Publicado por Dudao em 04/9/2011 (1746 leituras)
Sem. Eduardo da Costa
Resumo das leituras:
Primeira: (Ez 33, 7-9) "Eu te estabeleci como vigia para a casa de Israel".
Salmo 94(95): "Não fecheis o coração; ouvi, hoje, a voz de Deus".
Segunda: (Rom 13, 8-10) "Quem ama o próximo está cumprindo a lei".
Evangelho: (Mt 18, 15-20) "Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo".
A liturgia de hoje nos recorda que todo cristão tem o dever de instruir e mostrar o caminho de Deus a seus irmãos. Na primeira leitura, Deus institui o profeta Ezequiel sentinela de Israel. O sentinela é o homem que tem a responsabilidade de vigiar a aproximação do inimigo e avisar o que está dormindo ou em perigo de ser surpreendido. É exatamente isso que faz Ezequiel: adverte os homens de sua má conduta e deixa claro que se trata de algo muito sério. Tanto é assim que somos responsáveis pela salvação ou perdição de nossos irmãos. Jesus não só diz que devemos corrigir o que peca, mas nos diz como devemos fazê-lo: com paciência e caridade. Além disso, nos admoesta à “oração em comum” (evangelho). São Paulo nos lembra de que o amor ao próximo é a chave para o trato verdadeiramente cristão, pois a caridade e a bondade são capazes de abrandar os corações mais endurecidos de todos.
Reflexão:
Mais de uma vez temos escutado o adágio: “o cristão não se salva sozinho”, e é sobre isso que a Igreja nos sugere refletir no dia de hoje. A preocupação com o outro se fundamenta no amor fraterno e se concretiza na responsabilidade de fazer o bem e ajudar os que não o fazem.
A Igreja-comunhão tem uma dupla missão: em primeiro lugar, levar os homens a comunhão com Deus: “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”. É importante lembrar que Jesus não fala somente de união material, nem busca somente isso, mas é como se nos dissesse: se alguém Me tem como fundamento e causa principal do amor ao próximo, terá também a graça da minha presença.
Em segundo lugar, a missão da Igreja é proporcionar a comunhão dos homens entre si. Esta última brota como consequência da primeira e não se dá sem aquela. Aqui é onde entra a correção fraterna, pois a Igreja deve velar como sentinela pela união de todos os membros do corpo de Cristo. O pecado fere a Deus, a pessoa que o comente causa feridas a todo o Corpo Místico de Cristo, por isso é fundamental para que haja unidade entre os homens o esforço de todos para vivermos santamente. A correção fraterna nada mais é do que um meio para trazer novamente o irmão desviado ao caminho de Deus. O que cala e omite corrigir um irmão que peca é culpável de igual forma que o pecador.
Temos, portanto o a urgência de libertar-nos de toda concepção errônea de que é possível a salvação pessoal sem a preocupação com os outros, pois este tipo de pensamento é estranho ao Evangelho. Precisamos salvar-nos juntos como Igreja e apresentar-nos juntos na casa do Pai, portanto temos a obrigação de trabalhar em comunhão, uns pelos outros. Que diria Deus, o nosso Pai comum, se chegássemos à casa do Pai sem os nossos irmãos?
A caridade tem como frutos a alegria, a paz e a misericórdia; exige a beneficência e a correção fraterna; é benevolência; suscita a reciprocidade; é desinteressada e liberal; é amizade e comunhão. A finalidade de todas as nossas obras é o amor. Este é o fim, é para alcançá-lo que corremos, é para ele que corremos; uma vez chegados, é nele que repousaremos
(CIC 1829)
Resumo das leituras:
Primeira: (Ez 33, 7-9) "Eu te estabeleci como vigia para a casa de Israel".
Salmo 94(95): "Não fecheis o coração; ouvi, hoje, a voz de Deus".
Segunda: (Rom 13, 8-10) "Quem ama o próximo está cumprindo a lei".
Evangelho: (Mt 18, 15-20) "Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo".
A liturgia de hoje nos recorda que todo cristão tem o dever de instruir e mostrar o caminho de Deus a seus irmãos. Na primeira leitura, Deus institui o profeta Ezequiel sentinela de Israel. O sentinela é o homem que tem a responsabilidade de vigiar a aproximação do inimigo e avisar o que está dormindo ou em perigo de ser surpreendido. É exatamente isso que faz Ezequiel: adverte os homens de sua má conduta e deixa claro que se trata de algo muito sério. Tanto é assim que somos responsáveis pela salvação ou perdição de nossos irmãos. Jesus não só diz que devemos corrigir o que peca, mas nos diz como devemos fazê-lo: com paciência e caridade. Além disso, nos admoesta à “oração em comum” (evangelho). São Paulo nos lembra de que o amor ao próximo é a chave para o trato verdadeiramente cristão, pois a caridade e a bondade são capazes de abrandar os corações mais endurecidos de todos.
Reflexão:
Mais de uma vez temos escutado o adágio: “o cristão não se salva sozinho”, e é sobre isso que a Igreja nos sugere refletir no dia de hoje. A preocupação com o outro se fundamenta no amor fraterno e se concretiza na responsabilidade de fazer o bem e ajudar os que não o fazem.
A Igreja-comunhão tem uma dupla missão: em primeiro lugar, levar os homens a comunhão com Deus: “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”. É importante lembrar que Jesus não fala somente de união material, nem busca somente isso, mas é como se nos dissesse: se alguém Me tem como fundamento e causa principal do amor ao próximo, terá também a graça da minha presença.
Em segundo lugar, a missão da Igreja é proporcionar a comunhão dos homens entre si. Esta última brota como consequência da primeira e não se dá sem aquela. Aqui é onde entra a correção fraterna, pois a Igreja deve velar como sentinela pela união de todos os membros do corpo de Cristo. O pecado fere a Deus, a pessoa que o comente causa feridas a todo o Corpo Místico de Cristo, por isso é fundamental para que haja unidade entre os homens o esforço de todos para vivermos santamente. A correção fraterna nada mais é do que um meio para trazer novamente o irmão desviado ao caminho de Deus. O que cala e omite corrigir um irmão que peca é culpável de igual forma que o pecador.
Temos, portanto o a urgência de libertar-nos de toda concepção errônea de que é possível a salvação pessoal sem a preocupação com os outros, pois este tipo de pensamento é estranho ao Evangelho. Precisamos salvar-nos juntos como Igreja e apresentar-nos juntos na casa do Pai, portanto temos a obrigação de trabalhar em comunhão, uns pelos outros. Que diria Deus, o nosso Pai comum, se chegássemos à casa do Pai sem os nossos irmãos?
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