| Capela Virtual Antiga - Últimas publicações |
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29/09/2007
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Categoria: 3) Reflexões
Autor: MariaJoao (10:14 pm)
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Nos ultimos tempos têm-me incomodado as palavras de Jesus a Pedro:-Tu amas-Me?.E 3 vezes foram repetidas.E por Jesus ressuscitado. Uma carência de Amor inusitada em Quem é o Totalmente Outro,o Todo Poderoso,o Senhor do Mundo,o Senhor da Vida e da História,carente de Amor como se fosse o mais pequenino de nós. Que Amor infinito esse que não se pode conter em Si mesmo,encontrando a sua expressão na fusão com aqueles que criou e para quem encarnou. Tu amas-Me?...mais que Prisioneiro do Amor é o Mendigo do Amor.No sacrário,no trabalho,na vida e na morte e em todos os outros e outras que nascem,labutam e sofrem nos quatro cantos do mundo ,sempre nos pergunta:Tu amas-me?. |
14/09/2007
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Categoria: 3) Reflexões
Autor: MariaJoao (1:18 pm)
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1. Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.João 13. Eles não eram interessantes,nem cultos,nem agradáveis,nem falavam bem...eram antes brigões,aborrecidos,tapados,ciumentos,linguareiros,desconfiados. Havia certamente gente mais interessante,inteligente,perfeita , bem falante e conhecedora na Galileia e na Judeia. Mas Jesus ,apesar de tudo o que eles não eram...não os abandonou...a sua atenção,a sua ternura,o seu cuidado,o seu dialogo directo,chamando cada um pelo seu nome continuou até ao fim. Este é um dos sinais mais comovedores que Jesus nos deixou de como havemos de proceder. Pai,pelo Teu Filho ,nosso companheiro pelas estradas de Emaús das nossas vidas,não deixes que vejamos mais do que filhos teus naqueles que encontramos.. |
25/08/2007
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Categoria: 3) Reflexões
Autor: MariaJoao (6:33 pm)
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Tinha 20 anos quando numa peregrinação a Lurdes visitamos uma abadia da Trapa (ordem cistercience da estrita observância) em Espanha,em que me deram duas estampas do Beato frei Rafael,aquele noviço investido no leito de morte do que ardentemente desejava,que guardei. Numa das paredes da hospedaria onde fomos recebidas pelo irmão hospedeiro estava anunciado um retiro com as palavras "nestes dias só eu e Deus". Essa frase ecoou muito forte dentro de mim e aí permaneceu. Mas hoje já não creio asim.Com Deus estamos sempre em comunhão de muitos.Não é possivel estar só com Ele.Deus mesmo,uno e trino,é comunhão de três.Por Cristo vamos ao Pai e o corpo de Cristo é imenso. Connosco estão Nele a Virgem Maria,os anjos e santos e todas as pessoas que ao longo da vida partilharam connosco,mais ou menos tempo a faixa de rodagem. E encontramos também essa multitude de pessoas de todas as idades e gerações como tão bem nos diz Teilhard de Chardin :Eu amo-Vos Jesus pela multidão que se abriga dentro de vós,que ouço, com todos os outros seres ,falar,rezar,chorar,quando me junto a Vós . |
29/07/2007
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Categoria: 3) Reflexões
Autor: MariaJoao (7:17 am)
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«Digo-vos, pois: Pedi e ser-vos-á dado; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á; porque todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra, e ao que bate, abrir-se-á. Qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? Ou, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que lho pedem!» Pai,pelo teu Filho nos dizes de uma maneira tão concreta e prática...que tu não dás um escorpião,quando pedimos um ovo,nem uma serpente,quando pedimos um peixe porque ainda és mais Pai,mais Abba que os nossos pais terrestres,tu dás-nos TUDO,o Espírito Santo,o Consolador,o Fortalecedor se o pedirmos. Deus,Pai e Mãe que disseste pelo Teu Filho,com uma ternura singular, que nos querias aconchegados debaixo da Tua asa ,como os pintaínhos (Mateus 23,37) porque aí enfrentamos as angústias ,mudamos os tempos,levamos a nossa cruz de cada dia como uma marca gloriosa da Ressurreição ! Ajuda-nos ,Pai das Misericórdias,para que em Ti,no Teu Amor uno e trino, façamos a nossa morada permanente ! |
