Publicado por Dudao em 21/11/2010 (1953 leituras)
Eduardo da Costa, LC
edacosta@legionaries.org
Resumo das Leituras:
1ª Leitura: (2Sam 5, 1-3) "És tu quem apascentarás o meu povo Israel e és tu quem serás chefe de Israel"
Salmo Sal 122: "Alegrei-me quando me disseram: vamos a casa do Senhor"
2ª Leitura: (Cl 1, 12-20) "Ele nos arrancou do poder das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado"
Evangelho: (Lc 23, 35-43) "Este é o Rei dos judeus"
Reflexão:
Hoje, na festa de Cristo Rei do Universo, a liturgia nos propõe leituras bíblicas chaves para ajudar a compreender o sentido desta festa.
O livro de Samuel nos relata que após a morte de Saul, e de seus filhos, legítimos sucessores do trono, Davi é proclamado Rei pelo povo, tanto pelas tribos do Norte (Israel) como pelas do Sul (Judá). E é neste mesmo livro, no capítulo sete, Davi recebe a promessa de um messias que surgira da sua estirpe, e reinara eternamente.
O Salmo 122 expressa a alegria do peregrino que sobe a Jerusalém, a Cidade Santa, onde está a casa do Senhor e o Trono de Davi.
A Segunda leitura, da carta de São Paulo à comunidade de Colosso, nos apresenta um Hino Cristológico antiquíssimo sobre o poder cósmico de Cristo, Rei de todo o universo criado. Cristo possui o primado na ordem da criação natural e na recriação sobrenatural que é a redenção.
O Evangelho nos mostra Cristo Reinando desde a cruz, porque esta é a verdadeira realeza de Cristo, como afirmou São Paulo na segunda leitura, é “pelo sangue da sua cruz que Jesus reconcilia toda a criação com Deus”.
O título colocado sobre a cruz, “Rei dos Judeus”, remonta a Davi, que reinou sobre as doze tribos de Israel, do qual Cristo descende segundo a carne. Porem este título pertence a Cristo por essência, ademais de ser o Rei de Israel, o é de todo o mundo.
Aos que veem a cruz como sinal de fracasso e desgraça ou aos que esperam a um messias terreno, que satisfaça as necessidades temporais da humanidade, este reinado constrange e embaraça. Somente um dos ladrões crucificado com Jesus foi capaz de compreender que o seu reino não é deste mundo, mas é um reino espiritual, de justiça, graça e paz.
Esta atitude de incompreensão se manifesta nos soldados que provocam a Cristo dizendo: “Se és Rei, baixa da cruz e salva-te a ti mesmo”. Quantas vezes também nós atuamos assim, colocando cláusulas “ses” no nosso trato com Jesus: “Se me curas, creio”, “Se me ajudas nesta o naquela dificuldade, prometo que serie melhor cristão”, “Se acabas com o mal no mundo...”. Não estaríamos também nós criando uma falsa imagem do reinado de Cristo, ou tratando a Jesus como se fosse uma “aspirina”, buscamos a Ele só quando sentimos dor de cabeça!
Cristo, na festa de hoje, nos convida a deixar de uma vez por toda este “Se és” para assumir uma atitude madura de confiança e fé. Não esperar um reino terrenal, mas pedir com São Paulo “Vem Senhor Jesus” e reina na minha vida. Vem à minha família e transforma-a na caridade, vem e trás paz ao oriente médio, vem e habita no meu coração, “para que servindo-O nesta vida possamos reinar com Ele na futura, como Ele nos prometeu” (São Cipriano).
edacosta@legionaries.org
Resumo das Leituras:
1ª Leitura: (2Sam 5, 1-3) "És tu quem apascentarás o meu povo Israel e és tu quem serás chefe de Israel"
Salmo Sal 122: "Alegrei-me quando me disseram: vamos a casa do Senhor"
2ª Leitura: (Cl 1, 12-20) "Ele nos arrancou do poder das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado"
Evangelho: (Lc 23, 35-43) "Este é o Rei dos judeus"
Reflexão:
Hoje, na festa de Cristo Rei do Universo, a liturgia nos propõe leituras bíblicas chaves para ajudar a compreender o sentido desta festa.
O livro de Samuel nos relata que após a morte de Saul, e de seus filhos, legítimos sucessores do trono, Davi é proclamado Rei pelo povo, tanto pelas tribos do Norte (Israel) como pelas do Sul (Judá). E é neste mesmo livro, no capítulo sete, Davi recebe a promessa de um messias que surgira da sua estirpe, e reinara eternamente.
O Salmo 122 expressa a alegria do peregrino que sobe a Jerusalém, a Cidade Santa, onde está a casa do Senhor e o Trono de Davi.
A Segunda leitura, da carta de São Paulo à comunidade de Colosso, nos apresenta um Hino Cristológico antiquíssimo sobre o poder cósmico de Cristo, Rei de todo o universo criado. Cristo possui o primado na ordem da criação natural e na recriação sobrenatural que é a redenção.
O Evangelho nos mostra Cristo Reinando desde a cruz, porque esta é a verdadeira realeza de Cristo, como afirmou São Paulo na segunda leitura, é “pelo sangue da sua cruz que Jesus reconcilia toda a criação com Deus”.
O título colocado sobre a cruz, “Rei dos Judeus”, remonta a Davi, que reinou sobre as doze tribos de Israel, do qual Cristo descende segundo a carne. Porem este título pertence a Cristo por essência, ademais de ser o Rei de Israel, o é de todo o mundo.
Aos que veem a cruz como sinal de fracasso e desgraça ou aos que esperam a um messias terreno, que satisfaça as necessidades temporais da humanidade, este reinado constrange e embaraça. Somente um dos ladrões crucificado com Jesus foi capaz de compreender que o seu reino não é deste mundo, mas é um reino espiritual, de justiça, graça e paz.
Esta atitude de incompreensão se manifesta nos soldados que provocam a Cristo dizendo: “Se és Rei, baixa da cruz e salva-te a ti mesmo”. Quantas vezes também nós atuamos assim, colocando cláusulas “ses” no nosso trato com Jesus: “Se me curas, creio”, “Se me ajudas nesta o naquela dificuldade, prometo que serie melhor cristão”, “Se acabas com o mal no mundo...”. Não estaríamos também nós criando uma falsa imagem do reinado de Cristo, ou tratando a Jesus como se fosse uma “aspirina”, buscamos a Ele só quando sentimos dor de cabeça!
Cristo, na festa de hoje, nos convida a deixar de uma vez por toda este “Se és” para assumir uma atitude madura de confiança e fé. Não esperar um reino terrenal, mas pedir com São Paulo “Vem Senhor Jesus” e reina na minha vida. Vem à minha família e transforma-a na caridade, vem e trás paz ao oriente médio, vem e habita no meu coração, “para que servindo-O nesta vida possamos reinar com Ele na futura, como Ele nos prometeu” (São Cipriano).
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