Publicado por Marcia em 21/4/2008 (1145 leituras)
Chegam ao cúmulo de quase dizer "entre Cristo e a Igreja, fico com Cristo", como se Deus não tivesse revelado à Igreja a Sua vontade, e ela não fosse a Sua representante na terra.
Quando um católico praticante se propõe a escrever ou participar da política, entendemos, na maioria das vezes, que é um militante da Teologia da Libertação, um marxista que entende Jesus como o maior de todos os revolucionários. É quase impossível encontrarmos na mídia, a partir dos anos 60, um católico político que não seja de esquerda. Pelo menos, entre os que estão em evidência.
Começo essa coluna, porém, num tom informal, e proclamando, segundo o ensino da Santa Madre Igreja, que a Teologia de Libertação NÃO representa o catolicismo, muito menos o seu ensino político, que, longe de compactuar com a extrema direita fascista, também não morre de amores pelo socialismo e suas variadas e convenientes mutações.
Eis, de modo resumido, as razões:
A Igreja prega a harmônica desigualdade, na qual, pela ordem hierárquica e pela dedicação diferenciada às pessoas conforme seus acidentes, mesmo que tenham uma substância de igual dignidade, presta verdadeiro louvor ao Deus Uno e Trino que dessa forma tudo dispôs. Já a Teologia da Libertação prega o igualitarismo, não entendendo o mais basilar conceito ocidental, e entregando-se, apaixonadamente, aos (des)ensinos de Marx, Engels, Gramsci e Lênin.
Enquanto a Sociedade Perfeita, para usar um termo próprio da eclesiologia de São Roberto Belarmino, crê num Deus que se fez homem, Jesus Cristo, para morrer em nosso lugar, e, assim, pagar o preço do pecado e nos conduzir, por Sua Ressurreição, ao Paraíso Celeste, ligando-nos, novamente com o Pai, após termos perdido a graça original pelo pecado, os teólogos da libertação nem mesmo sustentam, na prática, a queda como ocasionada pelo diabo. Para eles, o homem é bom, retomando a abusiva filosofia de Rousseau - provando, novamente as similitudes filosóficas entre as revoluções francesa e bolchevique -, e seu único erro está na sociedade capitalista e gananciosa. Jesus, para eles, é um mártir, um líder assassinado, que veio não trazer a salvação e o perdão dos pecados, mas o "projeto de Deus", que, na linguagem pseudo-teológica, significa triunfo dos oprimidos na luta de classes.
Por meio de maquinações e auxílio de diversas circunstâncias históricas, eles, os "teólogos" da libertação, tiveram mais espaço na imprensa, até para promover a guerra contra os "opressores do Vaticano".
Não se colocam sob a autoridade do Papa, tudo questionando, como se a Igreja devesse ser uma democracia. Opõe as vontades de Nosso Senhor e da Igreja como se ambas não fossem exatamente a mesma.
De teólogos não têm nada, pois negam os pressupostos básicos da Sagrada Teologia. Reduzem-na a uma "Sociologia Religiosa" ou "Filosofia da Religião", e juntam-se, não às fileiras dos defensores da Igreja a qual dizem pertencer, mas aos milhares de grupos e movimentos que a atacam desde que ela surgiu. Estranha forma de seguir a Cristo...
A Teologia não se baseia, como as demais ciências, no método cartesiano. Não está fundada na descoberta humana, mas na Revelação Divina. Para ela, não servem de pressupostos o empirismo e as dores do povo, mas o amor e a soberania do Criador. É isso que diz a doutrina dos católicos, completada com a morte do último apóstolo, São João, e mostrada, com sabedoria sempre atual, por Sua Santidade.
Porém, cada vez que a voz do Papa se levanta para defender a doutrina que não é dele, mas está sob sua guarda, os novos "profetas" e pretensos seguidores de Cristo (qual Cristo??) o acusam de antiquado. Vi um deles, conhecido meu, a dizer que o Vaticano "só pensa em seu umbigo", quando atribuiu o bispo de branco da segredo de Fátima ao Romano Pontífice. Para ele, a Sede Apostólica está sendo egoísta ao atribuir a profecia para si.
O ódio socialista da Teologia da Libertação à Igreja deixa cegos seus fautores, a ponto de almejarem para si a condição de profetas quando denunciadores do supostos erros da sua própria Igreja, e quando justamente calados pela autoridade, se arvoram em mártires à maneira dos santos. É interessante, porém, acentuar que esses últimos morreram exatamente pela sua defesa apaixonada da Igreja e de todos os seus dogmas, e não por questionarem o magistério daquela que os acolheu e lhes deu a salvação.
