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Categoria:
Igreja
Igreja
Definição:
O termo grego 'ekklesía, do qual deriva o termo latino ecclesia, de que provém igreja, na Septuaginta traduz sempre a expressão hebraica qahal, que significa "aviso de convocação" e "assembléia reunida". Esse termo foi introduzido na época do Deuteronômio, por volta do século VII a.C., com uma fórmula significativa: "o dia da assembléia" (Dt 4,10; 9,10; 18,16), que Moisés pronuncia como lembrança do dia em que o Senhor lhe ordenara que convocasse o povo em assembléia (qahal=´ekklesía) para celebração da aliança. Essa assembléia, além disso, aparece com o determinativo kuríou (Dt 23, 1-8). É nessa linha que se encontra no discurso de Estêvão em At 7,38 para indicar a Assembléia do Sinai. No Novo Testamento, a freqüência do termo igreja se tornará progressiva, pelo uso evangélico exclusivo presente em Mt 16,18; 18,17, até às mais de cem vezes - 144 exatamente - em que é utilizada no restante do Novo Testamento.
Ora, o termo grego ´Ekklesía pode ser entendido tanto em sentido ativo como em sentido passivo, como prova a sua dupla tradução: de um lado, a igreja como convocação e, de outro, como congregação. Ambas as definições se encontram amplamente na patrística, e santo Isidoro de Sevilha as tornou clássicas no Ocidente com esta formulação: Ecclesia convocan et congregans - convocação divina - , Ecclesia convocata et congregata - comunidade dos convocados; S. Beda, jogando com o seu duplo significado, diz: "A Igreja gera constamentemente a Igreja" (Ecclesia quotidei signit Ecclesiam) e S. Cipriano distingue entre a Igreja "mãe" e a Igreja "fraternidade" (Ad ecclesiam matrem et ad vestram fraternitatem revertaminis). Ambas as definições não se completam para descrever aquilo que a Igreja é como "uma realidade complexa e análoga ao mistério do Verbo encarnado" (cf. LG 8). A Ecclesia de Trinitate (cf. LG 4), cuja missão ministerial tem origem na mesma Trindade, é ao mesmo tempo e sob outro aspecto Ecclesia ex hominibus, como "Igreja terrena" que entra na história dos homens (cf. LG 8,9). Trata-se de um duplo mistério de comunicação e de comunhão: graças à comunicação dos Sacramentos, das coisas santas (sancta), a Igreja é comunhão dos santos (sancti). Daí o duplo significado da fórmula que explicita o que a Igreja é no Credo, "communio sanctorum", conforme se entenda o segundo termo como neutro - coisas santas - ou masculino - os santos. A Igreja, nesta perspectiva, é ao mesmo tempo um ovil e um rebanho, é mãe e povo, é serio materno e fraternidade reunida. Parafraseando diversas citações patrísticas, pode-se falar, no primeiro sentido, da Ecclesia Mater Congregans; no seguno, da Ecclesia fraternitas congregata.
O Vaticano II dá uma resposta à pergunta sobre se existe uma definição de Igreja quando, no cap. I da Lumen Gentium, afirma que ela é um mistério. Com efeito, mais do que definida, a Igreja pode apenas ser descrita, como lembrou o sínodo de 1985, depois de haver enunciado a importância da Igreja Sacramento e comunhão: "O concílio descreveu de diversos modos a Igreja como povo de Deus, corpo de Cristo, esposa de Cristo, templo do Espírito santo, família de Deus. Essas descrições se completam mutuamente e devem ser compreendidas à luz do mistério de Cristo e da Igreja em Cristo" (II. 3, EV 9, 1790). além dos dois primeiros modos - povo de Deus e corpo de Cristo - que englobam os restantes, apresentamos aqui aqueles característicos da Igreja Sacramento e comunhão, completados com os conceitos de Igreja como tradição viva, sociedade e instituição.