16/06/2007
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Categoria: 3) Reflexões
Autor: maitetosta (12:59 am)
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Citando: Neste mundo secularizado, somos chamados a sermos missionários e anunciadores do Reino de Deus. Jesus voltou ao Pai glorioso, porque se doou, porque viveu para fazer a vontade do Pai. Devemos dar testemunho disso, continuando a obra de Jesus. ...leia mais |
15/04/2007
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Categoria: 3) Reflexões
Autor: MariaJoao (7:12 am)
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7. Agora eles reconheceram que todas as coisas que me deste procedem de ti. 8. Porque eu lhes transmiti as palavras que tu me confiaste e eles as receberam e reconheceram verdadeiramente que saí de ti, e creram que tu me enviaste. 10. Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu. Neles sou glorificado. 11. Já não estou no mundo, mas eles estão ainda no mundo; eu, porém, vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me encarregaste de fazer conhecer, a fim de que sejam um como nós.Jo 17. O capitulo 17 de S.João anúncia-nos uma boa nova. Jesus intercede por nós junto do Pai e o modo como o faz.Este capitulo ,na sua totalidade, deve estar perto dos nossos olhos e ainda mais do nosso coração.Jesus associa a nossa carga pecadora e tão frágil à Sua oração.Nada continua igual.Neste Domingo celebrando a misericórdia divina,como é bom lembrá-lo. E é mais que um intercessor,porque é a interface entre nós e o Pai.Ele veio Dele,transmite o que ouviu ao Pai e ensina-nos como O havemos de reconhecer. Senhor ,não afastes de nós a Vossa Face. Kyrie Eleyson. Reconhecer o mistério de Jesus, que dá a Sua vida por amor e que permite assim o acesso à mesma intimidade que O liga ao Pai pelo seu amor comum é motivo para nos alegrarmos e causador da nossa gratidão. É assim que Maurizio Costa (S.J.) fala da oração cristã:”O silêncio eterno do Pai de onde a voz parte e onde termina, e o silêncio do coração do homem, que a recebe e, através da força do Espírito, a restitui como dom de si sempre mais pleno” . Estando com Ele ,esvaziando-do-nos de nós para nos enchermos do Ressuscitado,a nossa mudança (metanoia) vai-se produzindo para permitir que o testemunho e o anúncio sejam uma constante da nossa vida,dada para não mais acabar. Terminemos,orando"Bendito sejas,Senhor nosso Deus.Tu resgatas e visitas o teu povo por Jesus,o Teu Filho bem amado.Tu enviaste-O para que Ele nos abra o caminho da paz.Nestes dias em que reconciliou o mundo na entrega do Seu Corpo,escuta a Sua oração:Que todos os homens estejam Nele,como Tu,Pai,com Ele e com o Espírito,Vós sois Um,agora e por todos os séculos dos séculos.Amen". |
06/04/2007
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Categoria: 3) Reflexões
Autor: Marcia (7:59 pm)
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A vontade de Deus manifesta-se no salmo 128: contemplar um dia todos os seus filhos, como rebentos de oliveira, ao redor da sua mesa . Por isso e para isso nos escreveu uma longa carta de amor, que se estende por milhares de páginas..Nelas comunica o Seu amor por nós ,amor de tal maneira forte,que vai até ao ciúme.