Pequena Reflexão sobre o matrimônio
Eu estava lendo (É Cristo que passa) sobre o matrimônio hoje no site
http://www.escrivaworks.org.br (São Josemaria Escriva) e copiei alguns trechos, montando assim este texto. Porque hoje em dia é tão difícil encontrar verdadeiros matrimônios. Matrimônios “vocacionados” e não “convencionais” ou “padronizados”. Quando vocacionado, o crescimento humano quanto espiritual são abraçados por ambos e diante problemas (as famosas “crises conjugais”, vendidas pela sociedade a preços extremamente baixos) como ambos tem consciência do compromisso assumido com Deus, do seu Sim ao chamamento Divino, procuram uma forma para resolvê-los sem maiores danos.
Mas, quando convencionais e padronizados, o percurso com certeza será bem diferente se comparado as renúncias do primeiro, e a forma para enfrentar os problemas também serão, tornando-se assim mais fácil caminhar para uma separação porque a moda é dizer que não houve compatibilidade de gênios etc e tal. Por isso tantos divórcios, tantos lares destruídos pela infidelidade, mentiras e rancores. O que falta é a Luz Divina para guiar estas pessoas que assumem um compromisso com Deus, com os filhos e com a sociedade. Desejo a todos uma boa leitura e uma excelente reflexão.
"Para o cristão o matrimônio não é uma simples instituição social e menos ainda um remédio para as fraquezas humanas: é uma autêntica vocação sobrenatural. Sacramento grande em Cristo e na Igreja, como diz S. Paulo, é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, contrato que um homem e uma mulher fazem para sempre, pois, quer queiramos quer não, o matrimônio instituído por Jesus Cristo é indissolúvel, sinal sagrado que santifica, ação de Jesus, que invade a alma dos que se casam e os convida a segui-Lo, transformando toda a vida matrimonial num caminhar divino pela Terra."
(ponto 23)
O matrimônio é um sacramento que faz de dois corpos uma só carne; como diz com expressão forte a teologia, sua matéria são os próprios corpos dos nubentes. O Senhor santifica e abençoa o amor do marido pela mulher e o da mulher pelo marido: estabelece não somente a fusão de suas almas, mas também a de seus corpos. Seja ou não chamado à vida matrimonial, nenhum cristão pode desprezá-la. (ponto 24)
É muito importante que nunca falte o sentido vocacional do matrimônio, tanto na catequese e pregação como na consciência daqueles a quem Deus queira nesse caminho, já que estão real e verdadeiramente chamados a incorporar-se aos desígnios divinos de salvação de todos os homens.(ponto 30)
Enquanto caminhamos pela terra, a dor é a pedra de toque do amor. No estado matrimonial, considerando as coisas de uma maneira descritiva, poderíamos afirmar que há anverso e reverso. De um lado, a alegria de se saber querido, o entusiasmo de construir e fazer singrar um lar, o amor conjugal, o consolo de ver os filhos crescerem. De outro, dores e contrariedades, o passar do tempo, que consome os corpos e ameaça azedar os caracteres, a aparente monotonia dos dias que parecem sempre iguais. (ponto 24)
Formaria um pobre conceito do matrimônio e do carinho humano quem pensasse que, ao tropeçar com essas dificuldades, o amor e a alegria se acabam. Precisamente então, quando os sentimentos que animavam aquelas criaturas revelam a sua verdadeira natureza, é que a doação e a ternura se enraízam e se manifestam como um afeto autêntico e profundo, mais poderoso do que a morte. (ponto 24)
Como descreverei - pergunta um escritor dos primeiros séculos - a felicidade desse matrimônio que a Igreja une, que a entrega confirma, que a bênção sela, que os anjos proclamam, e que Deus Pai tem por celebrado?... Ambos os esposos são como irmãos, servos um do outro, sem que se dê entre eles separação alguma, nem na carne nem no espírito. Porque verdadeiramente são dois numa só carne, e onde há uma só carne deve haver um só espírito... Ao contemplar esses lares, Cristo se alegra e envia-lhes a sua paz; onde estão dois, ali está Ele também, e onde Ele está, não pode haver nada de mau. (ponto 29)
*** 17/02/2009 – ECCPoswar ***
Você pode enviar artigos para nós a partir da opção respectiva no menu principal.
Eles devem estar assinados e com a fonte especificada, serão avaliados e podem ser publicados, sofrendo edição se necessário à adequação de nossas políticas internas.
Em todo caso, a responsabilidade pelas informações prestadas é dos respectivos autores dos textos.
Se você gostou deste artigo, partilhe suas opiniões usando
os diversos mecanismos disponíveis: comentando, indicando-o através dos "bookmarks", compartilhando-os no Orkut©, Facebook© etc. Você também pode receber, em seu e-mail atualizações sobre novos
artigos ou
notícias, cadastrando-se em nossas newsletters, ou ainda utilizar nossos feeds (RSS).