.....
santos:
- "E, se em algum ponto errar, pelo fato de não entender bem o que com a mesma Escritura ou sem ela disser, declaro não ser minha intenção apartar-me da sã doutrina e sentido da Santa Madre Igreja Católica." (São João da cruz)
- "E a Noite, que é a fé na Igreja militante, onde ainda é de Noite, comunica a ciência à Igreja, e, por conseguinte, a toda alma, que, em si mesma, é Noite, porque ainda não goza da Clara sabedoria beatífica, e diante da fé fica privada da sua luz natural." (São João da cruz)
- "Guiemo-nos, pois, pela doutrina de Cristo-homem, de sua Igreja e seus ministros, e por este caminho, humano e visível, encontraremos remédios para nossas ignorâncias e fraquezas espirituais, pois para todas as necessidades aí se acha abundante remédio." (São João da cruz)
- "Deus não quer que ninguém a sós se creia a si nas coisas que tem como de Deus, nem se conforme nem se firme nelas, sem a Igreja." (São João da cruz)
- "Quanto à substância de nossa fé, não há mais artigos a revelar além dos já revelados na doutrina da Igreja: por essa razão é necessário à alma não só rejeitar qualquer coisa nova, mas também ter cautela para não admitir outras variedades sutilmente misturadas à substância dos dogmas." (São João da cruz)
- "Contentemo-nos com saber os mistérios e os dogmas na singeleza e Verdade em que são propostos pela santa Igreja. " (São João da cruz)
- "Pode haver, quanto a essas imagens e quadros, muita Vaidade e gozo inútil. Sendo tão importantes para o culto divino e tão necessários para mover a vontade à devoção como o demonstra o uso e aprovação da Santa Igreja." (São João da cruz)
- "Os Santuários especialmente dedicados a seu divino serviço oferecem mais segurança às nossas orações, tendo sido consagrados pela Igreja a esse fim." (São João da cruz)
- "As almas devem dirigir para Deus as forças e o gozo da vontade nas suas orações, não se apoiando em invenções de cerimônias que a Igreja Católica desaprova e das quais não usa." (São João da cruz)
- "Deixem o sacerdote celebrar a santa missa do modo e maneira conveniente, segundo a liturgia determinada pela Igreja. Não queiram usar de novidades, como se tivessem mais luz do que o Espírito santo e a sua Igreja." (São João da cruz)
- ""Et unam, sanctam, catholicam et apostolicam Ecclesiam!..." - Compreendo essa tua pausa quando rezas, saboreando: Creio na Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica..." (S. JoseMaría Escrivá - Caminho 517)
- "Que alegria poder dizer com todas as forças da minha alma: - Amo a minha mãe, a santa Igreja!" (S. JoseMaría Escrivá - Caminho 518)
- "Esse grito - "serviam!" - é vontade de “servir” fidelissimamente a Igreja de Deus, mesmo à custa dos bens, da honra e da vida."(S. JoseMaría Escrivá - Caminho 519)
- "católico, Apostólico, Romano! - Gosto de que sejas muito romano. E que tenhas desejos de fazer a tua “romaria”, "videre Petrum", para ver Pedro'" (S. JoseMaría Escrivá - Caminho 520)
- "Que bondade a de Cristo ao deixar à sua Igreja os Sacramentos! - São remédio para cada necessidade. - Venera-os e fica muito agradecido ao Senhor e à sua Igreja."(S. JoseMaría Escrivá - Caminho 521)
- "Deves ter veneração e respeito pela Santa liturgia da Igreja e por cada uma das suas cerimônias. - Cumpre-as fielmente. - Não vês que nós, os pobrezinhos dos homens, necessitamos que até as coisas mais nobres e grandes entrem pelos sentidos?" (S. JoseMaría Escrivá - Caminho 522)
- "A Igreja canta - disse alguém - porque falar não seria bastante para a sua oração. - Tu, cristão - e cristão escolhido -, deves aprender a cantar liturgicamente." (S. JoseMaría Escrivá - Caminho 523)
- "O único jeito é romper a cantar!, dizia uma alma enamorada, depois de ver as maravilhas que o Senhor operava por seu ministério. - E eu te repito o conselho: Canta! Que transborde em harmonias o teu agradecido entusiasmo pelo teu Deus." (S. JoseMaría Escrivá - Caminho 524)
- "Ser “católico” é amar a Pátria, sem a ninguém deixar que nos exceda nesse amor, e, ao mesmo tempo, ter por meus os ideais nobres de todos os países. Quantas Glórias da França são Glórias minhas! E igualmente muitos motivos de orgulho de alemães, de italianos, de ingleses..., de americanos e asiáticos e africanos, são também orgulho meu. - católico!... coração grande, espírito aberto."(S. JoseMaría Escrivá - Caminho 525)
- "Se não tens suma veneração pelo estado sacerdotal e pelo religioso, não é Verdade que amas a Igreja de Deus." (S. JoseMaría Escrivá - Caminho 526)