(Tg 4,5) Uma carta de amor exigente e terno,que faz e renova uma aliança com o homem e que se desenvolve em gerações continuas até atingir a própria incarnação da Palavra,no Senhor Jesus. (João 1,14). Uma declaração de amor que exprime de forma bem clara e afirmativa a Sua intervenção a nosso favor: "em todas as suas aflições. Não era um mensageiro nem um anjo, mas sua própria Face que os salvava. No seu amor e na sua ternura ele mesmo os livrava do perigo. Durante o passado sustentou-os e amparou-os constantemente". (Is 63,9) Uma declaração de amor que conforta e anima: “De longe me aparecia o Senhor: amo-te com eterno amor, e por isso a ti estendi o meu favor". (Jr 31,3). "O Senhor teu Deus está no meio de ti como herói Salvador! Ele anda em transportes de alegria por causa de ti, e te renova no seu amor. Ele exulta de alegria a teu respeito" (Sf 3,17). Uma declaração de amor que nos revela como a palavra do Senhor cura e fortalece: "Respondeu o centurião: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa. Dizei uma só palavra e meu servo será curado". (Mt 8,8). "Pela tarde, apresentaram-lhe muitos possessos de demônios. Com uma palavra expulsou ele os espíritos e curou todos os enfermos". (Mt 8,16) Uma declaração de amor que nos tem como alvo absoluto,que pede a nossa adesão,o nosso abrir de coração à expansão da vida divina que nele habita.Que se faz alimento, em nós, como o pão de cada dia : "Jesus respondeu: Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus (Dt 8,3)". (Mt 4,4).Que produz frutos abundantes: "A terra boa semeada é aquele que ouve a palavra e a compreende, e produz fruto: cem por um, sessenta por um, trinta por um". (Mt 13,23). Uma declaração de amor,que somos convidados e ajudados a transmitir para que seja possível festejar as núpcias do Cordeiro acompanhados de muitos e muitos irmãos,sentados ,como rebentos de oliveira ,em redor da mesa de Deus-Pai:. "Os discípulos partiram e pregaram por toda a parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam". (Mc 16,20) Maria João |
06/04/2007
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Categoria: 3) Reflexões
Autor: Marcia (7:56 pm)
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De muitas maneiras Jesus nos faz sentir que a oração faz parte integrante do cristão. Como está escrito em Lucas 18,1 - Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo. Para que compreendamos bem qual o valor que tem para o Pai a nossa comunicação com Ele,recorre a parábolas ,em que com cores bem vivas ,nos descreve que devemos ser até importunos,insistir sem desfalecimento,não desistindo ,de em harmonia com a vontade de Deus, fazermos os nossos pedidos e súplicas,como é próprio dos filhos.(Lucas 18,2). Assim nos fala Jesus da viúva ,que conseguiu obter justiça pela sua persistência (Lucas 18,2) ou do amigo que conseguiria alcançar os pães necessários,porque não se cansava de os pedir.(Lucas 11,5). O dinamismo da nossa relação com Deus dá-nos essa intimidade com uma aproximação tão intensa,que permite até sermos importunos. Que prova de amor tão grande o Pai nos concede ,que como abdicando da sua grandeza e glória,nos aproxima Dele em dialogo tão familiar,como só um Abba cheio de ternura e de complacência por estes seres frágeis que somos ,mas a quem quiz entregar a graça da filiação divina. Diz S.Paulo ,lançando-nos nos braços amorosos do Pai: 6. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a acção de graças.Fl 4 Mas em todos os nossos pedidos e súplicas sempre estará presente o maior dom que o Pai nos pode conceder : 13. Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem.Lucas 11 Na verdade,no nosso coração, apenas com o Espírito Santo podemos implorar:Abba,Paizinho querido,Pai Santo,Pai bem amado. Maria João |
06/04/2007
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Categoria: 3) Reflexões
Autor: Marcia (7:53 pm)
