Publicado por Tht em 24/12/2011 (1873 leituras)
Thiago Amorim CarvalhoÉ Natal. Os que perambulam pelas trevas desse mundo já podem ver a Luz de Cristo que a graça de Deus fez resplandecer em meio às sombras. Ele nasceu de uma Virgem, sem lugar para ficar, numa manjedoura a caminho de Belém. Não havia lugar para eles na hospedaria. Não havia uma alma solidária o suficiente para dar ao Filho do Homem um lugar para encostar a cabeça.
Assim mesmo, Ele veio, para nos ensinar a abandonar a impiedade e a viver neste mundo com justiça e equilíbrio; com a Caridade, da qual o Senhor se valeu para restaurar nos homens a comunhão divina.
O Menino não ficaria muito tempo sozinho. A capacidade magnética de Seu Amor não demoraria a se fazer evidente. Chegaram pastores humildes, sábios que vieram de longe, espíritos angelicais que passaram a glorificar a Deus no mais alto dos céus pela epifania de Sua Majestade entre as nações. Sinais reconhecidos por almas justas, abertas a escutar as vozes celestiais. Corações dispostos ao bem sempre acabam encontrando a estrada para Belém. E para aqueles que, como Herodes, se deixam permear pela iniquidade, as estrelas mostram outros caminhos; caminhos de perdição. Ficam incapazes de encontrar o menino; de reconhecê-lo.
Na estrebaria havia lugar para Jesus, nascido e envolto em faixas, inebriado de Amor; encerraria sua jornada neste mundo, amando até o fim, suspenso no madeiro, envolto em outras faixas. Obedeceu ao Pai, em tudo, não conheceu o pecado e fez derramar seu sangue a fim de restabelecer para sempre a justiça original.
Sim, é grande o mistério que se celebra, e grandes foram os que se dispuseram a cumprir a vontade de Deus a fim de permitir que todas essas coisas tivessem lugar na história de nossa salvação. Do sim de Maria, da bondade de José que a acolheu ainda antes de compreender profundamente os desígnios divinos, da insistência de João Batista a preparar os caminhos para o advento do Senhor.
Possamos nós meditar estes mistérios e aprender alguma coisa do Amor de Deus; vencer paixões mundanas e colocar nossos sentidos a serviço da razão iluminada pela Verdade e tendo o olhar voltado para Deus. Reunamo-nos fraternalmente; amemos, perdoemos, destituamos nosso orgulho de seu trono, para que aquele que traz nos ombros a marca da realeza possa assumir seu lugar como Conselheiro Admirável, Príncipe da Paz e Pai dos Tempos que Virão. Cantemos, bendigamos, rejubilemos na presença do Senhor.
Feliz Natal!
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