- "Aquela mulher que, em casa de Simão o leproso, em Betânia, unge com rico perfume a cabeça do Mestre, recorda-nos o dever de sermos magnânimos no culto de Deus. - Todo o luxo, majestade e beleza me parecem pouco." (S. JoseMaría Escrivá - Caminho 527)
- "Não podemos ser sectários, diziam-me com ares de equanimidade, perante a firmeza da doutrina da Igreja. Depois quando lhes fiz ver que quem tem a Verdade não é sectário, compreenderam o seu erro" (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 47)
- "Pessoas de diversas nações, de diferentes raças, de ambientes e profissões muito diversos... Ao falar-lhes de Deus, apalpas o valor humano e sobrenatural da tua vocação de apóstolo. É como se revivesses, na sua realidade total, o milagre da primeira pregação dos discípulos do Senhor: frases ditas em língua estranha, mostrando um caminho novo, foram ouvidas por cada um no fundo do seu coração, na sua própria língua. E passa pela tua cabeça, ganhando vida nova, a cena em que “partos, medos e elamitas...” se aproximaram felizes de Deus." (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 186)
- "Não esqueças que, nos assuntos humanos, também os outros podem ter razão: vêem a mesma questão que tu, mas de um ponto de vista diferente, com outra luz, com outra sombra, com outros contornos. - Somente na fé e na moral é que há um critério indiscutível: o da nossa mãe Igreja." (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 275)
- "Não é Verdade que haja oposição entre ser bom católico e servir fielmente a sociedade civil. Assim como não há razão para que a Igreja e o estado entrem em choque, no exercício legítimo da sua autoridade respectiva, voltados para a missão que Deus lhes confiou. Mentem - isso mesmo: mentem! os que afirmam o contrário. São os mesmos que, em aras de uma falsa liberdade, quereriam “amavelmente” que nós, os católicos, voltássemos às catacumbas." (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 301)
- " Não podemos cruzar os braços, quando uma sutil perseguição condena a Igreja a morrer de inanição, relegando-a para fora da vida pública e, sobretudo, impedindo-a de intervir na educação, na cultura, na vida familiar. Não são direitos nossos: são de Deus, e foi Ele que os confiou a nós, os católicos..., para que os exerçamos!" (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 310)
- "Muitas realidades materiais, técnicas, econômicas, sociais, políticas, culturais..., abandonadas a si mesmas, ou em mãos dos que não possuem a luz da nossa fé, convertem-se em obstáculos formidáveis para a vida sobrenatural: formam como que um campo fechado e hostil à Igreja. Tu, por seres cristão - pesquisador, literato, cientista, político, trabalhador... - tens o dever de santificar essas realidades. Lembra-te de que o universo inteiro - assim escreve o Apóstolo - está gemendo como que com dores de parto, à espera da libertação dos Filhos de Deus" (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 311)
- "Não queiras fazer do mundo um convento, porque seria uma desordem... Mas também não queiras fazer da Igreja um bando terreno, porque equivaleria a uma traição." (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 312)
- "A perene vitalidade da Igreja Católica garante que a Verdade e o espírito de Cristo não se afastam das diversas necessidades dos tempos."(S. JoseMaría Escrivá - Sulco 319)
- "Para tantos momentos da história, que o diabo se encarrega de repetir, parece-me uma consideração muito acertada aquela que me escrevias sobre lealdade: “Trago o dia todo, no coração, na cabeça, nos lábios, uma jaculatória: Roma!”"(S. JoseMaría Escrivá - Sulco 344)
- "Nunca partilharei, nem no terreno ascético nem no jurídico, da idéia dos que pensam e vivem como se servir a Igreja equivalesse a empoleirar-se."(S. JoseMaría Escrivá - Sulco 351)
- "Tens de crescer de dia para dia em lealdade à Igreja, ao Papa, à Santa Sé... Com um amor cada vez mais teológico!" (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 353)
- "Tens uma grande ânsia de amar a Igreja: tanto maior, quanto mais se agitam os que pretendem desfeá-la. Parece-me muito lógico: porque a Igreja é tua mãe" (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 354)
- "Os que não querem entender que a fé exige serviço à Igreja e às almas, cedo ou tarde invertem os termos, e acabam por servir-se da Igreja e das almas, para os seus fins pessoais." (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 355)
.....