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Jesus procurava intensamente o contacto íntimo com o Pai.Depois de atender multidões,curar os doentes,receber todos os que se aproximavam para O ouvir,para O tocar ,retirava-se para orar ao Pai. Retirava-se para lugares calmos e solitários em que a comunhão atingisse a plenitude,sem conhecer horas de terminar.A oração era alimento para as jornadas de intenso ardor apostólico,de fadiga extenuante.Jesus encontrava-se com o Pai,buscava continuamente a Sua vontade.Porque contemplava e orava podia fazer muitas coisas, sem que se interrompesse a corrente de amor e de obediência que o ligava a Deus: "Feito isso, subiu à montanha para orar na solidão. E, chegando a noite, estava lá sozinho". (Mt 14,23) "E despedido que foi o povo, retirou-se ao monte para orar". (Mc 6,46) "Mas ele costumava retirar-se a lugares solitários para orar". (Lc 5,16) "Naqueles dias, Jesus retirou-se a uma montanha para rezar, e passou aí toda a noite orando a Deus". (Lc 6,12) Na minha vida de cada dia,no meio dos problemas que se me apresentam,envoltos que somos em fadigas e trabalhos é a oração ao Pai ,com Jesus e como Jesus, que nos faz enfrentar o desgaste dos dias apressados e rotineiros, dando-lhe um esplendor de transfiguração,promessa antecipada de tempos futuros Jesus quando foi baptizado,no início da sua vida pública, orava e a sua oração atraíu o Espírito Santo e a manifestação do afecto do Pai: "Quando todo o povo ia sendo batizado, também Jesus o foi. E estando ele a orar, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e veio do céu uma voz: Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição. (Lc 3,21-22) No início de uma nova tarefa,no chamamento para o cumprimento de uma missão,como Jesus oremos,para que o Espírito Santo nos anime a prosseguir e o Pai manifeste o amor que nos têm em seu perpétuo encontro connosco. Jesus.impulsiona os seus discípulos para com Ele e por Ele,procurarem o dialogo com Deus,na comunhão do Espírito Santo, que clama em nós:Abba,Pai (Gal 4,6).: "Num dia em que ele estava a orar a sós com os discípulos, perguntou-lhes: Quem dizem que eu sou?" (Lc 9,18) "Passados uns oitos dias, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e subiu ao monte para orar". (Lc 9,28) Procuremos a oração comunitária ,como os primeiros cristãos que ,em conjunto ,eram assíduos à oração (Actos 1,14) e seremos assistidos pela mesma presença viva de Jesus (Mat 18,19) Jesus entrega-se ,na angústia moral intensa da hora próxima da Paixão ,nas mãos do Pai: 36. Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar. 37. E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. 39. Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres.(Mt 26-36,37,39) No sofrimento,na solidão,na prova ,com Jesus e em Jesus, oremos ao Pai para nos fortalecer,quando tivermos que completar em nossa carne,o que falta à paixão de Cristo (Cl 1,24) Maria João |
06/04/2007
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Categoria: 3) Reflexões
Autor: Marcia (7:52 pm)
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Gn 31. Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom Gn 2 2. Tendo Deus terminado no sétimo dia a obra que tinha feito, descansou do seu trabalho. A Biblia ensina-nos desde os primeiros versículos como devemos viver.Não encoraja a ociosidade,mas leva-nos a ter como importante o repouso,o descanso depois do trabalho feito.O descanso, o repouso conforme a vontade de Deus é finalmente termos um tempo totalmente livre para Lhe entregarmos . Suspende-se o apressado movimento diário e o espírito pode subir à contemplação de Deus na Sua obra e renovar-se e fortalecer-se nesse tempo de Deus. Tempo especial em que os filhos de Deus são convidados a viverem num ritmo diferente ,marcado pela manhã da Ressurreição,deixando-se absorver pela presença do Ressuscitado. As nossas mãos desprendem-se ,o nosso intelecto solta-se das preocupações e tarefas do dia a dia para entrar no repouso de Deus. Repouso fecundo e regenerador,para plenificar em si próprio,a contemplação de como são belos e bons e gratuitos os dons de Deus. Permite,Senhor,que eu me deixe arrebatar pela Tua ternura,pela Tua beleza,pelo Teu afecto neste tempo de paragem, que me é concedido, para que me renovando em Ti,possa continuar a servir! Queridos irmãos e Irmãs,até Setembro.Que todos possam gozar deste tempo de Deus! Maria João |
