Publicado por Dudao em 12/12/2010 (2227 leituras)
Eduardo da Costa, LC
edacosta@legionaries.org
São João Batista é o precursor imediato do Senhor, enviado para preparar-lhe o caminho. "Profeta do Altíssimo" (Lc; 1,76), ele supera todos os profetas, deles é o último, inaugura o Evangelho; saúda a vinda de Cristo desde o seio de sua mãe e encontra sua alegria em ser "o amigo do esposo" (Jo 3,29), que designa como "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1,29). Precedendo a Jesus "com o espírito e o poder de Elias" (Lc 1,17), dá-lhe testemunho por sua pregação, seu batismo de conversão e, finalmente, seu martírio. (CIC 523)
Resumo das Leituras:
1ª Leitura: (Is 35, 1-6a, 10) "Deus virá para salvar-nos"
Salmo 146: "Senhor, vem e salva-nos"
2ª Leitura: (Tg 5, 7-10) "Fortalecei os vosso corações pois a vinda do Senhor está próxima"
Evangelho: (Mt 11, 2-11) "Es tu o que há de vir ou devemos esperar um outro?"
Jesus responde a pergunta do Batista evocando um poema messiânico muito conhecido, (primeira leitura), trata-se de um vaticínio de júbilo e encorajamento, é Deus mesmo quem visitará o seu povo: “Sede fortes, não temais, eis que o vosso Deus vem [...] Ele vem para salvar-vos. Então se abrirão os olhos dos cegos, e os ouvidos dos surdos se desobstruirão. Então o coxo saltará como o cervo, e a língua do mudo cantará canções alegres.” Esta mensagem de esperança e animo, serviu de alivio ao Batista que se encontrava emprisionado por ter proclamado a verdade. Também o Apóstolo São Tiago (segunda leitura) nos anima a ter paciência e fortaleza na espera da segunda vinda do Senhor Jesus.
A Liturgia deste terceiro domingo do advento nos fala de espera e esperança, ou seja, da primeira vinda de Cristo: a Encarnação; e da sua segunda vinda: gloriosa para julgar os homens de todos os tempos.
João Batista esperava a vinda do messias, porem esta esperança não lhe dava certeza, e por isso manda uma embaixada perguntar se Jesus era o Cristo, o Messias esperado. Para os cristãos a vinda do messias deixou de ser espera para ser sempre esperança. Porque o verdadeiro messias é Jesus, e Ele cumpriu todas as profecias do Antigo Testamento e as expectativas dos homens com a Encarnação a mais de dois mil anos. Não podemos esperar em nenhum outro messias, ainda que o mundo continuamente invente falsos messias que oferecem somente satisfações e comodidades, mas não a salvação eterna.
Jesus não é um homem ou um profeta a mais entre tantos outros, Ele é Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, e nos cristãos queremos crer e cremos que Deus há visitado a historia humana, há caminhado nas nossas ruas, esteve entre nós, e viveu como um de nós com todas as suas alegrias e sofrimentos, ensinou-nos a amar e a ser filhos de Deus.
É provável que João Batista e seus discípulos tivessem uma concepção politizada do messias, e por isso Jesus acrescenta: “Bem-aventurado aquele que não ficar escandalizado por causa de mim” (Evangelho), também nós quantas vezes não achamos dificuldade em assimilar o evangelho que nos revela Nosso Senhor Jesus Cristo com o seu nascimento: humildade, pobreza, serviço aos homens, perdão, misericórdia, etc. Esta foi a vida de Nosso Senhor e esta é a vida que todos nós estamos chamados a viver e testemunhar.
Porem, como viver a vida de Nosso Senhor? A liturgia de hoje nos sugere o caminho: ter uma atitude profética como João Batista; anunciar a Cristo aos homens sem medos e respeitos humanos acompanhado de paciência, que é a virtude dos santos como dizia Santo Inácio.
edacosta@legionaries.org
São João Batista é o precursor imediato do Senhor, enviado para preparar-lhe o caminho. "Profeta do Altíssimo" (Lc; 1,76), ele supera todos os profetas, deles é o último, inaugura o Evangelho; saúda a vinda de Cristo desde o seio de sua mãe e encontra sua alegria em ser "o amigo do esposo" (Jo 3,29), que designa como "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1,29). Precedendo a Jesus "com o espírito e o poder de Elias" (Lc 1,17), dá-lhe testemunho por sua pregação, seu batismo de conversão e, finalmente, seu martírio. (CIC 523)
Resumo das Leituras:
1ª Leitura: (Is 35, 1-6a, 10) "Deus virá para salvar-nos"
Salmo 146: "Senhor, vem e salva-nos"
2ª Leitura: (Tg 5, 7-10) "Fortalecei os vosso corações pois a vinda do Senhor está próxima"
Evangelho: (Mt 11, 2-11) "Es tu o que há de vir ou devemos esperar um outro?"
Jesus responde a pergunta do Batista evocando um poema messiânico muito conhecido, (primeira leitura), trata-se de um vaticínio de júbilo e encorajamento, é Deus mesmo quem visitará o seu povo: “Sede fortes, não temais, eis que o vosso Deus vem [...] Ele vem para salvar-vos. Então se abrirão os olhos dos cegos, e os ouvidos dos surdos se desobstruirão. Então o coxo saltará como o cervo, e a língua do mudo cantará canções alegres.” Esta mensagem de esperança e animo, serviu de alivio ao Batista que se encontrava emprisionado por ter proclamado a verdade. Também o Apóstolo São Tiago (segunda leitura) nos anima a ter paciência e fortaleza na espera da segunda vinda do Senhor Jesus.
A Liturgia deste terceiro domingo do advento nos fala de espera e esperança, ou seja, da primeira vinda de Cristo: a Encarnação; e da sua segunda vinda: gloriosa para julgar os homens de todos os tempos.
João Batista esperava a vinda do messias, porem esta esperança não lhe dava certeza, e por isso manda uma embaixada perguntar se Jesus era o Cristo, o Messias esperado. Para os cristãos a vinda do messias deixou de ser espera para ser sempre esperança. Porque o verdadeiro messias é Jesus, e Ele cumpriu todas as profecias do Antigo Testamento e as expectativas dos homens com a Encarnação a mais de dois mil anos. Não podemos esperar em nenhum outro messias, ainda que o mundo continuamente invente falsos messias que oferecem somente satisfações e comodidades, mas não a salvação eterna.
Jesus não é um homem ou um profeta a mais entre tantos outros, Ele é Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, e nos cristãos queremos crer e cremos que Deus há visitado a historia humana, há caminhado nas nossas ruas, esteve entre nós, e viveu como um de nós com todas as suas alegrias e sofrimentos, ensinou-nos a amar e a ser filhos de Deus.
É provável que João Batista e seus discípulos tivessem uma concepção politizada do messias, e por isso Jesus acrescenta: “Bem-aventurado aquele que não ficar escandalizado por causa de mim” (Evangelho), também nós quantas vezes não achamos dificuldade em assimilar o evangelho que nos revela Nosso Senhor Jesus Cristo com o seu nascimento: humildade, pobreza, serviço aos homens, perdão, misericórdia, etc. Esta foi a vida de Nosso Senhor e esta é a vida que todos nós estamos chamados a viver e testemunhar.
Porem, como viver a vida de Nosso Senhor? A liturgia de hoje nos sugere o caminho: ter uma atitude profética como João Batista; anunciar a Cristo aos homens sem medos e respeitos humanos acompanhado de paciência, que é a virtude dos santos como dizia Santo Inácio.
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