pensamentos:
"amor pela Igreja:
amor que vela,
amor que luta,
amor que desculpa,
amor que exalta,
que escuta o coração da mãe;
que a contempla na fé.
que a acolhe na obediência,
que a dilata no apostolado,
que a santifica na própria vida" (Pe Marcial Maciel, LC)
- Quando um membro sofre, todos os membros sofrem com ele. O sofrimento dos mártires redunda em benefícios de todos. Por conseguinte, é uma grande honra sofrer humilhação por causa de Jesus, estar unido ao Senhor que sofre e participar de sua obra redentora. Ai de nós, se nossa solidariedade para com nossos irmãos for afetada pelo nosso materialismo prático, pela nossa crise de fé que quer negar a cruz, ou pela decadência moral que nos impede de fazer sacrifícios sensíveis ou mesmo empenhar a vida pelos irmãos e irmãs, que tem o direito de esperar de nos a solidariedade do amor e da Verdade. (Retirado do livro Um Mendigo de Deus, Pe Werenfried)
- Os nossos irmãos perseguidos são a elite da Igreja e ser solidário com eles e uma questão de honra. (Pe Werenfried)
- Não existe serviço de correio no céu. Por isso se quisermos escrever uma carta para Deus, temos que endereçá-la a alguém em que Deus habita. (Pe Werenfried)
- Eu perturbei a paz de consciência dos bravos cidadãos que consideram a Igreja como sendo a cidadela de sua salvação, onde vivem somente para salvar sua própria alma sem se incomodarem com os outros. (Pe Werenfried)
- Os bispos também são muito melhores do que pensamos. ((Pe Werenfried - durante o sínodo extraordinário dos bispos europeus em novembro de 1991)
- "A Igreja é para nós, na forma correspondente à nossa condição terrena, a realização mesma desta comunhão tão anelada. É ela que garante a nossa comunidade, comunidade não de destino, e sim de vocação. Os vínculos com que ela parece aprisionar-nos não visam senão libertar-nos, para dilatar-nos e unir-nos. Ela é a matriz em que se realiza aquela "unidade do Espírito", que, sem a "unidade do Corpo", não passaria de ilusão."(Henri de Lubac - Meditação sobre a Igreja (1953))
- "A Igreja, por meio do Concílio, não quis de forma alguma fechar-se em si mesma, referir-se somente a si mesma (o chamado "centrismo da Igreja"), mas, pelo contrário, quis abrir-se amplamente. Façamos continuamente nosso este voto, que é até um dever nosso; e para realizá-lo aprofundemos ainda mais o mistério da Igreja (cf. LG 2); é esta, com efeito, a Fonte da abertura e da missão (na missão do Filho e do Espírito)." (João Paulo II - Discurso ao Sínodo dos bispos de 1985
a respeito do Vaticano II)
- "Eu gostaria de lembrar como o Espírito santo vai suscitando na Igreja, ao longo da história, carismas especiais que respondem às necessidades do momento. Cada um desses carismas é Dom de Deus para a sua Igreja; dons que Ele dá a determinados homens para que eles, por sua vez, os transmitam a outros, e seja formada assim o que chamamos de família religiosa ou espiritual.