31/03/2007
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Categoria: 3) Reflexões
Autor: Marcia (2:45 am)
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Muitas vezes as sagradas Escrituras nos falam da sede de Deus.De uma forma ardente ,os salmistas e os profetas encontraram as formas mais significativas de exprimir como os filhos do homem sentem intensamente a saudade de Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei contemplar a face de Deus? (Sl 41,3) Ó Deus, vós sois o meu Deus, com ardor vos procuro. Minha alma está sedenta de vós, e minha carne por vós anela como a terra árida e sequiosa, sem água. (Sl 62,2) Estendo para vós os braços; minha alma, como terra árida, tem sede de vós. (Sl 142,6) Por vezes a nossa terra árida não compreende ou não aceita a verdadeira causa de estar sequiosa.E na busca de sucedâneos o nosso eu profundo desgasta-se e perde-se. "Porque meu povo cometeu uma dupla perversidade: abandonou-me, a mim, fonte de água viva, para cavar cisternas, cisternas fendidas que não retêm a água". (Jr 2,13) Mas a nossa sede não é única.O nosso Deus é um Deus envolvente.Também Ele, desde sempre, tem sede de nós.Não aceita a nossa demissão,os nossos abandonos.Pacientemente procura cada um de nós,como o mais amorável dos pais. E no encontro, não cobre o filho extraviado apenas de beijos e abraços.Oferece os dons grandiosos que Jesus descreve com imagens das mais lindas que a visão humana pode atingir: …mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá sede. Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna". (Jo 4,14) "Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva (Zc 14,8; Is 58,11)". (Jo 7,38) Na verdade,quem não se extasiou perante uma cachoeira ou uma cascata em que a poalha irisada de luz reveste a água com mil reflexos de um esplendor magnifico,que o Apocalipse descreve com palavras fortes e belas.. "Novamente me disse: Está pronto! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim. A quem tem sede eu darei gratuitamente de beber da fonte da água viva". (Ap 21,6) "Mostrou-me então o anjo um rio de água viva resplandecente como cristal de rocha, saindo do trono de Deus e do Cordeiro". (Ap 22,1) Senhor,faz-nos compreender que apenas a tua água viva pode saciar a nossa sede! Senhor,faz que a minha e a tua sede se encontrem no abraço , que anuncia as núpcias eternas! Maria João |
31/03/2007
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Categoria: 3) Reflexões
Autor: Marcia (2:44 am)
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Quando começamos a compreender que na oração vamos encontrar Alguém e Alguém que nos ama de forma única o sentido da nossa oração muda. Não é mais um dever,uma obrigação mas uma corrida para o dialogo em que o coração escuta a voz do Pai e adora o Espírito que em si reza de forma inexprimível produzindo uma necessidade cada vez mais forte de conformar o nosso eu com Jesus,nosso divino Irmão. Dizia-nos um monge trapista, sobre a oração ,em que vivia imerso: “A oração não é só uma criação do Pai, mas também um dos poucos caminhos pelo qual o homem consegue chegar ao nível da linguagem divina. Quando o homem ora, o Pai consegue compreender a linguagem dos filhos. Sublinho que orar não significa forçosamente existência de sons, pode muito bem apenas ser a tua presença.” Na continuidade da oração vamos descobrindo que o Pai se vai revelando à medida do nosso próprio mistério,movendo as fibras mais ocultas do nosso ser,na Sua direcção. Muitas vezes nos apontam métodos e formas de rezar,mas nunca podemos abstrair a nossa maneira pessoal,o nosso esforço único de encontrar o Senhor.Vemos nos Evangelhos que todos os encontros de Jesus são pessoais. Quando os encontros se tornam mais e mais frequentes as virtualidades, que em nós existem, vão-se expandindo em vida de abundantes frutos. O Padre jesuíta Dário Pedroso dá-nos ,em síntese, toda a maravilhosa