Rafael Vitola Brodbeck
www.puggina.org
Quando um católico praticante se propõe a escrever ou participar da política, entendemos, na maioria das vezes, que é um militante da Teologia da Libertação, um marxista que entende Jesus como o maior de todos os revolucionários. É quase impossível encontrarmos na mídia, a partir dos anos 60, um católico político que não seja de esquerda. Pelo menos, entre os que estão em evidência.
Começo essa coluna, porém, num tom informal, e proclamando, segundo o ensino da Santa Madre Igreja, que a Teologia de Libertação NÃO representa o catolicismo, muito menos o seu ensino político, que, longe de compactuar com a extrema direita fascista, também não morre de amores pelo socialismo e suas variadas e convenientes mutações.
Eis, de modo resumido, as razões:
A Igreja prega a harmônica desigualdade, na qual, pela ordem hierárquica e pela dedicação diferenciada às pessoas conforme seus acidentes, mesmo que tenham uma substância de igual dignidade, presta verdadeiro louvor ao Deus Uno e Trino que dessa forma tudo dispôs. Já a Teologia da Libertação prega o igualitarismo, não entendendo o mais basilar conceito ocidental, e entregando-se, apaixonadamente, aos (des)ensinos de Marx, Engels, Gramsci e Lênin.
Enquanto a Sociedade Perfeita, para usar um termo próprio da eclesiologia de São Roberto Belarmino, crê num Deus que se fez homem, Jesus Cristo, para morrer em nosso lugar, e, assim, pagar o preço do pecado e nos conduzir, por Sua Ressurreição, ao Paraíso Celeste, ligando-nos, novamente com o Pai, após termos perdido a graça original pelo pecado, os teólogos da libertação nem mesmo sustentam, na prática, a queda como ocasionada pelo diabo. Para eles, o homem é bom, retomando a abusiva filosofia de Rousseau - provando, novamente as similitudes filosóficas entre as revoluções francesa e bolchevique -, e seu único erro está na sociedade capitalista e gananciosa. Jesus, para eles, é um mártir, um líder assassinado, que veio não trazer a salvação e o perdão dos pecados, mas o "projeto de Deus", que, na linguagem pseudo-teológica, significa triunfo dos oprimidos na luta de classes.
Por meio de maquinações e auxílio de diversas circunstâncias históricas, eles, os "teólogos" da libertação, tiveram mais espaço na imprensa, até para promover a guerra contra os "opressores do Vaticano".
Não se colocam sob a autoridade do Papa, tudo questionando, como se a Igreja devesse ser uma democracia. Opõe as vontades de Nosso Senhor e da Igreja como se ambas não fossem exatamente a mesma.
De teólogos não têm nada, pois negam os pressupostos básicos da Sagrada Teologia. Reduzem-na a uma "Sociologia Religiosa" ou "Filosofia da Religião", e juntam-se, não às fileiras dos defensores da Igreja a qual dizem pertencer, mas aos milhares de grupos e movimentos que a atacam desde que ela surgiu. Estranha forma de seguir a Cristo...
A Teologia não se baseia, como as demais ciências, no método cartesiano. Não está fundada na descoberta humana, mas na Revelação Divina. Para ela, não servem de pressupostos o empirismo e as dores do povo, mas o amor e a soberania do Criador. É isso que diz a doutrina dos católicos, completada com a morte do último apóstolo, São João, e mostrada, com sabedoria sempre atual, por Sua Santidade.
Porém, cada vez que a voz do Papa se levanta para defender a doutrina que não é dele, mas está sob sua guarda, os novos "profetas" e pretensos seguidores de Cristo (qual Cristo??) o acusam de antiquado. Vi um deles, conhecido meu, a dizer que o Vaticano "só pensa em seu umbigo", quando atribuiu o bispo de branco da segredo de Fátima ao Romano Pontífice. Para ele, a Sede Apostólica está sendo egoísta ao atribuir a profecia para si.
O ódio socialista da Teologia da Libertação à Igreja deixa cegos seus fautores, a ponto de almejarem para si a condição de profetas quando denunciadores do supostos erros da sua própria Igreja, e quando justamente calados pela autoridade, se arvoram em mártires à maneira dos santos. É interessante, porém, acentuar que esses últimos morreram exatamente pela sua defesa apaixonada da Igreja e de todos os seus dogmas, e não por questionarem o magistério daquela que os acolheu e lhes deu a salvação.
Rafael Vitola Brodbeck
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