A imprensa laica, com freqüência, quer contrapor os diversos carismas. Esta lógica não funciona na dimensão espiritual, porque os carismas não se contrapõem, eles se complementam. Cada um tem a própria missão a cumprir. No fundo, todos os carismas estão em função da utilidade comum e a serviço da mesma fé da Igreja." (Pe Marcial Maciel LC)
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cf. apostolicidade da Igreja; autoridade da Igreja; bens comuns entre a Igreja e os irmãos separados; catecismo da Igreja Católica
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Ora, o termo grego ´Ekklesía pode ser entendido tanto em sentido ativo como em sentido passivo, como prova a sua dupla tradução: de um lado, a igreja como convocação e, de outro, como congregação. Ambas as definições se encontram amplamente na patrística, e santo Isidoro de Sevilha as tornou clássicas no Ocidente com esta formulação: Ecclesia convocan et congregans - convocação divina - , Ecclesia convocata et congregata - comunidade dos convocados; S. Beda, jogando com o seu duplo significado, diz: "A Igreja gera constamentemente a Igreja" (Ecclesia quotidei signit Ecclesiam) e S. Cipriano distingue entre a Igreja "mãe" e a Igreja "fraternidade" (Ad ecclesiam matrem et ad vestram fraternitatem revertaminis). Ambas as definições não se completam para descrever aquilo que a Igreja é como "uma realidade complexa e análoga ao mistério do Verbo encarnado" (cf. LG 8). A Ecclesia de Trinitate (cf. LG 4), cuja missão ministerial tem origem na mesma Trindade, é ao mesmo tempo e sob outro aspecto Ecclesia ex hominibus, como "Igreja terrena" que entra na história dos homens (cf. LG 8,9). Trata-se de um duplo mistério de comunicação e de comunhão: graças à comunicação dos Sacramentos, das coisas santas (sancta), a Igreja é comunhão dos santos (sancti). Daí o duplo significado da fórmula que explicita o que a Igreja é no Credo, "communio sanctorum", conforme se entenda o segundo termo como neutro - coisas santas - ou masculino - os santos. A Igreja, nesta perspectiva, é ao mesmo tempo um ovil e um rebanho, é mãe e povo, é serio materno e fraternidade reunida. Parafraseando diversas citações patrísticas, pode-se falar, no primeiro sentido, da Ecclesia Mater Congregans; no seguno, da Ecclesia fraternitas congregata.
O Vaticano II dá uma resposta à pergunta sobre se existe uma definição de Igreja quando, no cap. I da Lumen Gentium, afirma que ela é um mistério. Com efeito, mais do que definida, a Igreja pode apenas ser descrita, como lembrou o sínodo de 1985, depois de haver enunciado a importância da Igreja Sacramento e comunhão: "O concílio descreveu de diversos modos a Igreja como povo de Deus, corpo de Cristo, esposa de Cristo, templo do Espírito santo, família de Deus. Essas descrições se completam mutuamente e devem ser compreendidas à luz do mistério de Cristo e da Igreja em Cristo" (II. 3, EV 9, 1790). além dos dois primeiros modos - povo de Deus e corpo de Cristo - que englobam os restantes, apresentamos aqui aqueles característicos da Igreja Sacramento e comunhão, completados com os conceitos de Igreja como tradição viva, sociedade e instituição.