realidade dos nossos tempos com Deus: “Com a oração dar-se-á aos poucos a evangelização do nosso interior, da alma, do coração, da inteligência, da vontade, do afecto, do ser e da vida. Oração que não seja pietismo estéril, piedade balofa, espiritualidade vazia, mas grandeza de alma, plena de Deus, da sua vida e da sua graça. Por isso, oração que transforma, que cristifica, que converte, que cura, que transfigura, que nos mergulha em Deus e nos dá paz e alegria. Oração que nos faz viver de outro modo e nos compromete com os homens, com o mundo. Oração que nos dará o fogo dos Apóstolos da manhã de Pentecostes. Oração que nos fará incendiários ao jeito de Jesus. Oração que nos dará a graça de vivermos a vida com paixão, de coração aberto para amar sem medida. Oração que nos fará aprender a morrer, como o grão de trigo, para que os outros tenham vida e a tenham em abundância. Oração que nos abrirá o coração ao amor louco e apaixonado de Deus e nos fará descobri-Lo sempre, e cada vez mais e melhor, como o tesouro das nossas vidas.” Maria João |
29/03/2007
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Categoria: 3) Reflexões
Autor: Marcia (10:14 pm)
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Quando estudava no colégio das Doroteias ,aos meus 12 anos, ensinaram-me as Irmãs que havia dois anjos voando sobre a terra com dois cestos: num juntavam os pedidos e outro recebiam as acções de graças.Mas acontecia que o cesto dos pedidos chegava ao trono do Altíssimo muito cheio,mas o das graças estava sempre quase vazio. Foi uma boa lição, que não esqueci mais,no entanto faltava ainda muito para que eu compreendesse o que podia ser o “estado” de oração. Mais tarde, ao ler o I Livro de Samuel no versículo 5 encontrei na fala de Ana a explicação.Dizia ela:…”derramo a minha alma na presença do Senhor”. Nada de complicado,nada de difícil esse estar sempre em oração ,sempre derramando a alma na presença do Senhor,porque o Espírito de Deus nos dá assistência contínua,apenas pedindo a nossa disponibilidade e atenção. A sede de Deus,a ânsia de aqui e agora,na nossa vida comum de todos os dias,Lhe estar sempre unido nidifica no coração ,desabrochando,naturalmente,em oração,como a flor exposta aos raios de sol de um novo dia. Talvez que na espiritualidade do Oriente essa necessidade de orar “em todo o tempo,pelo Espírito “ (Ef 6,18) tivesse sido sentida mais cedo em todo o povo de Deus e não só,como no Ocidente,nos místicos ou religiosos.O conhecido livro do Peregrino Russo relata a experiência de uma alma simples, mas inundada de Jesus Cristo,que irradia em paz,paciência,serenidade . Referindo-se à oração do Jesus diz-nos: - “A oração irrompia no meu coração e eu precisava de calma e quietude para deixar essa chama subir livremente e para esconder um pouco os sinais exteriores da oração:lágrimas,suspiros,expressões de rosto,murmúrios dos lábios” e mais adiante “Qualquer pessoa pode fazer a mesma coisa.Basta mergulhar mais silenciosamente no fundo do coração e invocar mais o nome de Jesus Cristo:imediatamente se descobre a luz interior,tudo fica mais claro e,nessa clareza,aparecem certos mistérios do Reino de Deus.” (Lc 17,21) A própria Natureza se transfigura nessa união, tão intima ,com o Criador :-“ árvores, ervas, terra, ar, luz, todas estas coisas me dizem que existem para o homem e, para o homem dão testemunho de Deus: todas oravam, todas cantavam a glória de Deus.” Maria João |
29/03/2007
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Categoria: 3) Reflexões
Autor: Marcia (10:12 pm)
