito claro: “O salário do pecado é a morte” (Rm 6,23). Tudo o que há de mal na história do homem e do mundo é consequência do pecado, que começou com Adão. Diz o apóstolo: “Por meio de um só homem, o pecado entrou no mundo e, pelo pecado, a morte e, assim, a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rom 5,12). A Encarnação do Verbo foi para destruir, na sua carne, a escravidão do pecado. “Como imperou o pecado na morte, assim também imperou a graça por meio da Justiça, para a vida eterna, através de Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm 5,21). O demônio escravizou a humanidade com a corrente do pecado. Jesus veio para quebrar essa corrente. São João ensina: “Sabeis que Ele se manifestou para tirar os pecados” (1Jo 3,5). “Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo” (1Jo 3,8).
A Igreja comemora a solenidade de Todos os Santos no dia primeiro de novembro, mas no Brasil quando este dia cai em dia de semana é sempre transferida a festa para o domingo seguinte, como neste ano de 2010. Os homens e as mulheres que a Igreja Católica chama de “santos” são milhares, de todas as condições de vida, raças, cores, culturas, países. Uma coisa há em comum: todos foram heroicamente bons. Os processos de beatificação e canonização são rigorosíssimos e demorados. Esse poder que leva à santidade vem da Redenção que Cristo trouxe. Venceu o pecado, remiu-nos da escravidão do demônio, e deixou-nos a “graça” e os meios necessários para nos ajudar a ser santos: a Santa Palavra, os sacramentos, a oração, a valorização do sofrimento, do trabalho, da família, da penitência. Cristo estabeleceu uma Igreja que tem todos os meios requeridos para fazer os homens santos. O ideal de santidade evoluiu no decorrer dos dois mil anos da Igreja. Ser santo hoje é colocar em prática a Palavra de Deus, no seguimento radical de Jesus Cristo.
Viver com alegria a busca da conversão que nos conduz à santidade é a grande contribuição que cada cristão católico pode dar à sociedade hodierna. A beleza da vida em Cristo deve contagiar as pessoas para viverem ainda mais com alegria o amor e perdão ao próximo.
A Igreja conta com tantos belos e comoventes exemplos de pessoas que viveram nas mais diversas circunstâncias e épocas uma caminhada exemplar de vida que, além da admiração das pessoas de seu tempo, a vida ultrapassou fronteiras e épocas e até hoje continua sendo exemplo para nossas vidas.
Encontramos todos os tipos de situações sociais e todas as idades vivendo a santidade. Num tempo em que se perderam as referências de vidas santas e belas, somos chamados a retomar com o coração aberto o ensino da Palavra através da vida das pessoas que nos chamam a caminhar na santidade.
Ao iniciar este mês, refletindo e rezando pelos fiéis defuntos, recordando os limites de nossa vida neste mundo, nós começamos também acolhendo o anúncio de nossa vocação comum que é a santidade. Que cada um de nós responda com generosidade ao chamado e caminhe com desenvoltura na direção do Senhor Jesus, que é o caminho para o Pai!
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro
Neste início de novembro celebramos a solenidade de Todos os Santos, que nos convida a contemplar o nosso fim último e, principalmente, a nossa vocação comum que é a santidade. Ser santo é ser bem aventurado, é ser feliz no Senhor! Nesta sociedade que busca encontrar seus caminhos ou mesmo que não se preocupa com o sentido último de sua vida, esta festa é um grande grito de esperança de vida e tempos melhores.
Buscar a santidade é lutar contra o pecado, pois ele é a grande muralha que nos separa de Deus e nos impede de ser santos. É também a raiz de todos os males e violências em nosso mundo. Basta olhar ao redor para ver para onde estamos sendo conduzidos pelo mal. O Catecismo da Igreja diz sobre a gravidade do pecado: “Aos olhos da fé, nenhum mal é mais grave do que o pecado, e nada tem consequências piores para os próprios pecadores, para a Igreja e para o mundo inteiro” (CIC nº. 1488). São Paulo é muito claro: “O salário do pecado é a morte” (Rm 6,23). Tudo o que há de mal na história do homem e do mundo é consequência do pecado, que começou com Adão. Diz o apóstolo: “Por meio de um só homem, o pecado entrou no mundo e, pelo pecado, a morte e, assim, a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rom 5,12). A Encarnação do Verbo foi para destruir, na sua carne, a escravidão do pecado. “Como imperou o pecado na morte, assim também imperou a graça por meio da Justiça, para a vida eterna, através de Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm 5,21). O demônio escravizou a humanidade com a corrente do pecado. Jesus veio para quebrar essa corrente. São João ensina: “Sabeis que Ele se manifestou para tirar os pecados” (1Jo 3,5). “Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo” (1Jo 3,8).
A Igreja comemora a solenidade de Todos os Santos no dia primeiro de novembro, mas no Brasil quando este dia cai em dia de semana é sempre transferida a festa para o domingo seguinte, como neste ano de 2010. Os homens e as mulheres que a Igreja Católica chama de “santos” são milhares, de todas as condições de vida, raças, cores, culturas, países. Uma coisa há em comum: todos foram heroicamente bons. Os processos de beatificação e canonização são rigorosíssimos e demorados. Esse poder que leva à santidade vem da Redenção que Cristo trouxe. Venceu o pecado, remiu-nos da escravidão do demônio, e deixou-nos a “graça” e os meios necessários para nos ajudar a ser santos: a Santa Palavra, os sacramentos, a oração, a valorização do sofrimento, do trabalho, da família, da penitência. Cristo estabeleceu uma Igreja que tem todos os meios requeridos para fazer os homens santos. O ideal de santidade evoluiu no decorrer dos dois mil anos da Igreja. Ser santo hoje é colocar em prática a Palavra de Deus, no seguimento radical de Jesus Cristo.
Viver com alegria a busca da conversão que nos conduz à santidade é a grande contribuição que cada cristão católico pode dar à sociedade hodierna. A beleza da vida em Cristo deve contagiar as pessoas para viverem ainda mais com alegria o amor e perdão ao próximo.
A Igreja conta com tantos belos e comoventes exemplos de pessoas que viveram nas mais diversas circunstâncias e épocas uma caminhada exemplar de vida que, além da admiração das pessoas de seu tempo, a vida ultrapassou fronteiras e épocas e até hoje continua sendo exemplo para nossas vidas.
Encontramos todos os tipos de situações sociais e todas as idades vivendo a santidade. Num tempo em que se perderam as referências de vidas santas e belas, somos chamados a retomar com o coração aberto o ensino da Palavra através da vida das pessoas que nos chamam a caminhar na santidade.
Ao iniciar este mês, refletindo e rezando pelos fiéis defuntos, recordando os limites de nossa vida neste mundo, nós começamos também acolhendo o anúncio de nossa vocação comum que é a santidade. Que cada um de nós responda com generosidade ao chamado e caminhe com desenvoltura na direção do Senhor Jesus, que é o caminho para o Pai!
|
Arte Sacra | 
Bíblia e Exegese | 
Catequese | 
Direito e Cidadania | 
Doutrina Social | 
Eclesiologia | 
Entrevistas | 
Espiritualidade | 
Fé e Política | 
Homilias | 
Liturgia | 
Moral | 
Música Sacra | 
Orkut - Católicos | 
Perspectivas - Xambinho | 
Recursos - Catequistas | 
Sociedade Católica | 
Teologia | 
Testemunhos
|
|||||||

