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santos:
- "E, se em algum ponto errar, pelo fato de não entender bem o que com a mesma Escritura ou sem ela disser, declaro não ser minha intenção apartar-me da sã doutrina e sentido da Santa Madre Igreja Católica." (São João da cruz)
- "E a Noite, que é a fé na Igreja militante, onde ainda é de Noite, comunica a ciência à Igreja, e, por conseguinte, a toda alma, que, em si mesma, é Noite, porque ainda não goza da Clara sabedoria beatífica, e diante da fé fica privada da sua luz natural." (São João da cruz)
- "Guiemo-nos, pois, pela doutrina de Cristo-homem, de sua Igreja e seus ministros, e por este caminho, humano e visível, encontraremos remédios para nossas ignorâncias e fraquezas espirituais, pois para todas as necessidades aí se acha abundante remédio." (São João da cruz)
- "Deus não quer que ninguém a sós se creia a si nas coisas que tem como de Deus, nem se conforme nem se firme nelas, sem a Igreja." (São João da cruz)
- "Quanto à substância de nossa fé, não há mais artigos a revelar além dos já revelados na doutrina da Igreja: por essa razão é necessário à alma não só rejeitar qualquer coisa nova, mas também ter cautela para não admitir outras variedades sutilmente misturadas à substância dos dogmas." (São João da cruz)
- "Contentemo-nos com saber os mistérios e os dogmas na singeleza e Verdade em que são propostos pela santa Igreja. " (São João da cruz)
- "Pode haver, quanto a essas imagens e quadros, muita Vaidade e gozo inútil. Sendo tão importantes para o culto divino e tão necessários para mover a vontade à devoção como o demonstra o uso e aprovação da Santa Igreja." (São João da cruz)
- "Os Santuários especialmente dedicados a seu divino serviço oferecem mais segurança às nossas orações, tendo sido consagrados pela Igreja a esse fim." (São João da cruz)
- "As almas devem dirigir para Deus as forças e o gozo da vontade nas suas orações, não se apoiando em invenções de cerimônias que a Igreja Católica desaprova e das quais não usa." (São João da cruz)
- "Deixem o sacerdote celebrar a santa missa do modo e maneira conveniente, segundo a liturgia determinada pela Igreja. Não queiram usar de novidades, como se tivessem mais luz do que o Espírito santo e a sua Igreja." (São João da cruz)
- ""Et unam, sanctam, catholicam et apostolicam Ecclesiam!..." - Compreendo essa tua pausa quando rezas, saboreando: Creio na Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica..." (S. JoseMaría Escrivá - Caminho 517)
- "Que alegria poder dizer com todas as forças da minha alma: - Amo a minha mãe, a santa Igreja!" (S. JoseMaría Escrivá - Caminho 518)
- "Esse grito - "serviam!" - é vontade de “servir” fidelissimamente a Igreja de Deus, mesmo à custa dos bens, da honra e da vida."(S. JoseMaría Escrivá - Caminho 519)
- "católico, Apostólico, Romano! - Gosto de que sejas muito romano. E que tenhas desejos de fazer a tua “romaria”, "videre Petrum", para ver Pedro'" (S. JoseMaría Escrivá - Caminho 520)
- "Que bondade a de Cristo ao deixar à sua Igreja os Sacramentos! - São remédio para cada necessidade. - Venera-os e fica muito agradecido ao Senhor e à sua Igreja."(S. JoseMaría Escrivá - Caminho 521)
- "Deves ter veneração e respeito pela Santa liturgia da Igreja e por cada uma das suas cerimônias. - Cumpre-as fielmente. - Não vês que nós, os pobrezinhos dos homens, necessitamos que até as coisas mais nobres e grandes entrem pelos sentidos?" (S. JoseMaría Escrivá - Caminho 522)
- "A Igreja canta - disse alguém - porque falar não seria bastante para a sua oração. - Tu, cristão - e cristão escolhido -, deves aprender a cantar liturgicamente." (S. JoseMaría Escrivá - Caminho 523)
- "O único jeito é romper a cantar!, dizia uma alma enamorada, depois de ver as maravilhas que o Senhor operava por seu ministério. - E eu te repito o conselho: Canta! Que transborde em harmonias o teu agradecido entusiasmo pelo teu Deus." (S. JoseMaría Escrivá - Caminho 524)
- "Ser “católico” é amar a Pátria, sem a ninguém deixar que nos exceda nesse amor, e, ao mesmo tempo, ter por meus os ideais nobres de todos os países. Quantas Glórias da França são Glórias minhas! E igualmente muitos motivos de orgulho de alemães, de italianos, de ingleses..., de americanos e asiáticos e africanos, são também orgulho meu. - católico!... coração grande, espírito aberto."(S. JoseMaría Escrivá - Caminho 525)
- "Se não tens suma veneração pelo estado sacerdotal e pelo religioso, não é Verdade que amas a Igreja de Deus." (S. JoseMaría Escrivá - Caminho 526)