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A linguagem de Deus apenas se pode entender com o coração.No centro de nós próprios ,no mais profundo, Deus fala-nos. Mas nesta vida em que as palavras,os pedidos,as exigências se tornaram tão presentes…é difícil parar para ouvir a voz do coração. É difícil quando a mente é solicitada ,de forma sempre mais envolvente , para acompanhar os avanços da ciência ou o desenvolvimento da técnica, fazê-la concentrar-se no coração. Para nos ajudar temos a rica espiritualidade dos padres do deserto.Esses autores espirituais abrem-nos a via para reconhecermos que somos parte inerente de Deus e assim participantes da ilimitada capacidade de dar e receber amor. Aos padres do deserto,forma que geralmente se usa,para dominar as primeiras formas de monaquismo surgidas nos desertos do Egipto ou da Palestina,dos séculos III ao VI ,devemos a oração do coração que depois os místicos orientais,designadamente na Rússia ,desenvolveram. Consiste essa oração em aquietar a mente,fazendo-a descer ao coração e aí ser absorvida pela contemplação do Senhor,que está presente em nós, até que nada mais reste do que o encontro pleno de Deus e da sua criatura. E como é a oração do coração,que nos coloca em orante permanência e sempre vigilantes,para nos irmos configurando cada vez mais a Cristo,Senhor nosso? Com simplicidade e humildade, vamos invocar constantemente o nome de Jesus,com um coração, que se esvazia de pensamentos e preocupações para se deixar abraçar,na sua totalidade,pela misericórdia de Deus. Assim nos indicam vários monges do deserto,cujas falas foram recolhidas nesse pequeno tesouro da espiritualidade oriental que se chama Filocalia. Mais tarde,no século XII,S.Bernardo de Claraval manifesta,também no Ocidente,a poderosa força do nome de Jesus,escrevendo: Jesus é mel na boca, doce melodia no ouvido, alegria no coração. Mas é também medicina. Há no meio de vós alguém triste? Jesus desça ao coração e depois suba aos lábios; e eis que à luz desse nome desaparecem todas as nuvens, volta a serenidade. Cometeu alguém um pecado? Corre desesperado ao laço da morte? Mas se invocar esse nome de vida, não há de sentir imediatamente o respiro vital?... A quem é que, agitado e hesitante nos perigos, a invocação desse nome de força não restituiu imediatamente a confiança e repeliu o medo?... Nada melhor refreia o ímpeto da ira, reprime o tumor da soberba e cura a ferida da inveja...". Maria João |
29/03/2007
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Categoria: 3) Reflexões
Autor: Marcia (10:11 pm)
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Desde o princípio, os cristãos sentiam-se movidos a orar em comum e experimentavam a poderosa presença do Senhor :-. Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fracção do pão e nas orações Actos 2,42 Haviam entendido de uma forma profunda as palavras de Jesus ao dizer: "Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles". (Mt 18,20) De uma maneira misteriosa e intima Jesus associa-nos à sua oblação,à sua oração na santa Missa,onde a comunidade celebra e ora em conjunto com o sacerdote em coroamento, por excelência ,da oração comunitária. A nossa atitude de correspondência à iniciativa do Pai, em nos convocar para a Eucaristia, manifesta-se no louvor cantado,mas também em tempos de silêncio. Os 150 salmos, que eram a oração habitual de Cristo,de sua Mãe ou dos discípulos ,contém orações de súplica,orações de louvor,mas também possuem espaços em que apenas o coração se abre ao fulgor da misericórdia divina.Como crianças saciadas deixamos de gritar e de pedir e aninhamo-nos no colo da mãe . 2. … mantenho em calma e sossego a minha alma, tal como uma criança no seio materno, assim está minha alma em mim mesmo.S 131. Quantas vezes, no entanto, acontece termos tempestades dentro de nós,inquietações,agravos e ofensas que custam a desaparecer quando queremos entregar o nosso coração vazio,despojado e doado, totalmente, ao abandono nos braços do Pai. Mas confiantes em Jesus,que impera sobre os ventos tempestuosos da nossa vida ,como o fez no mar da Galileia,vamos pedir-Lhe que coloque o nosso coração numa tranquilidade receptiva e transformante, para que na actuação do Espírito ,sintamos a brisa suave da Presença de Deus – ( 1 Rs19,11-12) Maria João |




