- "Aquela mulher que, em casa de Simão o leproso, em Betânia, unge com rico perfume a cabeça do Mestre, recorda-nos o dever de sermos magnânimos no culto de Deus. - Todo o luxo, majestade e beleza me parecem pouco." (S. JoseMaría Escrivá - Caminho 527)
- "Não podemos ser sectários, diziam-me com ares de equanimidade, perante a firmeza da doutrina da Igreja. Depois quando lhes fiz ver que quem tem a Verdade não é sectário, compreenderam o seu erro" (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 47)
- "Pessoas de diversas nações, de diferentes raças, de ambientes e profissões muito diversos... Ao falar-lhes de Deus, apalpas o valor humano e sobrenatural da tua vocação de apóstolo. É como se revivesses, na sua realidade total, o milagre da primeira pregação dos discípulos do Senhor: frases ditas em língua estranha, mostrando um caminho novo, foram ouvidas por cada um no fundo do seu coração, na sua própria língua. E passa pela tua cabeça, ganhando vida nova, a cena em que “partos, medos e elamitas...” se aproximaram felizes de Deus." (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 186)
- "Não esqueças que, nos assuntos humanos, também os outros podem ter razão: vêem a mesma questão que tu, mas de um ponto de vista diferente, com outra luz, com outra sombra, com outros contornos. - Somente na fé e na moral é que há um critério indiscutível: o da nossa mãe Igreja." (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 275)
- "Não é Verdade que haja oposição entre ser bom católico e servir fielmente a sociedade civil. Assim como não há razão para que a Igreja e o estado entrem em choque, no exercício legítimo da sua autoridade respectiva, voltados para a missão que Deus lhes confiou. Mentem - isso mesmo: mentem! os que afirmam o contrário. São os mesmos que, em aras de uma falsa liberdade, quereriam “amavelmente” que nós, os católicos, voltássemos às catacumbas." (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 301)
- " Não podemos cruzar os braços, quando uma sutil perseguição condena a Igreja a morrer de inanição, relegando-a para fora da vida pública e, sobretudo, impedindo-a de intervir na educação, na cultura, na vida familiar. Não são direitos nossos: são de Deus, e foi Ele que os confiou a nós, os católicos..., para que os exerçamos!" (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 310)
- "Muitas realidades materiais, técnicas, econômicas, sociais, políticas, culturais..., abandonadas a si mesmas, ou em mãos dos que não possuem a luz da nossa fé, convertem-se em obstáculos formidáveis para a vida sobrenatural: formam como que um campo fechado e hostil à Igreja. Tu, por seres cristão - pesquisador, literato, cientista, político, trabalhador... - tens o dever de santificar essas realidades. Lembra-te de que o universo inteiro - assim escreve o Apóstolo - está gemendo como que com dores de parto, à espera da libertação dos Filhos de Deus" (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 311)
- "Não queiras fazer do mundo um convento, porque seria uma desordem... Mas também não queiras fazer da Igreja um bando terreno, porque equivaleria a uma traição." (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 312)
- "A perene vitalidade da Igreja Católica garante que a Verdade e o espírito de Cristo não se afastam das diversas necessidades dos tempos."(S. JoseMaría Escrivá - Sulco 319)
- "Para tantos momentos da história, que o diabo se encarrega de repetir, parece-me uma consideração muito acertada aquela que me escrevias sobre lealdade: “Trago o dia todo, no coração, na cabeça, nos lábios, uma jaculatória: Roma!”"(S. JoseMaría Escrivá - Sulco 344)
- "Nunca partilharei, nem no terreno ascético nem no jurídico, da idéia dos que pensam e vivem como se servir a Igreja equivalesse a empoleirar-se."(S. JoseMaría Escrivá - Sulco 351)
- "Tens de crescer de dia para dia em lealdade à Igreja, ao Papa, à Santa Sé... Com um amor cada vez mais teológico!" (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 353)
- "Tens uma grande ânsia de amar a Igreja: tanto maior, quanto mais se agitam os que pretendem desfeá-la. Parece-me muito lógico: porque a Igreja é tua mãe" (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 354)
- "Os que não querem entender que a fé exige serviço à Igreja e às almas, cedo ou tarde invertem os termos, e acabam por servir-se da Igreja e das almas, para os seus fins pessoais." (S. JoseMaría Escrivá - Sulco 355)
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pensamentos:
"amor pela Igreja:
amor que vela,
amor que luta,
amor que desculpa,
amor que exalta,
que escuta o coração da mãe;
que a contempla na fé.
que a acolhe na obediência,
que a dilata no apostolado,
que a santifica na própria vida" (Pe Marcial Maciel, LC)
- Quando um membro sofre, todos os membros sofrem com ele. O sofrimento dos mártires redunda em benefícios de todos. Por conseguinte, é uma grande honra sofrer humilhação por causa de Jesus, estar unido ao Senhor que sofre e participar de sua obra redentora. Ai de nós, se nossa solidariedade para com nossos irmãos for afetada pelo nosso materialismo prático, pela nossa crise de fé que quer negar a cruz, ou pela decadência moral que nos impede de fazer sacrifícios sensíveis ou mesmo empenhar a vida pelos irmãos e irmãs, que tem o direito de esperar de nos a solidariedade do amor e da Verdade. (Retirado do livro Um Mendigo de Deus, Pe Werenfried)
- Os nossos irmãos perseguidos são a elite da Igreja e ser solidário com eles e uma questão de honra. (Pe Werenfried)
- Não existe serviço de correio no céu. Por isso se quisermos escrever uma carta para Deus, temos que endereçá-la a alguém em que Deus habita. (Pe Werenfried)
- Eu perturbei a paz de consciência dos bravos cidadãos que consideram a Igreja como sendo a cidadela de sua salvação, onde vivem somente para salvar sua própria alma sem se incomodarem com os outros. (Pe Werenfried)
- Os bispos também são muito melhores do que pensamos. ((Pe Werenfried - durante o sínodo extraordinário dos bispos europeus em novembro de 1991)
- "A Igreja é para nós, na forma correspondente à nossa condição terrena, a realização mesma desta comunhão tão anelada. É ela que garante a nossa comunidade, comunidade não de destino, e sim de vocação. Os vínculos com que ela parece aprisionar-nos não visam senão libertar-nos, para dilatar-nos e unir-nos. Ela é a matriz em que se realiza aquela "unidade do Espírito", que, sem a "unidade do Corpo", não passaria de ilusão."(Henri de Lubac - Meditação sobre a Igreja (1953))
- "A Igreja, por meio do Concílio, não quis de forma alguma fechar-se em si mesma, referir-se somente a si mesma (o chamado "centrismo da Igreja"), mas, pelo contrário, quis abrir-se amplamente. Façamos continuamente nosso este voto, que é até um dever nosso; e para realizá-lo aprofundemos ainda mais o mistério da Igreja (cf. LG 2); é esta, com efeito, a Fonte da abertura e da missão (na missão do Filho e do Espírito)." (João Paulo II - Discurso ao Sínodo dos bispos de 1985
a respeito do Vaticano II)
- "Eu gostaria de lembrar como o Espírito santo vai suscitando na Igreja, ao longo da história, carismas especiais que respondem às necessidades do momento. Cada um desses carismas é Dom de Deus para a sua Igreja; dons que Ele dá a determinados homens para que eles, por sua vez, os transmitam a outros, e seja formada assim o que chamamos de família religiosa ou espiritual.
A imprensa laica, com freqüência, quer contrapor os diversos carismas. Esta lógica não funciona na dimensão espiritual, porque os carismas não se contrapõem, eles se complementam. Cada um tem a própria missão a cumprir. No fundo, todos os carismas estão em função da utilidade comum e a serviço da mesma fé da Igreja." (Pe Marcial Maciel LC)
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cf. apostolicidade da Igreja; autoridade da Igreja; bens comuns entre a Igreja e os irmãos separados; catecismo da Igreja Católica
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Referência: Pié-Ninot, Salvador. "Introdução à Eclesiologia". São Paulo: Edições Loyola, 2002.
Enviada por Marcia, el 02/09/06 23:08. | Esta definição foi acessada 1885 vezes.
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